domingo, 21 de novembro de 2010

O caminho a seguir.

Só a gente sabe o que passa dentro da gente.
Não se vocês já sentiram isso, mas quando eu tinha uns quinze anos eu tive um primeiro namorado que foi em casa, conheceu meus pais, essas coisas, mas eu não gostava muito dele não.
Sei algo dentro de mim, me dizia que ele não era quem aparentava ser, embora me tratasse com uma flor.
Nos conhecemos quando ele sofreu um acidente de moto e eu e minha melhor amiga fomos no hospital ficar com ele (meu irmão foi me buscar com a cinta na mão...rsss), aí o visitamos mais uma vez e não o vimos mais.
Até que um dia, ele nos viu de dentro do ônibus, saltou e começamos a nos conhecer melhor.
Daí um dia, eu voltava eufórica de algum lugar, não me lembro qual, mas eu até flutuava, e lembro que ao chegar em casa e vê-lo minha felicidade foi para o espaço, minha fisionomia mudou completamente (minha mãe até comentou depois) e hoje eu sei que aquela foi a primeira vez que percebi que não importa o quanto a gente finja para a sociedade, para nós mesmo, aqui dentro nós sabemos aquilo que nos faz bem e detalhe, não é por que faz mal que a gente tem que se livrar, (lição dois..rss), muitas vezes a gente tem que trabalhar e descobrir o por que desse sentimento.
Saber o que lapidar o que nunca se transformará em diamante é sabedoria para muitas vidas.
Hoje eu sempre procuro nas situações que passou olhar dentro de mim e ver como me sinto, isso serve também para suas ações, quando vc fizer algo e não se sentir confortável análise e veja, por que, com certeza não seguiu seu coração e muito menos seus conceitos ou mais ainda os conceitos certos.
Hoje eu fui para o Centro sendo quem eu era, materialista, orgulhosa, nervosa, egoísta, numa caminhada com meu pai, com quem adoro atormentar, mas ao chegar lá, antes mesmo de ouvir qualquer coisa, lágrimas banharam o meu olho e essa revista dentro de mim me condenou, eu não quero ser assim, não quero sentir essas coisas...e foi assim que fui rezando pedindo a Deus que me livre dessas coisas.
E minha reforma intima continou, no almoço em familia, em perceber que somos todos iguais e esses momentos mesquinhos todos nós temos, mas não permitir que isso cresça dentro de nós é o que faz a diferença.
Se o ódio te rondar, saiba que é humano, mas se você convidar ele para dentro de você, isso é um tropeço, se você o alimentar, isso é desvio, e quando você o mandar pastar, isso é evolução.
Olhe sempre dentro de você e veja como se sente, isso é a bússola do seu coração.
Hoje eu sempre analiso minha fisionomia quando vejo alguém, quando eu compro algo, quando eu piso no capim, é incrível como fazendo isso você começa a enxergar pelos olhos da sua alma.
Tente, invente, olhe diferente.

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