sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eufória ou felicidade.


“Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo.” - Caio Fernando Abreu.

É verdade não canto, só no banheiro e quando estou muito feliz, eufórica, e faz bastante tempo que não sei o que é EUFÓRIA, sim por que felicidade faz muito tempo que eu fiz caber bem dentro do meu peito e aceitar que FELICIDADE assim escrito com maiúscula não existe.
Claro, existe a paz, a aceitação do que somos, temos e vivemos.
Mas isso não é felicidade não, pelo menos não essa felicidade vendida na mídia, no jornal, estampado na nota de cem, brilhando no anel de noivado, tintilhando na chave da casa nova ou no cheiro do carro zerado.
E quando se está em paz, isso não significa momentos de perguntas sem respostas, de coração chicachicabum, de olhos que molham sem motivo aparente, de vazios da alma e suspiros.
Daí nesses dias em que a paz não é tão pacífica assim, são os dias em que somos testados, e que a paz dá lugar para a esperança de que daqui uns dias, no meu banheiro, haverá um show particular e depois a paz invadirá novamente o meu coração, como se o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão...

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