sábado, 4 de dezembro de 2010

Alma lavada

Menininha  empurrou seu corpo e sua alma para o bar para dançar, subir em cima da mesa, sorrir, cantar, dançar, esgotar, que a música a tomasse totalmente e ela não sentisse mais nada.

Ficasse desprovida das dúvidas, das certezas, dos sonhos, dos desencontros, do desespero...

Entregue a um momento.

Mas papai do céu muitas vezes tem outros planos...

Sem luz, sem música, silêncio!

Quando há o silêncio aqui fora, o barulho de algumas almas vão para fora.

A menininha já foi muito assim.

E ainda é tem muitas vezes.

Mas agora ela já consegue algumas vezes calar e observar, sem tentar julgar.

Mas quando o barulho das almas ficam muito barulhentas, ela só pensa em voltar para a casa, aquietar seu coração, e ficar quietinha em seu mundo com suas dúvidas e questões.

Quando não consegue partir, o pânico vai tomando conta, um nó na garganta, um silêncio reprovador, uma interrogação constante de como manter o equilibrio entre os dois mundos.

Mas ela não podia fugir, sua penitência era ficar ali até que a de cintura de pilão chegasse, mesmo que fosse só para educadamente se despedir.

Mas nas escuridão das velas alaranjadas o clima era propicio para que a conversa fluisse

Ela falava e a menininha escutava

De coração para coração.

A conversa sobre a vida, sobre vaidades, coisas deste mundo, gargalhadas gostosas quando a cintura de pilão falou para a menina que o príncipe que ela aguarda só pode ser um padre.

Até que a conversa mudou, até a voz da cinturinha de pilão mudou, mais forte, mais clara, agora a conversa era sobre a outra vida, sobre encontros e desencontros entre o que desejamos e o que precisamos.

A menina queria saber como controlar seu coração, como pedir para o papai do céu, que sempre escuta, faça a sua vontade, na hora que ele julgar que ela merece.

Como dizer para ele que ela está pronta? (como se fosse necessário dizer alguma coisa para aquele que tudo vê)

Cinturinha de pilão falou muitas coisas que ressoaram, que deixou a menininha espupefada, embora sejam coisas claras, óbvias até, coisas que ela já sabia, sentia e dizia, tomaram a menininha de coração, e duas delas ela não pode jamais esquecer:

- Tem que sonhar, criar, desejar o que PRECISA do fundo do coração.
- Tem que ter fé.
- Tem que acreditar que merece.
- Tem que acreditar que aquilo que criou e PRECISA não é impossível, existe e está próximo de ser encontrado.

Menininha voltou para a casa feliz com suas descobertas antigas, agora ela precisa curar seu coraçãzinho, se preparar para não só saber, mas para vivenciar aquilo que ela escutou.

Ela ficou em paz, de alma lavada como dizem.

A noite foi mágica, talvez foram as velas, talvez a escuridão, talvez o silêncio, talvez tenha sido a vida nos carregando um a um de mãos dadas para onde devemos estar, menininha ainda não sabe o que foi, mas tem certeza de que Deus estava lá.

Para cintura de pilão.

2 comentários:

  1. Não entendi quase nada..rsrs.... acabou a luz no 6:01, a Susi nao foi... rsrs... quem é a cintura de pilão?!?!? como foi a noite?? bj e curiosidades, Clau

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  2. Vamos por parte...rsss
    Sim o 6:01 ontem estava completamente sem luz...
    Teve um problema com o fio e não conseguiram consertar..sem luz, sem som, sem chop gelado..rss
    Só luz de velas, conversas entre as mesas e comidinhas e drinks..rss...e cerveja quase quente para os que encararam.
    A Susy estava lá, mas não cantou, só ficou de papo entre os amigos e as mesas.
    Ahhh a cinturinha de pilão é um ser da mitologia Déa...(só pessoalmente...rsss...brincadeirinha é a Deinha...lembra?.
    Adorei o papo com a Deinha, me fez enxergar algumas coisas que preciso modificar nos meus pensamentos.
    Beijos.

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