sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu sou assim.

Quando eu fiz terapia, meu terapeuta me disse que existia uma tristeza em mim, quase como se ela fosse eu!
Eu concordei e sempre guardo no coração, coisinhas, verdades, que me são ditas por pessoas queridas, às vezes nem tanto, que ressoam no fundo da minha alma.
Uma delas foi essa a constatação que eu adoro me emocionar, e essa tristezinha que o Zé tão sabiamente visualizou em mim, não tem nada de vergonhoso, é uma tristezinha boa, dessas de gostar de coisas antigas, da família, da história, é quando a gente deixa os sentimentos imundarem a nossa alma e vazarem pelos nossos olhos.
Eu sou assim!
Também um dia, faz muitos anos, a Jú me disse que eu achava que não merecia ser amada, e completou tão amiguamente dizendo que não era verdade, que eu merecia sim ser amada como toda e qualquer mulher que ela conhecia e que mais, eu era especial e linda por dentro e por fora e que não havia nenhum motivo para que não me amassem.
Essa mesma Jú também disse para um ex caso que de alguma forma (não sei qual...ou não lembro mais) disse que eu não era bonita ou interessante diante de outras pessoas, e ela doidamente (pelo menos quando me contou) disse que ele não sabia a preciosidade de amiga que ele estava perdendo, que ele teria muita sorte de me ter se não como "caso" como amiga, pois, não havia amiga melhor do que eu.
Essas e outras frases sempre me vêem em mente em diferentes situações, essas são três, mas tem muitas mais de diversas fontes.
Conto isso, por que eu sou assim mesmo, adoro um bulinho, uma chave, um banco, uma mala, alguma coisa na decoração que me remeta a sentimentos e emoções.
Adoro fotos, de preferência as antigas, sem poses, ou perfeições, bem diferentes dessas que escolhemos para o orkut, facebook e afins, adoro as que captam momentos que não voltam mais, mas como as frases que citei acima, martelam em nossas emoções, arrancam sorrisos lacrimejantes e saudades que não tem fim.
Esse ano eu quero arrumar o meu lar, a minha casa, por que tenho prazerosamente passado mais tempo comigo mesma nessas quatro paredes que me protejem, alimentam e emocionam.
Vou mostrando as transformações para vocês aos poucos.
Eu e mamys que viaja comigo no nosso projeto, já fizemos a nossa primeira aquisição, que se encoorporará com as reliquias do meu coração.
A lanterna à gás, que era do meu Vó Zico, que fica no lavabo em cima do meu armarinho muito charmoso que arranca elogios.
A parede de fotos, as minhas preferidas da família, nessa parede só tem família, fotos antigas e novas, mas todas de momentos extremamente especiais para mim e para aqueles que não vivem mais aqui.
A mala herdada da minha avó, onde ela trouxe seu enxoval de São Paulo para Cornélio e que ninguém nunca se interessou, bastou eu pedir a mala, para etiquetinhas serem praticamente coladas nos móveis da minha avó e assim quase tudo lá agora tem dono! (a mala é meu xodó e não tem peça mais significativa para mim do que ela).
Ela cheira a naftalina e a roupa limpa e cacarecos guardados que só a minha lembrança ofativa pode sentir.
Ela cheira a minha Avó Nita, miúda, mimada, curvada, reclamona, chorona!
Ela me lembra essa tristezinha que ressoa na minha alma.
E tem muito mais, graças a Deus, eu tenho essa mania, que eu adoro, de emoldurar emoções, guardar sentimentos, valorizar carinhos e amor!
Se isso for ser triste, que seja, eu adoro chorar de emoção, tanto faz se de tristeza ou alegria, por que ambos os sentimentos me fazem lembrar que eu amo, sou amada, e estou viva!
Quanto ao caso que não me valorizou, no fim, nos tornamos o que eu chamo amigos, mas a vida nos separou, talvez por que ele não estava pronto para ter uma amiga como eu.
Quanto a outra frase da Jú, essa eu juro, preciso acreditar que exista sim alguém capaz de me amar como sou, principalmente agora.
Será que eu o  encontro?
Será que ele me encontra?
Será que ele nunca esteve perdido?

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