domingo, 20 de fevereiro de 2011

Boca a Boca - Para a Cláu.

Eu sempre passei as férias em Cornélio Procópio, cidade onde minha mãe e meu irmão nasceram e onde até hoje tenho avó, tios, tias, primas, primos e muitos amigos de infância.

Lá eu andei de bicicleta, à pé, de caminhão, moto, charrete, cavalo, e na linha do trem.

Fui no parque de diversão com o moço mais cobiçado e que era paquerado pela minha prima, que gentilmente me doou seu paquera, depois do cinema,, onde eu andei na roda gigante com meu querido, com o vento batendo no meu rosto, ouvindo várias vezes que eu era linda.

Foi lá também que meu outro paquera passou o telefone para o amigo dele e pegou sua moto e veio até onde eu estava somente me dar um beijinho.

Lá eu encontrei um amigo de Sampa, e descobri que ele era quase meu primo, que nossas famílias eram amigas e que minha Tia era madrinha dele.

Lá a Cláu se perdeu de mim e das minhas primas no Opinião (bar), pediu carona para um motociclista qualquer e foi na Santa Casa (Hospital) me procurar achando que eu tinha ido tomar glicose na veia por estar bêbada, quando na verdade quem estava era ela.

Foi lá também que nos embrenhamos no mato atrás da cadeiro do indio (uma pedra presa no despenhadeiro) e emporcalhamos nossos nikes num brejo e quase ficamos presa na terra "vermeia" movediça..rsss

Foi lá que vi o show do João Mineiro e Marciano umas nove vezes e do Roupa Nova umas dez....
Foi lá que a Cláu atropelou o moço do carrinho de batida umas cinco vezes....na Exposição....onde comemos purruca de primeira, feita no tacho...hummmm

Foi lá que eu andei de moto com meus amigos, que eu ganhei flores de um moço que desceu do seu carro, deixou ele no meio da rua, passou outro carro cheio de amigo deles, viu o carro parado, um dos amigos desceu pegou o carro dele e o deixou à pé com a gente.

Lá onde tudo era permitido, fácil e nem um pouco perigoso.

O único perigo que passamos foi um dia que ouvimos sobre dois moços que roubavam carretas de boi na rádio do meu tio e a noite conhecemos dois moços que nos disseram os nomes, nos deram carona, se tornaram nossos amigos até que ao se despedirem um chama o outro pelo apelido e descobrimos que eram eles os famosos ladrões de carretas de boi...rss

Mas mesmo isso, era de uma inocência profunda, pois os dois eram gente bonissima, provavelmente ladrões mesmo, (até que se prove o contrário), mas se tornaram nossos amigos.


Cláu era minha cumplice, amiga, irmã e viajou comigo para CP muitas vezes, muitas férias, lembro que meu pai nos deixava na rodoviária com oito a dez malas..rsss...e iamos felizes da vida prontas para viver as mais emocionantes aventuras.

Um mês depois a gente voltava, cheia de histórias, e prontas para voltar na próximas férias o mais rápido possível.

Tinha o Depois da seis que era o bar do momento, onde tomamos pela primeira vez Menta, onde davamos voltas de moto com nossos paqueras, cantavamos em rodas de pop improvisadas com meu primo Fabiano, ajudavamos na decoração, a servir, a fechar o bar...rss

Onde quando iamos embora de ônibus, nossos amigos no jardim da frente do bar, acenavam e se despediam e saiam correndo ao lado do ônibus, desejando que a gente voltasse logo, nas próximas férias.

Foi no Depois que o Val Val (garçom) se apaixonou pela Cláu e o Ed pela Paula.

E foi lá também que o Val fez a versão da música Boca a Boca do Odair José para a Cláu e cantava no Opinião (outro bar de CP) todos os sábados para a mulher amada:

A versão era:

Foi assim que aconteceu nossa história de amor:
Era dominog de noite e calor
E eu fui por Depois para trabalhar
Bem ali sentada no banco
Tomando uma Skol
Toda apertada como um caracol
Eu vi a Claudinha que estava a dançar
Fiquei louco que coisa gostosa e tão feminina
Perdi a cabeça e pulei na menina
Então me lembrei: Não sabia Beijar!
Quase morro, levei uma porrada, mas valeu a pena.
Pedi em namoro aquela pequena
Que depois de tudo quis comigo casar.

Versão feita pela Ká e pela Tati...rsss

Rsss...e a original, tão imperdivel quanto a versão, não deixe de comparar no video anexado..rsss.

Foi lá que dei meu primeiro beijo de verdade, que andei de mãos dadas com gente que me colocava apra dentro da calçada para me proteger, que fui em festas maravilhosas, que brinquei de queimada, de jogo da verdade, que tomei sorvetes gigantes, que vi minha prima Ká dar um tapa na cara do menino que tentou lhe beijar no cinema, que a Cláu ganhou essa versão maravilhosa de música, que iniciamos as decorações da festa Até que a Lua vire Sol de ano novo, que fiz escova no cabelo pela primeira vez, que tomei e vi a Cláu tomar seu primeiro porre, que vivenciei o Porão, O Opinião, o Depois das seis, que tive, como disse paqueras que não sei mais contar, que fiz amigos para uma vida toda, que fui muito feliz e que tenho essas recordações para acalentar meu coração quando o mundo se torna muito cinza.

Quando o carteiro chegou e seu nome gritou.

Gente,

Ando nostalgica, lembrando das coisas do passado, coisas extremamente especiais, que moram no nosso coração e que vemos muito em filmes, ou ouvimos nossos avôs contarem, histórias simples, que acontecem com todos nós e que são alimentos para nossa alma.

Eu tenho uma vida bem peculiar, cheia de trapalhadas, viagens, amigos, paqueras, muitas emoções, eu realmente vivo a vida em sua plenitude.

E revendo meu baú, as muitas cartas que recebi, de uma época em que não havia celular, internet, e que a gente escrevia cartas gigantescas, contanto histórias divertidissimas.

Tive a sorte de ter amigos em outras cidades, e me corresponder com eles.

As cartas entre mim e minhas primas eram assim, cheinhas de firulas:


No envelope a gente colocava recados, toques, zueiras, por que não tinha papel suficiente para a gente colocar tanto amor.

Elas eram minhas espiãs de lá, me contava sobre os paqueras que eu tinha nas férias, era Sandro, Niquinho, Pé, Marcos, Beto, Passarinho...eram muitos, hoje quando leio me perco, nem sei quem são mais.

E eu era a espiã delas aqui.

Tinha a Ká, a Dê, a Rê, a Flávia Renata, a Elaine, e todas as primas que também escreviam, a Tati minha amiga, enfim, eram cartas e mais cartas, fora as dos paqueras..rss.

As cartas eram uma infinidade de criatividade, até versão musical, partitura, telefones descobertos, fofocas, início de namoro, selos, tudo que vc possa imaginar vinham nessas cartas, envelopes gigantes com uma carinha pequena, enfim, era muita criatividade.

E foi numa dessas brincadeiras no envelopes, que me tornei amiga de um carteiro.

Explico, como minhas primas faziam, eu coloquei um recado para o carteiro (jamais imaginando que ele pudesse ler), dizendo para ele tomar cuidado que minha prima poderia agarrá-lo...rss

Não é que o carteiro leu, pegou meu endereço, me respondeu, e nos tornamos amigos durantes anos, até que como haviamos combinado, caso alguém quisesse deixar de se corresponder por qualquer motivo, era só escrever uma carta "terminando".

Foi o que ele fez quando se casou, ele disse que achava que sou futura esposa não entenderia esse tipo de amizade e que ela poderia ficar enciumada, e assim meu amigo, que nunca conheci, além das cartas, "terminou" comigo.

Muitas saudades desses tempos em que a gente falava um pro outro como estava se sentindo, e esperava ancioso a resposta para saber como o outro se sentia.

Diferente de hoje em que MSN, Orkuts, e Facebooks mostram sempre pessoas descoladas, frases de impacto, mas nunca sabemos o que o outro realmente sente e principalmente quem o outro é.

Eu nunca quis e nunca enviei uma foto minha para o amigo carteiro, numa obcessão maluca de que as aparências nunca interfericem no que realmente sentiamos um pelo outro.

Como muitas vezes nos meus relacionamentos eu ficava sempre com o pé atrás, medrosa, de ser quem eu sou e de dar amor verdadeiro, mas foi especial e divertido ter um amigo assim.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frases inocentes.

Eu de vez em quando tremo por conta da medicação que tomo (imunosupressora).

A Bibi um dia desses reparou (ela sempre nota) que eu estava tremendo.

Ela:

"Tia você tá tremendoooo"

Eu:

"Eu estou linda."

Ela:

"Eu sei...é por que você tá com frrrrrio (detalhe calor de 40 graus)."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O dia em que eu DEIXEI PASSAR!

Um dia no Shopping Yguatemi, eu encantada com sapatos, claro, entro numa loja chiquerrima, todo espelhada, com os sapatos em um tablado baixinho, no chão.
Vou olhando e caminhando, caminhando e olhando, olhando e caminhando pela loja, até que alguém na minha frente me impede de continuar, sabe aquela dança maluca você indo para um lado e a pessoa também e ninguém consegue passar?
Pois é, essa dança durou alguns segundos que para mim pareciam uma eternidade.
Eu fui erguendo meus olhos em direção ao rosto da pessoa e toda solicita e educada, falei:
PODE PASSAR!
Pode passar, que raios era aquilo? De onde tinha saído essa pessoa simpatica de dentro de mim.
Estava orgulhosa da minha educação.
Até que meus olhos chegaram, finalmente, no rosto da pessoa a minha frente.

E essa pessoa era eu mesma!

Foi então que eu percebi que era o fundo da loja, que tinha um espelho enorme nessa parede, na minha frente.

Sem comentários! Saí voando da loja, os vendedores morrendo de rir,  me sentei no banco lá fora e me entreguei a gargalhada.

Depois me recompus, levantei, e percebi que até que não era tão mal o que tinha aconteceido, agradeci ao universo o jeito criativo que ele arrumou para que eu não fizesse um estrago em meu cartão de crédito e nunca mais frequentasse o Yguatemi, com medo de ser reconhecida.

Foram meses de economia, até que mudei de emprego e de shopping.

Ser estabanada, desligada, atrapalhada tem suas vantagens, eu recomendo.

O dia que eu me apaixonei pela Vespa.

Eu fui apaixonada por um menino que tinha apelido de Claudinho Today...não me perguntem por que, pois não faço idéia, vai ver ele era Claudinho todo dia..rss
O Claudinho Today tinha uma Vespa (super descolado!), e passava pelas ruas onde eu brincava, conversava, andava, quase todo dia, minha paixão começou aí....
Eu via o Claudinho passando voando com sua Vespa e seus cabelos ao vento e meu coração fazia tica tica bum.
Era uma época inocente de paqueras platônicas, de idas ao Hipodromo (a danceteria do momento), de sorvete na padaria e de muita fofoca à tarde, depois do colégio com amigas inseparáveis.
Meu irmão sempre foi viciado em filmes, e suas idas na locadora sempre foram um motivo de alegria para mim, principalmente ao descobrir que o Claudinho Today trabalhava em uma delas.
Um dia, acompanhanda de minha fiel escudeira Cláu, eu tomei coragem e fui lá sem meu irmão, à pé, pouco interessada nos filmes, mas muito interessada em ver e conversar (finalmente!) com o Claudinho.
Bom ao chegar eu vi um mocinho lindinho, e começamos a conversar, rolou um entendimento, ressoou, e eu me empolguei de tão forma e comecei a entrevistar o moço a respeito do Claudinho.
Se ele tinha namorada?
Se ele trabalhava ali?
Que horário?
E outras coisitas más.
Fui embora com o filme alugado, feliz da vida por ter agora um aliado na minha busca apaixonada pelo Claudinho Today.
No dia de entregar o filme, eu e a Cláu (ela não conseguia ficar fora dessas) voltamos na locadora e achei o mocinho com quem conversei diferente, sei lá, não estava mais ressoando.
Eu perguntei de novo sobre o Claudinho, se ele estava lá.
E o mocinho cheio de prosa e com uma carinha sacana, respondeu que sim, que estava e se queria que ele o chamasse.
Eu toda envergonhada (não preparada para encontrar cara a cara o meu amor) disse que não, não não chama ele não.
Nisso aparece um moço, bem bonitinho também, negro, e o mocinho diz:
Aí o Claudinho Today.
Lógico percebi na hora a palhaçada que eu vinha fazendo, perdi o chão, quase derrubei as prateleiras, ao perceber que o mocinho simpático com quem eu vinha conversando era o próprio CLAUDINHO TODAY.
A Cláu, claro, rachou de dar risada, nem se importando no papelão que tinha feito.
É que ele passava voando de Vespa e eu não me importava muito com o rosto dele, eu estava mais interessada no modelo que ele passava de mocinho descolado, além do seu tempo, alguém que parecia um princípe sentado em sua Vespa Vermelha (o coisa linda!).
Tinha uma (a)inimiga..rsss...que fazia brincadeira falando: Claudinho Today eu não te dei...rss
Pois é,  o trocadilho é super utilizável na minha situação Claudinho Today eu não te dei nem chance..rss
Bom um tempo depois, eu pixei a parede da vila onde ele morava, tomei um esporro dele por isso.
E um dia, na Hipodromo, claro, ele sentou ao meu lado sussurou alguma coisa, todo carinhoso,  no meu ouvido e EU NÃO ESCUTEIIIIIIIII! Rss..(e eu não tinha nenhum problema ainda hein..rsss).
Até hoje eu lembro da cena e dou risada, sei lá acho que meu caso com o Today era No Today mesmo.
Nunca mais eu o vi, mas a Cláu ficou com o irmão dele!Que bom que a minha humilhação serviu para alguém se dar bem nesta vida.

Meu sonho de consumo na minha casa em CP


Esse aí de cima é o bule dos meus sonhos!


Quem quiser me dar xícaras bonitinhas como essas do armário, eu não ia achar ruim.
Seria o máximo ter uma coleção dessas, e ganhada de pessoas especiais,  o que acham?

Frases inocentes e espertas.

Eu conversando com você Rafa, falando que um dia eu vou morar em Cornélio, você me pergunta várias coisas dentre elas se o vô e a vó também vão.

Eu respondo que não sei, mas que eu vou...

Com a carinha mais linda do mundo:

"E quem é que vai comigo no cinema?"

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Bia conversando com seu papai, diz para ele que quer ter o corpo dele.

Ele assustado pergunta por que?

"Por que eu quero ser grande para ninguém mandar em mim..."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O menino que chamava Gato, Canons e algo mais.

Nesta semana reencontrei uma amiga que não via há quase vinte anos, ou isso mesmo.
Eu, Cláu e Kelly, eramos inseparavéis.
Cláu é minha amiga de infância, desde que nasci, moravamos na mesma rua, estudamos juntas durante anos, como já contei aqui.
Tenho tantas histórias engraçadas com a Cláu que nem sei por onde começar.
Mas para iniciar as recordações, quero contar essa: A do Emerson Gato...rss
Ele era o garoto mais bonito da escola, e todas as meninas eram lógicamente apaixonadas por ele, lembro da Cláu colocar uma saia longa (ela era cheio de estilo desde aquela época) para irmos na padaria, comprar pães para o lanche da tarde (lógico que para ir na padoca a gente tinha que passar em frente a casa do Emerson Gato), a maioria das vezes ele nem dava as caras..rss, mas algumas vezes ele estava na rua jogando bola, botão, ou sei lá o que os meninos faziam naquela época, falavamos oi, às vezes ele fazia um gracejo e o dia estava ganho.
No quintal da casa da Cláu, os pais dela alugavam casas e numa delas morava uma menina que estudava no colégio com a gente e que ingenuamente nos contou que gostava do Emerson Gato.
Eu e a Cláu dividiamos os paqueras e desde muito cedo entramos em um acordo que de quem o menino gostasse a gente podia ficar, paquerar, dar beijinhos e que a outra não ficaria brava, e que nunca brigariamos por isso, acho que foi a única amiga que nunca briguei por conta disso realmente, nosso pacto dura até hoje.
Bom eu e a Cláu viramos confidentes da coitada, e instruimos ela a colocar várias roupas e óculos de gatinha para conquistá-lo, as roupas eram horrivéis e a coitada levava a roupa dentro da mochila, já que a mãe dela não deixava ela não ir de uniforme para a escola, trocava no banheiro, estudava, tentava conquistar o Emerson Gato e no final da aula trocava de novo e ia para casa.
Eu e a Cláu morriamos de rir da coitada e bom o Emerson Gato, acho que deu um beijinho em cada e saiu miando pela vida.
Nem eu, Cláu, ou nosso amiga enganada conquistamos o gato.
Eu tive minha mágoa com a Fabiana também, acho que foi a vingança dela...rsss, pela maldade que fizemos.
Um ela começou com isso, e se tivesse um ladrão o que nossos pais fariam, e ela respondeu:
"O meu pai puxava a faca (ele era açogueiro)!
O pai da Cláu puxava a arma (ele era policial).
E o pai da Déa puxava o carro (meu pai é mecânico até hoje)."
Fiquei indignada no dia, mas hoje lembro com saudade e um sorriso no rosto, da perspicácia da garota e balanço a cabeça numa confirmação de que ela sabia o que a gente tinha feito com ela, e percebo que comigo ela podia zombar, mas que da Cláu não, afinal os pais da Cláu poderiam aumentar o aluguel..rsss
Ahhh Fabi...
A Kelly começou a estudar no nosso colégio, comigo na quinta série, lembro que sentei atrás dela na carteira e que no primeiro dia a professora fez a gente agradecer o que tinhamos.
A Ke virou para trás e rindo brincou comigo:
Eu acho que vou agradecer o Canon que eu ganhei!
Pronto, bastou essas palavrinhas mágicas, para a Ke virar para mim um modelo, uma menina de outra época, maneira, descolada, fora de seu tempo.
E bastou também eu descobrir, depois de pesquisas mil, o que se tratava afinal um Canon, para atormentar a vida do meu pai.
Lembro que eu ia fazer encontro de jovens, que a Cláu um ano mais velha tinha feito, e fomos eu e meu pai na loja comprar o bendito, pois eu tinha que ir de canon no encontro senão minha vida não teria sentido, bom mas ao chegar lá o canon tinha subido de preço e o dinheiro levado pelo meu pai não deu. (naquela época não tinha talão de cheques, telefone em casa..rsss)
Minha nossa senhorinha, como eu chorei, esperneei, briguei.
Eu, infelizmente era assim, aborescente, e se uma coisa que eu queria não desse certo, tudo mais estava estragado para mim, que pena não, que a gente seja assim, bom eu fiz o encontro, me emocionei demais com as mensagens escritas para mim (tenho até hoje), e foi a primeira vez na vida que escutei o Pai Nosso cantado, nossa como amei, mas não ter o Canon foi destruidor.
Bom meu pai voltou lá na segunda, comprou o Canon, mas ele já não tinha mais o impacto que teria no sábado..rss, mas mesmo assim, lembro que dormi com ele.
Nos anos que seguiram, eu, Cláu e Kelly nos tornamos inseparavéis, iamos todas as tardes na casa uma da outra, na padaria, a Ke morava perto do Marco Antônio, meu novo paquera, e lá passavamos tardes ligando para ele (e desligando..rss).
A Cláu vestia duas calças para aumentar a bunda de tão magra que era, usava fita no cabelo (estilo!) e roubava as nossas roupas se a gente não quisesse empretar, era assim o esquema dela.
Ela pedia, a Ke negava.
Ela entrava no quarto sozinha, de saia, voltava como se nada tivesse acontecido, brincavamos, conversavamos, e iamos embora.
Até que lá em baixo (a Ke morava num sobradinho) a Cláu erguia a saia e lá estava o shorts que a Kelly tinha negado.
Ainda gritava sorrindo:
"Ohhhh Kellyyyyyy"
A devolução...só Deus sabe!
Nós iamos na Filds, Domingueira Dançante do Palmeiras, eram semanas enganando nossos pais, diziamos que imos nesse e no outro final de semana não, para deixarem, aí no próximo a gente enrolava eles e dizia que iamos nesse e nos dois seguintes não, e quando eles viam já não sabiam mais.
Lá dançavamos New Order, com lencinhos na mão, doavamos paqueras, dançavamos muito, nos divertiamos e voltavamos para casa felizes da vida.
Passavamos a semana toda contando, falando o que tinha acontecido e aí vinha outro final de semana, outro misto de emoções.
Faziamos revezamento de camiseta (de marca...claro) e foi por conta disso que a Cláu começou a trabalhar na locadora para ganhar dinheiro e comprar roupas para a gente usar na Filds...rsss
E me vem tantas outras lembranças, tantas outras histórias, tanta coisas gostosas demais para se esquecer.

Quem não tem bolacha como sopa de arroz.

O ano era mil novecentos...
No carro lotado com os homens da família, meu pai, meus dois tios, e dois amigos deles que eram praticamente da família (tios de pescaria).
Em cima do motor da variant (chic!) queimando a bunda, eu, Karla e Flávia, minhas primas e filhas dos meus dois tios.
Não sei se a viagem foi realmente longa, mas para nós crianças de aproximadamente 7 e 4 anos, demorou uma eternidade, lógico com muitas e muitas vezes a mesma frase: Paiiii tá chegando?
Uma paradinha para fazer xixi e comprar coisas básicas: isca para pescaria e arroz.
O destino: uma chácara maneirissima do patrão do Sr. Osvaldo (mesmo nome do pai e tão atrapalhado como, que Deus o tenha), onde tem piscina para as crianças e muitos rios perto para os homens pescarem.
Uma combinação perfeita concordam?
Eu e minhas primas não aguentavamos mais, o calor, o motor, a demora.
Até que avistamos a chácara, parecia um sonho, era linda, enorme, e com PISCINAAAAA.
Para nós estava tudo melhor do que esperavamos, mas o caseiro ao abrir o portão para entrarmos e os adultos estavam com uma cara estranha, mas nós, nós só queriamos saber de colocar nossos biquines e pular na água gelada e foi o que fizemos, nem nos importamos que tinha mais gente lá do que imaginamos (O DONO).
Bom nós pulamos, brincamos, corremos e não entendemos por que nossos pais e tios não foram pescar, não nadaram com a gente e estavam com cara de muito preocupados.
A noite, na casa de hospedes, percebemos que tudo ia mal, os cachorros foram soltos, enormes o que nos impedia de sair de dentro da casa, os donos sairam para jantar, dançar e sabe mais o que, eu e minhas primas trancadas em um quarto, meus pais e tios no outro e deitados na soleira entre os dois dobermans que latiam e rosnavam a qualquer tentativa de abrirmos a porta...
Só neste momento, comendo sopa de arroz (um dos itens importantes comprados junto com a isca de peixe) é que eu e minhas primas percebemos que aquela brincadeira na piscina durante a tarde tinha custado muito caro.
Bom não viamos a hora do dia clarear, da gente pode sentar de novo no motor da variant e voltar para nossas mamães (que iriam comer o fígado dos nosso pais...rsss).
E foi isso que aconteceu, logo cedo, voltamos em nossa jornada, bom o ambiente no carro não era o dos mais agradavéis, meu pai e tios discutiam e estavam p da vida com o Sr. Osvaldo, é que ele convidou todos para irem, sem avisar os donos, sem pedir e quando chegamos lá os donos estavam com suas amantes, e pior eram chefes do Sr. Osvaldo, uma trapalhada digna de novela das seis.
Lembro de no caminho eu e minhas primas ao invês de perguntarmos se estava chegando a gente não parava de perguntar:




"Pai quando chegar vc compra bolacha?"



Bom Sr. Osvaldo foi despedido e nós temos essa história para contar e rir!
Demorou alguns anos para eu compreender que o Tio Osvaldo nunca mais foi nas pescarias com a gente!
Depois de alguns anos, ele faleceu! E espero que ele esteja numa chácara maneirissima como a que nos levou, mas que dobermans malvados não guardem a soleira de seu quarto!

Frases inocentes e com raiva.

Eu, Rafa e Bia no parque lá perto da MTV (onde diga-se de passagem eu brinquei muito na minha infância).

Bibi ganhou uma bixiga de flor no MC, eu estou segurando a danada (por que criança adora levar as tralhas para todo lugar, mas quem carrega são os tios..rsss).

O vento a estoura

Bibi começa a chorarrrrr...claro!

Eu explico para ela que foi o vento...

Ela responde soluçando: Eu não gosto mais da natureza! Rsss

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quem não tem colirio, usa óculos escuros, ATÉ EM DIAS DE CHUVAS!

Parece um conselho bastante útil.


Como conseguir boa visão ao dirigir sob chuva forte.

Não se sabe o motivo, mas funciona muito bem quando chove muito.

É sugestão de um policial que experimentou e confirmou. Também é útil em condução noturna.

Nós, motoristas ligamos os limpadores de parabrisas em velocidade rápida ou máxima durante chuvas pesadas, mas a visibilidade ainda é bastante ruim.

Se você enfrentar tal situação, ponha óculos de sol (qualquer modelo serve).

Parece um milagre!

De repente, a visibilidade fica per feita, como se não estivesse chovendo.

Assim, mantenha sempre um par de óculos de sol no porta-luvas do carro para ter boa visão em caso de chuva.

Você também pode salvar a vida de alguém, repassando essa informação a ele/ela.

Experimente! É incrível!

Você ainda verá as gotas no pára-brisa, mas não a lâmina de chuva.

Você poderá ver onde a chuva salta para fora da estrada e os respingos dos pneus do carro à sua frente.

Esta pequena dica deveria ser incluída na formação do motorista.

É excelente!!!!!

E nunca pare no acostamento. Diminua a velocidade e ligue seu pisca alerta.

POST DO BLOG TRILHAS.

Amei esse post do meu amigo virtual Frank

Aquilo que é seu

Ps: Clau não deixe de ler, ele fala exatamente o que falamos hoje.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu sou assim.

Quando eu fiz terapia, meu terapeuta me disse que existia uma tristeza em mim, quase como se ela fosse eu!
Eu concordei e sempre guardo no coração, coisinhas, verdades, que me são ditas por pessoas queridas, às vezes nem tanto, que ressoam no fundo da minha alma.
Uma delas foi essa a constatação que eu adoro me emocionar, e essa tristezinha que o Zé tão sabiamente visualizou em mim, não tem nada de vergonhoso, é uma tristezinha boa, dessas de gostar de coisas antigas, da família, da história, é quando a gente deixa os sentimentos imundarem a nossa alma e vazarem pelos nossos olhos.
Eu sou assim!
Também um dia, faz muitos anos, a Jú me disse que eu achava que não merecia ser amada, e completou tão amiguamente dizendo que não era verdade, que eu merecia sim ser amada como toda e qualquer mulher que ela conhecia e que mais, eu era especial e linda por dentro e por fora e que não havia nenhum motivo para que não me amassem.
Essa mesma Jú também disse para um ex caso que de alguma forma (não sei qual...ou não lembro mais) disse que eu não era bonita ou interessante diante de outras pessoas, e ela doidamente (pelo menos quando me contou) disse que ele não sabia a preciosidade de amiga que ele estava perdendo, que ele teria muita sorte de me ter se não como "caso" como amiga, pois, não havia amiga melhor do que eu.
Essas e outras frases sempre me vêem em mente em diferentes situações, essas são três, mas tem muitas mais de diversas fontes.
Conto isso, por que eu sou assim mesmo, adoro um bulinho, uma chave, um banco, uma mala, alguma coisa na decoração que me remeta a sentimentos e emoções.
Adoro fotos, de preferência as antigas, sem poses, ou perfeições, bem diferentes dessas que escolhemos para o orkut, facebook e afins, adoro as que captam momentos que não voltam mais, mas como as frases que citei acima, martelam em nossas emoções, arrancam sorrisos lacrimejantes e saudades que não tem fim.
Esse ano eu quero arrumar o meu lar, a minha casa, por que tenho prazerosamente passado mais tempo comigo mesma nessas quatro paredes que me protejem, alimentam e emocionam.
Vou mostrando as transformações para vocês aos poucos.
Eu e mamys que viaja comigo no nosso projeto, já fizemos a nossa primeira aquisição, que se encoorporará com as reliquias do meu coração.
A lanterna à gás, que era do meu Vó Zico, que fica no lavabo em cima do meu armarinho muito charmoso que arranca elogios.
A parede de fotos, as minhas preferidas da família, nessa parede só tem família, fotos antigas e novas, mas todas de momentos extremamente especiais para mim e para aqueles que não vivem mais aqui.
A mala herdada da minha avó, onde ela trouxe seu enxoval de São Paulo para Cornélio e que ninguém nunca se interessou, bastou eu pedir a mala, para etiquetinhas serem praticamente coladas nos móveis da minha avó e assim quase tudo lá agora tem dono! (a mala é meu xodó e não tem peça mais significativa para mim do que ela).
Ela cheira a naftalina e a roupa limpa e cacarecos guardados que só a minha lembrança ofativa pode sentir.
Ela cheira a minha Avó Nita, miúda, mimada, curvada, reclamona, chorona!
Ela me lembra essa tristezinha que ressoa na minha alma.
E tem muito mais, graças a Deus, eu tenho essa mania, que eu adoro, de emoldurar emoções, guardar sentimentos, valorizar carinhos e amor!
Se isso for ser triste, que seja, eu adoro chorar de emoção, tanto faz se de tristeza ou alegria, por que ambos os sentimentos me fazem lembrar que eu amo, sou amada, e estou viva!
Quanto ao caso que não me valorizou, no fim, nos tornamos o que eu chamo amigos, mas a vida nos separou, talvez por que ele não estava pronto para ter uma amiga como eu.
Quanto a outra frase da Jú, essa eu juro, preciso acreditar que exista sim alguém capaz de me amar como sou, principalmente agora.
Será que eu o  encontro?
Será que ele me encontra?
Será que ele nunca esteve perdido?

Como fazer um bolo decente

Como fazer um prato para bolo bem legal!

bolo colorido

Gente achei bacana esse post do Turismo e Variedades.

Quanto se gasta por dia numa viagem pela Europa

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Importante

Informações úteis não divulgadas!

IMPORTANTE :
1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! www.cartorio24horas.com.br
Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.


2. DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102... não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes...
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO
VERDADEIRAMENTE GRATUITO.


3. Importante: Documentos roubados - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).
Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..


4) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.
DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!