domingo, 15 de abril de 2012

Filmes do final de semana.

Vi dois romances que achei bem bacana e quero dividir com vocês:

Para Sempre


É baseado numa história verídica de uma moça que sofre um acidente e perde a memória para as coisas recentes.
Para ela ela ainda é noiva, mora com os pais, faz faculdade de direito e leva uma vida de patricinha numa alta roda social.
Mas a verdade é que ela é casada não com o seu noivo, saiu da casa dos pais, abandonou a faculdade de direito e se tornou artista plástica, tem muitos amigos, digamos mais alternativos, enfim, uma vida totalmente diferente do que eu vou chamar de a OUTRA VIDA.
Me identifiquei demais, não só pela perda de memória (eu me lembro sim das coisas que vivi antes de ficar doente, porém, é como se fizessem parte de uma outra vida, da vida de alguém, não da minha, e tem muitas coisas que eu não me lembro).
É muito bacana ver e imaginar a dor de ser esquecido na vida de alguém, o marido não pode tocá-la, ele é um completo desconhecido, os amigos, todas as histórias que eles viveram juntos.
Ela lembra da outra vida até um ponto, um ponto bacana, sem os dramas que ela viveu com aquelas pessoas depois, interessante notar que eles tem a chance de aparar as arestas, como eu espirita que sou acredito que Deus faz com a gente, apagando todas as nossas memórias das nossas outras vidas, a casa onde moramos, os nossos pais, os amigos, enfim, todos são a nossa nova chance de recomeçar de onde paramos sem mágoas ou lembranças.
Já a vida que ela tinha da qual ela se esqueceu é dolorido para quem ficou, para quem ela não lembra mais a importância que teve em sua vida.
Imagina você se esquecer de tantas histórias, de amores, e amigos, que compartilharam alegrias e tristezas com você.
O filme vale muito a pena, principalmente, por que, o final poderia ser romantizado, mas não foi, ele é bem real, e deixa a mensagem que ninguém foge do seu destino, mas é preciso estar atento, guiar nosso livre arbítrio, pois, uma parte é predestinado, mas outra é aquilo que escolhemos e construímos, e a linha entre um e outro é tênue demais.
Você tem que fazer escolhas e pagar o preço por elas, agir, senão nunca saberá a qual futuro você pertence.
De alguma forma, todos nós fazemos todos os dias isso, tentamos descobrir quem somos, para onde vamos, e de onde viemos e para isso precisamos agir.

O noivo da minha melhor amiga.


Este é o velho conto da amiga quietinha, tímida, que faz tudo pelos outros e que acredita que ela não mereça um príncipe (oi está falando comigo? rss), uma pessoa com a auto-estima com certeza desfigurada..rss.
Ela é apaixonada pelo homem que conheceu na faculdade, mas sua amiga, mais atirada, mais sedutora (a mulher fatal sabem? rss essa história é tão comum..rrs) o conquista.
Bom o filme também vale a pena e eu adoro analisar os comportamentos humanos.
As coisas que não são ditas, os medos, as vergonhas, os descompassos que deixamos...
Muitas vezes deixamos a vida nos levar, por que, é cômodo, seguro, mas com isso perdemos a chance de nos aventurar, quebrar muito a cara, mas tentar.
Por que temos a mania de nos diminuirmos, por que, achamos que alguém assim não combina com a gente assado (?).
No filme também pesa a questão fidelidade e sermos melhores amigas de alguém, e o quanto não somos nossas próprias melhores amigas (!?).
Eu nunca me desentendi com minhas melhores amigas por homens, mas amei e me identifiquei demais com a parte em que a que vai se casar diz para o outra que ninguém a conhece como a amiga e mais que ninguém a aceita como ela é. Eu realmente amo ter melhores amigas desde que nasci, são mais de trinta anos de amizades, elas são as testemunhas do que eu sou e é maravilhoso ter pessoas assim em nossas vidas.
Muita coisa precisa ser dita e mais ainda muita coisa precisa ser pensada, refletida, por que, a vida pode sim nos levar para caminhos cômodos, porém, nem sempre o escolhido por nós.
Pensem nisso e assistam o filme.


Mocinhos menos sensíveis não vão curtir esses dois filmes e na verdade o que me agrada não só nos romances, mas em todos os filmes é a oportunidade de observar o comportamento humano, me identificar com eles, ser a mocinha ou a bandida, ser a pessoa humana que somos que erra e acerta, comandar o meu destino e me deixar acomodar, ir em frente ou desistir como todos nós.

Enjoy!!!

Um comentário:

  1. Fiz uma lista de filmes gostosinhos lá no blog, dá uma olhada. Quem sabe acha algum pro próximo finds...

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