domingo, 19 de dezembro de 2010

O dia da internação.

Dormimos mal....som...barulho...nesse carma dessa rua, dessas famílias que aqui moram.
Quando alguns maloqueiros se vão, outros dez aparecem, mas eu tenho fé que isso acabe um dia.
Ás oito eu dei os remédios para minha mãe, do imunussupressão, como venho fazendo nos últimos dias, para que seu organismo já vão sendo preparado para receber o rimzinho da Sô.
Almoçamos e uma sequência de campanhia e telefone clama a toda hora, desde ontem, um monte de gente amiga querendo deixar seu beijo, sua energia positiva, seu vai com Deus...
A vizinha Maria arrancou lágrimas de todos, com seu abraço aperto na Dila, e a vontade que ela volte mais ativa, mais serelepe, subindo no banquinho para baterem papo, fofocarem, trocarem pratos gostosos e muitas risadas.
Eu também sinto falta do bom astral da minha mãe, do seu jeito peculiar de me escutar, não me ouvindo, mas estando lá do meu lado, ultimamente eu ando falando mais sozinha do que nunca.
Que ela vá meu Deus com o senhor e volte também.
Falamos com a Sô (doadora) e ela está toda, toda, diz que seus familiares, meus primos, todos eles querem levá-la ao hospital.
Essa é uma operação do bem, da união, DA DOAÇÃO, e a energia é sempre cativante, energia de amor incondicional.
Faço a malinha da minha mãe, com todo amor, que ele empreguine tudo.
Logo, logo partiremos para a burocrácia que é internação, mas passaremos por tudo juntos, sempre, como foi comigo e como será com todos da minha família.

Depois eu volto....

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