domingo, 3 de abril de 2011

Delírios e interrogações sobre o que vem a ser amar.

Quando eu era menina, eu achava o máximo quando em filmes, ou até alguma vizinha sortuda ganhava um bouquet de flores...meu coração disparava.
Eu desde muito nova tinha meus desejos secretos e um deles era que iria me casar com o primeiro que me trouxesse flores.
Sabe aquele bouquet caminhando pelo pátio da escola, deixando todas as meninas embriagadas de tanto amor e consideração, muitas de nós descobrimos depois que muitos daqueles bouquets tinham outras intenções e não eram simplesmente flores lindas.
Muitos eram culpas, pedidos de desculpas, conquistas, apegos, dominação..
Aí a cada flor que fui ganhando pela vida eu fazia questão de esquecer a minha mandinga, por que nenhuma das vezes era como eu imaginava que deveria ser.
Umas vieram murchas, outras não eram minha flores preferidas e muitas delas não tinham o seu autor o perfume que combina perfeitamente com o meu e outras tantas não eram flores eram subtérfugios.
Eu realmente acredito que muitas de nós vieram tão fortes, tão destemidas que o amor de homem e mulher, apesar de belo e necessário neste mundo, é algo pelo qual descobrimos é o mais difícil de se transformar em amor incondicional, por que, há o apego, o sentir-se dono, e no mundo atual há o individualismo que em nada combina com o simplesmente amar.
Meu primeiro amor se casou com uma namorada que ficou grávida, lembro que mesmo na minha ingenuidade de quinze anos eu desejava do fundo do meu coração que se ele fosse feliz deveria ficar com ela para todo sempre e que eu nunca mais o visse, eu desejava que assim fosse, apesar do meu coração partido, confesso que lá fundo eu também desejava que ele não fosse (no final do meu pensamento eu sempre pensava, mas se ele não for, três pontos..rsss).
Hoje eu também penso assim, que o amor de verdade quer que o outro esteja bem, esteja onde estiver, só amar aquela pessoa basta, completa, acalanta, amor difícil esse de se ter e sentir.
Amor esse que caminhamos, dizem os entendidos para encontrar e sentir (pasmem) por todas as almas!
Eu me descubro a cada dia que dei um passo e regredi dois, nesse amor escola, deste mundo, pois ainda levo comigo os desejos, as aspirações romanticas, o bouquet de flores (das minhas preferidas..rss) daquele que deveria ser meu companheiro desta vida!
Deus continua me testando e eu continuo decepcionando-o e ele como pai amoroso que é, me diz sempre que ele não só perdoa meus preconceitos com os pretedentes e comigo mesma, minhas exigências, meu despreparo, a indecisão do meu coração, como já esqueceu (como diz a mensagem do outro post) e está esperando, sempre, que no próximo teste eu esteja pronta para tentar de novo e me entregar ao amor escola para que um dia eu esteja preparada para o amor incondicional.

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