segunda-feira, 8 de agosto de 2011

As Andreas que vivem em mim

Hoje faz seis anos que fiquei doente...seis anos que eu voltei à vida, que me levaram para o quarto e que fui lidando com coisas que até aquele momento nunca, em hipótese algum tinham passado pela minha cabeça.
Tive que lidar com as limitações, com a dor, a solidão, as expectativas não correspondidas, eu tive que lidar com a morte.
A morte de uma Andrea que deixou de existir, e que por um longo tempo, ficou vazia, com o olhar distante, sem corpo, nem forma.
Uma Andrea desconstituida, meus muros, minhas cercas, meus limites, todos eles viraram pó e fiquei exposta a REALIDADE, a ilusão por um longo tempo deixou de existir e vi tudo claramente, aquele e este mundo ligados, sem barreiras, tão nítido e real que doía só de poder ver.
Com o passar dos anos, outros muros foram sendo construídos a Andrea que caminhou no sonho ao lado da outra Andrea durante o Tsunami foi tomando forma, foi deixando para trás a velha Andrea, que agora é só uma lembrança.
Ainda tem muitas coisas da velha, afinal, a essência é dela, mas a nova tem algo que eu julgo ser muito importante, ela é CONSCIENTE, ela é dona da sua vida, e portanto, ela é dona dos seus acertos, dos momentos felizes, ela se acarinha muito mais, dá colo, ouve e sabe que ninguém irá amá-la e compreendê-la tanto como ela mesmo, mas ela também é dona dos erros, dos seus deslizes, da sua falta de tato, da sua cabeça dura, e enxerga imediatamente aquilo que deveria ter sido dosado, ainda não consegue controlar todos esses momentos, mas sabe que eles são parte da vida, e que tem coisas que fogem do nosso controle.
Coisas que são por que são, sem explicação unipresente, podemos até imaginar seus motivos e eles são sempre benevolentes, são acontecimentos que tentam nos fazer sermos menos humanos.
A nova Andrea ainda é humana, pois vive neste mundo, mas já esteve no outro muitas vezes e tem certeza que quando voltar vai estar um pouco mais preparada para o próximo passo, para as muitas Andreas que ainda nascerão.
A Andrea velha que vive em mim parabeniza a nova que tanto amadureceu e a Andrea nova hoje, principalmente hoje parabeniza a velha por ter nos trazido apesar de tantos percalços até aqui.
No hoje!
No agora!
Na segunda chance!
Obrigada a todos que de formas que nem imaginam me ajudaram a ser quem sou, principalmente, aqueles que tornaram minha caminhada mais difícil, mais dolorosa.
Aproveito para pedir desculpas aqueles para quem fui a pedra no caminho, nem sempre somos flores, nem sempre somos acalanto, mas SEMPRE somos propósitos na vida um do outro.
PERDÃO aqueles a quem magoei por vaidade, por orgulho, por má vontade.
PERDÃO aqueles a quem maogei por defender minhas crenças, por estar certa, por seguir meu coração.
A vida, esta vida, neste planeta é nossa chance de sermos responsáveis conscientes por nós mesmo, por nossos acertos e desencontros e isso foi o maior presente que o coma, que a doença me deu.
Parabéns para mim, nesta data querida, muitas felicidades, muitas outros anos de vida, para as Andreas nada....TUDO!

4 comentários:

  1. PARABÉNS LINDA ANDREA!! Te amo amiga

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  2. Obrigada Ritinha...
    As Andreas que vivem em mim agradecem...rsss

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  3. Amigas... amo as duas Andreas.... mas enfim, FELIZ RENASCIMENTO!!!!

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  4. Valeu Cláu...você é a testemunha das duas..rsss
    Melhor até do que eu...rsss
    Beijos de mega saudades da sua companhia.

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