quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Não dá para prometer reações antes que a ação ocorra.

No dia do piquenique estavamos em grupo andando até o parque do Ibirapuera, com sacolas, cesta, pratos, e um montão de coisas na mão.
Rafa e seu amigo caminham na frente com apenas a bola na mão.
Ao chegar na avenidona a bola escapa e ele atravessa sem olhar (sorte que o farol estava fechado).
Foi um gritaria...
Rafa, Rafa, sobe na calçada, deixa a bola, anda Rafa, e ele parado sem se mover (talvez assustado com a gritaria).
Bom ele subiu na calçada, após conseguir pegar a bola, já com ela segura em suas mãos e os carros partiram, mas ele estava seguro.
Ele sentou na grama e começou a chorar, seus pais que são limite zero dando bronca...
Passou o piquenique, o susto, voltamos para casa e minha mãe fez a declaração que deixou meu coração partido.
Ela disse que o que mais tinha magoado a esse respeito era que todos nós somente gritamos com ele, mas em cima da calçadas, seguros, mas nenhum de nós correu para socorrê-lo.
Percebi que era verdade, mas me redimi pensando que em momentos de crise, de dores, perdas e descontroles, nenhum de nós sabe a reação que teremos.
Talvez nenhum de nós correu por que analisou a situação, viu que o farol estava fechado e que não havia necessidade de correr até ele, mas sim fazê-lo subir na calçada (o que ele teimoso que é demorou..rss).
Bom quem de nós não tem milhões de histórias de infância de perigos súbitos de acidentes memóraveis e de gritos dos pais, tios ou avôs com um milhão de décibeis? Hein.

Depois não vimos que o farol não era só naquela direção (três fases) e atravessamos no meio dos carros e quase fomos atropelados, mas o Rafa não gritou de lá:
O cambada de burros, não estão vendo o carros...corre, sobem na calçada!

Um comentário:

  1. Eu estava presente!!!! E fui uma das que quase fui atropelada, rs!!!!

    Rafa, somos todos iguais!!! :)

    Bjuuuuu

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