quinta-feira, 29 de abril de 2010

Já posso morrer em paz, embora, eu não precise..rss - Roma/Veneza - 19/04/2010

Recuperada dos desencontros com sapos, príncipes e malas, eu parto de Roma e sigo para Veneza, percebo que minhas malas já pesam uma tonelada.
Só pensando em como colocarei essa mala pesada no bagageiro do Trem, em cima da minha cabeça, e penso que ainda bem que no primeiro dia eu vim de bus, imagina eu passando mal, sem saber direito, tendo que descobrir onde enfiar a mala e depois tendo que subi-la sozinha.
Mas sempre há boas almas em meu caminho e a moça que bloqueio a passagem, me ajuda, sem que eu peça, a colocar a mala lá em cima, ela quase não cabe...afff.
Ah! Venezia agora já posso morrer em paz, se bem que não quero ainda tá? Rsss....
É deslumbrante, inacreditável, indescritível.
Da estação já se vê seu canal imponente e brilhoso.
Chego na Ponte Delle Gluglie que é meu ponto de encontro para o hotel e atravesso para a esquerda não é, vou para direita não é, atravesso para outro lado vou para esquerda não é, vou para direita não é, volto na rua que vim, paro, releio as instruções em inglês, sei que estou perto, sinto o cheiro da Sognare em Venezia..rsss....ligo, claro é difícil entender as intruções em Italiano, pegunto, pergunto, nem os venezianos se acham em sua ruazinhas e vielas, peço para um homem falar com a mulher do hotel do meu celular para que ele entenda onde devo ir e me aponte...rsss
Assim que ele desliga, ele manda que eu o siga...rsss...obedeço...ele para a dois passos, manda que eu veja os números e me aponta o hotel...rsss, estive o tempo todo praticamente na frente do danado..rsss
Lá toda casa antiga tem um quarto esperando alguém e os Venezianos não conhecem todos os nomes e lugares.
Há uma escada gigante, como esse povo adora subir, mas Pietro, o dono, me ajuda com a mala e simpático me explica pelo mapa onde estou e os pontos principais da cidade, quanto custa o vaporetto e várias coisinhas, depois simpaticamente me cobra..rsss
Vou andar fazer o roteiro previamente feito por mim, acho algumas das coisas e outras não, me perco como todo turista e acho que todo Veneziano em suas ruazinhas, pontes e muita história e beleza, a cada ponte um flash e são vários deles.

Almoço um macarrão com salmão delicioso e sigo para San Marco.

Estou lá ou não? Rsss
Tenho dúvida.
Muita gente na piazza, na igreja, no campanário, no palácio Ducalle, no café Florian, tudo deslumbrante.
Já são mais de seis, a igreja está fechada, mas o Campanário não, subo e vejo Veneza pelo alto.

Um navio aporta na cidade e às 18h30 os sinos esbravejam lindamente e estridentimente, os turistas colocam as mãos nos ouvidos para se protegerem, mas eu que sou uma deficiente auditiva estou acostumada a barulhos estridentes e amplificadados (o aparelho), sorrio e curto esse momento de estrema beleza, por quem os sinos tocam? Eu realmente acredito que os sinos tocam para mim e por mim.

É maravilhoso presenciar todo o charme do Campanário.
Volto para o hotel de Vaporetto, minha primeira de muitas viagens, encontro alguns brasileiros na fila, os primeiros que encontro.

Serão muitas primeiras vezes nesta viagem.
Volto para o hotel para descansar, ligo para a prima da minha mãe Hellen, mas liguei em cima da hora e ela não conseguirá me encontrar, uma pena, queria companhia para andar de gôndola, será que é mico ir sozinha?
Bom vou dormir para aproveitar um dia inteiro de Veneza amanhã.

2 comentários:

  1. Amiga... to aqui... espero que vc esteja ai postando coisas pq simplesmente não quero que termine...
    Coloquei vc lá no meu blog tb!!
    Demais... demais!
    bjs

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  2. Oi linda...que bom que está gostando, estou aqui postando sim, mas vou deixar o resto para amanhã, preciso tomar banho...eca...
    Amanhã eu volto e termino tudo.
    Beijos e Bona Sera.

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