sexta-feira, 2 de abril de 2010

100 anos ele teria agora.

A algumas horas atrás eu voltei do cinema com meus pais, as duas pessoas que mais amo nesta vida e provavelmente em todas as outras e também as duas pessoas com quem eu divido a minha crença, a minha fé, a minha luta diária.
Confesso que chorei do início ao fim, primeiro quando ele conversa com o espírito de sua mãe já desencarnada, depois quando se despede do caminho seguro da igreja católica e resolve andar com seus próprios passos, talvez ele caia muitas vezes, mas sua fé agora fortalecida irá lhe sustentar, depois quando esclarece por meio da psicografia e instiga o perdão, além claro do letreiro final.
Mas foi um suspiro que me tirou a respiração e me marcou profundamente, no momento que ele socorre sua irmã atormentada por irmãozinhos pouco esclarecidos, quando ele implora: PERDOA ELA, sinto minha respiração fraquezar e me vem na memória as inumeras vezes que minha mãe suplicou exatamente com as mesmas palavras quando estive em coma.
Tenho certeza que essa súplica do Chico para sua irmã e de minha mãe para mim nos libertaram momentaneamente de nossas dores, com a benevolência de DEUS.
Agradeço a Deus a chance de ser libertada e agradeço demais a minha mãe por ter lutado junto comigo, ao meu favor e suplicado não só pela minha vida, pela minha volta, mas para que eu fosse PERDOADA.
Aqueles a quem magoei, feri, maltratei, desmereci, nessa ou em qualquer outra vida: PERDOE-ME!
Apesar de ter chorado muito durante o filme, saí do cinema com a alma lavada, por que, como Chico diz tão brilhantemente as lágrimas que caem de saudade, alegria, são benignas, já as que rolam cheias de veneno, raiva, lamento, teimosia ou revolta contaminam a todos, encarnados ou desencarnados.
As minhas foram de saudade Chico, de saudade de mim mesma, saudade de você a quem não tive o privilégio de conhecer, saudade de reconhecer instanteneamente coisas tão singelas demostradas no filme, saudade dos meus amigos espirituais que tanto me ajudaram, saudade, saudade...
Sorri também durante o filme, ao perceber que se até mesmo Chico Xavier tinha um pouquinho de vaidade (com sua peruca), quem sou eu para me culpar pelos tantos pensamentos vaidosos que me tomam a alma.
A vaidade excessiva não cultivo mais, graças a Deus, agora os restinhos ficarão para uma próxima vida.
Assistam o filme, independente de sua crença, religião, doutrina e fé.
Para mim fé ou religião, é aceitação, é benevolência, é amor irrestrito.
É aceitar as coisas e as pessoas como elas são é amar ao próximo como a ti mesmo.

3 comentários:

  1. Oi Déia, Legal Seu Blog! pesquisando no blogger t encontrei.

    Pure Electro! Check My New Mixtape ''Atomic Ground'' In: http://djf7.blogspot.com/

    One Luv

    DJ F7

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  2. Déia, que bom amiga...
    Hj vou assistir ao filme depois coloco minhas impressões!!
    Já estou te seguindo.
    bjs e divirta-se

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  3. Que delícia já tem duas pessoas que leram...já valeu a pena...Bem vindos.

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