quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O dia que eu me apaixonei pela Vespa.

Eu fui apaixonada por um menino que tinha apelido de Claudinho Today...não me perguntem por que, pois não faço idéia, vai ver ele era Claudinho todo dia..rss
O Claudinho Today tinha uma Vespa (super descolado!), e passava pelas ruas onde eu brincava, conversava, andava, quase todo dia, minha paixão começou aí....
Eu via o Claudinho passando voando com sua Vespa e seus cabelos ao vento e meu coração fazia tica tica bum.
Era uma época inocente de paqueras platônicas, de idas ao Hipodromo (a danceteria do momento), de sorvete na padaria e de muita fofoca à tarde, depois do colégio com amigas inseparáveis.
Meu irmão sempre foi viciado em filmes, e suas idas na locadora sempre foram um motivo de alegria para mim, principalmente ao descobrir que o Claudinho Today trabalhava em uma delas.
Um dia, acompanhanda de minha fiel escudeira Cláu, eu tomei coragem e fui lá sem meu irmão, à pé, pouco interessada nos filmes, mas muito interessada em ver e conversar (finalmente!) com o Claudinho.
Bom ao chegar eu vi um mocinho lindinho, e começamos a conversar, rolou um entendimento, ressoou, e eu me empolguei de tão forma e comecei a entrevistar o moço a respeito do Claudinho.
Se ele tinha namorada?
Se ele trabalhava ali?
Que horário?
E outras coisitas más.
Fui embora com o filme alugado, feliz da vida por ter agora um aliado na minha busca apaixonada pelo Claudinho Today.
No dia de entregar o filme, eu e a Cláu (ela não conseguia ficar fora dessas) voltamos na locadora e achei o mocinho com quem conversei diferente, sei lá, não estava mais ressoando.
Eu perguntei de novo sobre o Claudinho, se ele estava lá.
E o mocinho cheio de prosa e com uma carinha sacana, respondeu que sim, que estava e se queria que ele o chamasse.
Eu toda envergonhada (não preparada para encontrar cara a cara o meu amor) disse que não, não não chama ele não.
Nisso aparece um moço, bem bonitinho também, negro, e o mocinho diz:
Aí o Claudinho Today.
Lógico percebi na hora a palhaçada que eu vinha fazendo, perdi o chão, quase derrubei as prateleiras, ao perceber que o mocinho simpático com quem eu vinha conversando era o próprio CLAUDINHO TODAY.
A Cláu, claro, rachou de dar risada, nem se importando no papelão que tinha feito.
É que ele passava voando de Vespa e eu não me importava muito com o rosto dele, eu estava mais interessada no modelo que ele passava de mocinho descolado, além do seu tempo, alguém que parecia um princípe sentado em sua Vespa Vermelha (o coisa linda!).
Tinha uma (a)inimiga..rsss...que fazia brincadeira falando: Claudinho Today eu não te dei...rss
Pois é,  o trocadilho é super utilizável na minha situação Claudinho Today eu não te dei nem chance..rss
Bom um tempo depois, eu pixei a parede da vila onde ele morava, tomei um esporro dele por isso.
E um dia, na Hipodromo, claro, ele sentou ao meu lado sussurou alguma coisa, todo carinhoso,  no meu ouvido e EU NÃO ESCUTEIIIIIIIII! Rss..(e eu não tinha nenhum problema ainda hein..rsss).
Até hoje eu lembro da cena e dou risada, sei lá acho que meu caso com o Today era No Today mesmo.
Nunca mais eu o vi, mas a Cláu ficou com o irmão dele!Que bom que a minha humilhação serviu para alguém se dar bem nesta vida.

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