terça-feira, 29 de maio de 2012

Oh Deus.

Hoje e todos os dias da minha vida eu digo assim:


Querido Deus,


Eu vou onde você mostrar...
Eu escuto o que você falar...
Eu vejo o que você iluminar...
Eu sinto amor onde você está...


Esteja sempre a minha frente, atrás, do lado esquerdo e do direito, sobre e em baixo de mim...

Pra quem você se desnuda?

Comecei a fisioterapia para o meu pezinho e a exposição do fofo continua em alta...e é por isso que volto esse assunto aqui no blog, em quanto as histórias brotarem, em quanto a VIDA continuar me mandando recados.
Cada pessoa que vê meus pezinhos pela primeira vez, é necessário uma explicação básica do que houve...
Há muitos casos parecidos de pessoas que perderam partes de seu corpo, mas por um motivos diferentes do meu, tanto que um dia perguntei para minha médica se ela poderia me apresentar alguém que teve o mesmo problema e ela me disse que não queria ser dramática, mas que poucos sobrevivem à septicemia e portanto ela não tinha ninguém para me apresentar...ou seja...sou um caso raro!!!
Eis que a minha nova fisioterapeuta ao ouvir a minha história, me contou que tem uma amiga de infância que perdeu todos os dedos como eu, eles foram amputados, por conta da diabetes (uma das doenças em que a perda de membros é mais comum), quando ela tinha oito anos.
Sua família simples não se importava muito com os problemas que ela tinha e quando descobriram já era tarde demais.
Durante toda a infância ela conviveu com seu segredo, as crianças não gostavam de chamá-la para jogar bola, queimada, pois, ela constantemente caia (por conta da falta de equilíbrio).
Com mais idade ela foi contando, mostrando, se desnudando perante aqueles com quem ela convive.
Tati, minha fisioterapeuta comentou que ela nunca usou sandálias, que entre seus conhecidos ela fica de chinelos, mas basta uma ida à padaria para ela ir até sua casa e colocar os sapatos fechados.
Tati ainda comentou que ela mata de inveja à todos com seus sapatos maravilhosos.
E que ela sempre diz que não tem vergonhas de seus pés, mas que não consegue (ainda!) se expôr, ver desconhecidos e pessoas algumas sem muita delicadeza olhando para seus pés.
Imagina numa balada, numa festa, cheia de desconhecidos.
Aqueles que a amam, que fazem parte da sua vida, que sabem quem ela é lá dentro, que sabem sua história,  a eles ela se mostra inteira.
Lembrei de um episódio de House, o médico da TV à cabo, que é mau humorado, originalíssimo, arrogante, sincero e verdadeiro quanto aos muros que construímos para nos proteger e para mostrar algumas vezes que somos fortes, bonitos, descolados, e outras tantas coisas quando na verdade somos somente nós, quem nunca assistiu vale a pena.
Ele teve um problema na perna, e tem uma cicatriz imensa, um problema no nervo que o faz sentir dor constante e por isso se drogar e também o faz mancar e usar uma bengala (as mais rock roll que ele encontra...rs)...
No episódio "Congelada" (Quarta Temporada) ele cuida de uma cientista no Polo Norte, e conforme a história vai sendo contada ela vai perguntando coisas sobre ele, o porque da bengala, do mancar, eles vão se conhecendo, seus medos e fraquezas, suas dores e desencontros.
Até que chega uma hora que ela precisa ficar nua para que ele o examine, via satélite...ela lhe diz que só ficará nua se ele também ficar e ele diz que sem problemas.
Diante dessa desenvoltura dele com a nudez, ela faz um paralelo da diferença entre o assunto nudez e o assunto da perna dele e ela lhe diz essa frase:
"É mais fácil você ficar nu do que mostrar sua perna (cicatriz)".

Escutei calada tantos sentimentos que ressoam em mim, lembrei e lembro sempre dessa cena de House e fiquei lá deitada assimilando mais uma vez os recados que a VIDA me dá, que são interpretados por mim, baseados nos meus sentimentos, no que vivo, os meus "achometros" tão meus.
E saí de lá agradecendo a VIDA a oportunidade de estar atenta aos aprendizados que existem numa simples sessão de fisioterapia, ou seria uma sessão de CATARSE?! RS



domingo, 27 de maio de 2012

Frases inocentes sobre de onde vem a linguiça?

Comendo linguiça ardida que você estava com vontade Rafa...você me solta essa:

_ "....Como é feito a linguiça, eles tiram do boi?!"...

Muitas gargalhadas....

E depois a explicação que não te deixou muito convencido de ser uma boa...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Vergonha dos pés.

Pode ter pessoas que leem o blog que não saibam, mas quando eu tinha 30 anos eu tive septicemia e por conta da medicação forte ou até mesmo do quadro infeccioso eu perdi as pontas dos dedos dos pés.
Sim dos dois.
Além de outras coisitas.
Todas elas são difíceis de superar, acostumar, lidar.
A perda dos dedos do pé mexeram com a minha autenticidade, hoje, se tiver que tirar os sapatos, primeiro vai me dar um trave, depois vou suspirar, e depois vou encarar, já que sou dessas que lutam contra os meus medos, vergonhas e traumas.
Há várias histórias sobre os meus pés, e uma que eu acho que nunca contei aqui é que logo que eu estava melhor eu fui em um Centro Espírita agradecer um determinado grupo por ter intercedido por mim.
Eu não sabia direito como funcionava, se seguiam os preceitos Kardecistas ou não, simplesmente fui.
Chegando lá, era uma corrente de pai de santos, onde eu não me sinto tão confortável, mas respeito acima de tudo.
Ele conversou comigo e mandou dentre outros rituais que eu tirasse os sapatos...
Aconteceu tudo isso que citei acima, travei, suspirei, pensei e em quanto eu assimilava o que para mim é um constrangimento ele me disse o seguinte:
Não precisa ficar com vergonha, na verdade você não deve ter vergonha, você deve ter orgulho de como seus pés ficaram, por que, o que importa para Deus é como você é agora aí dentro, e qualquer pessoa que olhar diferente para você é quem deve ter vergonha.
Nada disso importa, como seus pés ficaram, o que importa é como você é.
Lógico que comecei a chorar, e percebi o quanto aquilo tudo era verdade, mas que antes de qualquer coisa isso precisa ser verdade para mim, eu precisava sentir orgulho dos meus pés, orgulho de mim por superar essa perda.
Muitas outras coisas aconteceram, outras tantas situações, dificuldades da minha parte, terapia, onde meu médico me disse que se eu sentisse faltando um pedaço, diferente, ou menor, era assim que as pessoas iriam me ver, mas que quando eu conseguisse ver isso como mais uma coisa era assim também que as pessoas me veriam.
Até comentei no livrinho, que ainda doía demais, mas que eu e meus pés estávamos caminhando para a superação.
Também disse lá que era uma bobagem perder as pontas dos dedos dos pés, quando se pode andar, quando tantos são impossibilitados disso, mas é que não tem como se medir dor, não tem como saber como iremos agir, saiba que só quando acontece conosco a gente lida com aquilo da forma que conseguimos.
Talvez minha amiga Cláu, despojada, brincalhona, lidasse com isso de uma forma mais branda, talvez, mas eu Andrea, também me permiti sentir essa dor, e me permitir aceitar que eu ainda não conseguia lidar de uma forma leve com isso, embora, eu nunca tenha feito um drama muito grande, doí sim, porém, tem dores maiores e eu luto e ajo para superar e lidar com isso da melhor forma possível.
Meu foco sempre foi lidar com isso naturalmente, o máximo possível, por que, eu acho que as feridas sempre ficarão, acho que nunca mais eu agirei naturalmente quando tiver que tirar os sapatos em público.
Eu fui levando a minha vida, aceitando que ir à praia, usar chinelos no verão, usar sandália talvez nunca mais seja natural para mim e talvez nunca mais aconteça.
Fui me desprendendo aos poucos, em casa, vou na rua de chinelos, nunca tive vergonha da minha família ou amigos próximos, enfim, fui conquistando a cada dia ficar mais próximo o possível da naturalidade perdida.
E foi assim que ao torcer o pé eu me vi no velório da minha avó tirando os sapatos toda hora para mostrar para todos o machucado, engraçado que foi o pé que os dedinhos sofreram mais.
A namorada de um primo, que eu conheci lá, e que com certeza não sabe da história, pareceu assustada quando eu mostrei meu pé, senti na hora que ela imaginou que a torção tenha feito com que as pontas do dedo caíram. (achei engraçado sua surpresa).
Fui percebendo uma naturalidade, um desprendimento em ficar descalça e exposta e me senti orgulhosa do meu progresso, talvez tenha demorado muitos anos, mas sinto orgulho por eu lutar para tornar isso o minimo possível desconfortável em minha vida.
Me senti aliviada por mostrar para tantas pessoas, pessoas que sabem a respeito, mas que nunca tinham visto como ficou, já que sempre estou calçada com sapatos fechados.
Tem muitas outras coisas que eu preciso superar a respeito, mas me sinto mais livre, mais desprendida e sou grata a mim mesma que sempre lutei para chegar aqui.
Ainda tenho muitos desconfortos, mas sei que cada dia mais lidarei melhor com isso, e desde o começo, eu disse que não me importava com o tempo que demorasse eu queria respeitar meus limites e minhas fraquezas, mas um dia, eu não me importaria com isso.
Um dia o "corpicho" estragadinho por tantas lutas não seria o mais valorizado e sim o aprendizado que trago aqui dentro de mim, na minha alma, quem eu sou de verdade, durante todas as minhas vidas.
E o dia que eu me sentisse assim, todos a minha volta também sentiriam.
Ontem no ortopedista, que diga-se de passagem é meu irmão de transplante e pasmem (eita Deus..rss), é paciente da minha médica, a Dra. Lúcia, o médico agora meu amigão, quando ficou sabendo que eu era transplantada, que eu tinha perdido as pontas do dedo por conta da infecção e que não tenho uma boa circulação, etc, ao final da consulta ele passou a mão na minha cabeça com carinho e me disse:
"Eita garota, você já tem tanta coisa para administra, não pode ainda torcer o pé" Rs!
Tudo tem seu propósito na nossa vida, alguns são obscuros no momento, mas creiam, tudo tem um motivo de ser.
Dentre tantos outros eu torcer o meu pé foi mais um passo que eu e meu pé demos em direção do desprendimento total.
E que ele chegue em seu tempo, no meu tempo, no tempo que preciso para evoluir mais e me desprender de aparências e vaidades.
Tempo em que o que a gente é valha mais do que o que a gente tem momentaneamente, como esse corpinho emprestado por Deus para a gente ficar mais bonito de alma.
Eu e meu pé continuamos caminhando para isso!
                                           Pé do Rafa meu sobrinho e meu antes de ficar doente.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Oiiiiiiiiii

Me despedindo da Maria, de quem me considero Titia postiça, por Karla, sua mãe, ser como uma irmã para mim.

Má, por favor, fala mais comigo no Face, me diz coisas bonitinhas...como....comooo...comoooo...
Ela olhando esperando que eu dissesse como....rss
E tasca:
"Tipo OI!!!" (gargalhadas)
Rsss...danadinha.
Eu respondo...não né...tipo:
Te amo tia Déa Linda.
Estou com saudades...
RSSSSSSSSS

Ela me lançou esse olhar maquiado e chic de espera sentada né tia, no máximo um oi rola..rss


Eu espero pelo menos seu OI minha boneca linda....

Festa no céu.

Mesmo com o pé nessas condições eu fui no Chá das mulheres da igreja evangélica da minha prima Fla.
Eu acho que fui em quase todos os locais onde rezaram por mim quando eu estava doente e eu devia essa visita a igreja da minha prima, então, além do convite delicioso uma parte minha devedora clamava a minha ida.
Meu pai nos levou e ele é muitoooo perdido, nos perdemos e quase desistindo paramos numa bifurcação.
Seguir ou não seguir...o caminho indefinido?
Quando de repente (você ainda acredita nisso?) surge ao nosso lado simplesmente o marido da minha prima seguindo para a igreja, ele nos reconheceu, parou do nosso lado e seguimos ele até lá.
Na hora meu olho encheu de lágrima.
Era realmente a hora da minha presença na igreja da minha prima, onde tantos rezaram por mim.
Meu pai até falou: Deus realmente quer que você vá.
E se você ainda dúvida dos recados de Deus, da vida, do cosmo..rss, fique esperto, por que, isso acontece todos os momentos em nossa vida.
Lá foi uma delícia, várias coisas gostosas, e muito depoimentos parecidos com esse que contei aí em cima, de Deus agindo em nossas vidas, pedindo que esperemos o momento certo para a cura, para a realização de um projeto, para a chegada e a partida das pessoas em nossas vidas.
E foi assim que chegando em casa, super tarde, pois nos perdemos de novo, que ficamos sabendo que minha avó paterna havia nos deixado às 19h00 daquele mesmo dia.
Ás 3 da manhã do outro dia, seguimos para Cornélio para nos despedirmos dela, por não poder dirigir e meu pai não estar bem da perna e de tudo, meu irmão foi conosco dirigindo.
Quis Deus que a versão original da família fizesse mais uma viagem juntos, para se despedir daquela que plantou em mim a fé em Deus e a adoração pelas plantas.
Minha avó praticamente morreu em seu quarto, em alguns segundos após meu tio atende-la em seus pedidos de medicações, etc, ele saiu do quarto, viu os penalts do jogo e quando voltou ela já havia partido.
No velório muita coisa observada por mim...família é família, sangue é sangue, por mais distante que sejamos, por mais que não concordemos com algumas atitudes nesse momento de dor a gente percebe o quanto a gente faz parte daquela família, o quanto o amor é grande e a cobrança é maior quando a gente convive e sabe todos os defeitos e acertos dos nosso familiares.
Meus amigos que são familiares do coração estão sempre presentes, dando um abraço, um consolo, e percebo o quanto é maravilhoso morar num lugar como Cornélio, onde em alguns segundos você pode fazer o bem, alimentar a alma de alguém com um carinho, coisa difícil em São Paulo.
Muitos tios dos nosso primos e amigos dos meus pais estavam presentes ali, muitos reencontros históricos com Tios Avós que não via há muitos anos.
Agora só sobrou o Tio Antônio (lindo) e a Tia Maria (linda), os dois últimos tios do meu pai por parte de mãe.
Minha outra prima, essa de sangue, mas por parte da minha mãe, trouxe lanche e deu todo apoio para a família que ela considera e ama. Almas cristã são essas que fazem sem olhar a quem, que se desdobram e ajudam seu próximo de forma desinteressada, orgulho de ver a minha prima, que é uma irmã para mim, tratar minha família tão amorosamente.
Eu claro dei vários foras por não reconhecer os familiares...mas faz parte do meu show.
Olhei aquela grande família (como meu primo disse em seu discurso de adeus a minha avó) e percebi o quanto a gente deixa de se ver em festas, momentos de alegria para só se ver nesses momentos tristes, mas percebi que não tem sentido a gente comemorar o nascimento, até tem, mas não chama tanta a nossa atenção, por que, é preciso que essa pessoa que nasceu, viva, e cresça dentro de cada um de nós, é preciso plantar amor, presenças, carinho, e assim construir uma história que valha a pena ser contada, sentida e que quando chega a nossa hora de voltar para a casa (desencarnar) a gente sofra demais pela ausência daquela pessoa que agora faz parte da nossa história.
A verdade é que nunca gostei muito de velórios, enterros por acreditar que é necessário a gente estar presente e fazer as coisas em vida, dar flores, carinho em vida, e é verdade, porém, a gente só faz questão de se despedir daqueles com quem a gente dividiu, compartilhou, ensinou e aprendeu.
Com a minha Avó Cida eu aprendi a amar as flores, a ouvir, a não dar conselhos ou palpites quando eu não posso dar, e a amar e aceitar meus familiares como eles são.
Com minha Avó eu aprendi a comer bem, a rezar, a ser devota, a ter fé na vida, em Deus, e que por mais que ela tenha rezado para eu e minha prima Cris casarmos, talvez não seja essa a vontade de Deus..rs.
Hoje eu encaro o velório como uma passagem necessária para nós que ficamos, é necessário toda aquela encenação, da matéria, para que a gente compreenda que aquela alma realmente se foi, é necessário todos juntos se unirem num só propósito de dor e despedida, de carinhos e abraços dolorosos com a ausência que a gente sente e que doí no peito.
É uma ritual necessário para aqueles que ficam.
Para aqueles que partem é necessário que as vibrações e orações sejam de saudade, amor e calma, para que ela possa seguir em paz.
E foi assim a despedida da minha avó, com orações, família unida, boas histórias sobre a vida dela, o que ela nos ensinou, o que ela deixou em seu legado em nossos corações...
Que minha querida avó seja recebida bem aí onde ela mereça estar, que Deus tenha misericórdia de sua alma e que ela tenha finalizado sua missão.
Tenho certeza que dentro do que ela foi ensinada e do que ela vivenciou ela fez o que pude para os seus.
Vá em paz Vó Cida...aqui nas minhas lembranças os muitos cafés que tomei com você e as muitas conversas sobre a vida, meus sonhos, meus desejos, meus pedidos para que rezasse por mim.
Até breve companheira.
De um outro lado ao ver minha outra avó chegar ao velório para se despedir de sua grande amiga, corcundinha, frágil, em seus dois 8 (88 anos) ficou um aperto no meu coração, de que em breve ela também parta e com ela siga outra parte do meu coração.
Mas é no horizonte, com o sol nascendo que meus olhos pararam de chorar e percebi que minha Avó Cida estava como sol renascendo em seu verdadeiro lar....
E sem ser egoísta eu festejei sua missão finalizada, seu voltar pra casa e a felicidade que muitas almas estão nesse momento ao reencontrá-la no que eu chamo de festa no céu.



sábado, 19 de maio de 2012

Nos tropeços da vida

Meu povo minha pova!

Eu torci o pé há duas semanas atrás e estou de molho, ainda doí, mas cada dia me sinto melhor.
O estrago foi feio, a foto é feia, mas é para vocês terem uma "loção" do estrago.

Sente o drama!!!
Esse é um lado o outro está melhorzinho, então, vou poupá-los...rs
Tudo isso me faz refletir sobre os meios que a vida tem de nos ensinar lições.
Eu voltei para a cama, precisei de auxilio da minha mãe para o banho, para me dar comida, do meu pai para me levar aos lugares e exercitei mais uma vez na vida a minha paciência, sim, por que, só a gente faz as coisas como nós mesmos...
Cada um tem seu ritmo, sua ideia, seus gostos e suas prioridades na vida.
E embora a gente tenha a nossa opinião e jeito próprio e devemos sempre seguir o nosso caminho, a gente tem que respeitar as diferenças.
Exercício do mais difícil.
Aprendi a desacelerar, a esperar, a aceitar o que me trazem e a sentir demais falta de companhia, do sol, dos amigos, do ir e vir, de tomar conta da rotina que a gente cria.
Tive alguns momentos de chatinha (mais ainda do que sou), mas tenho percebido cada vez mais o meu controle, ainda não natural, mas pensado e refletido..rs.
Confesso que venho pensando há muito tempo atrás a acabar o blog, por vários motivos, por que acho que nada se cria tudo se copia, por que, muito do que posto não é relevante, por que eu adoro escrever sobre o que penso e sinto e isso acaba me expondo.
Acho (oh eu aí de novo.rs) que temos que ser fieis aos nossos sentimentos, no entanto, quando eles não são capazes de acrescentar, de modificar, de gerar energia positiva, é melhor nos calarmos.
Qual é o jeito certo de nos comunicarmos?
Exercício diário de vidas inteiras.
É preciso saber escrever, falar e agir.
Muito tempo na cama para pensar e refletir.
Fico com dó de acabar o blog, por que, tem muitas partes dele do qual eu gosto muito, como a parte que conto as coisas dos meus sobrinhos, acho que vai ser bacana quando eles forem maiores lerem as delicinhas que eles falavam e faziam.
Ainda não estou preparada para eliminar o blog, ainda não sei se controlo esse meu jeito de escrever sobre as coisas que penso, ainda não estou, mas acredito que essa hora chegará, ou no minimo o blog irá se transformar em algo diferente, mas não sei até que ponto isso seja possível, pois talvez esse diferente não seja o meu jeito.
Em quanto não me decido, ainda de cama, continuo pensando, refletindo e aprendendo com os tropeços da vida.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Feliz dia das mães

O dia das mães está aí e tem muitas homenagens, textos lindos, saudades esmagadoras, e tantas outras coisas...
Eu aqui reflito o quanto eu era chata com minha mãe, o quanto eu a perturbava e magoava com minhas birras e ataques.
Justo ela que sempre esteve ao meu lado.
Tinha ciúmes do meu irmão e uma birra com ela que hoje quando lembro doí meu coração.
Mas quando fiquei doente, tudo mudou, percebi o quanto minha mãe me amava e o quanto ela tentava se aproximar de mim.
Lembro do meu terapeuta dizer que a vida estava nos dando uma nova chance de estarmos próximas, de compartilharmos carinhos, aproximações, superarmos faltas da infância.
Minha mãe sempre me amou e eu sempre amei minha mãe, mas permiti que a critica e uma energia negativa nos afastasse durante algum tempo, embora o amor sempre tenha sido presente e ela tenha sempre sido uma grande companheira.
Depois de ficar doente, toda essa energia se foi, eu mais do que nunca precisei dela, do seu amor de mãe, do seu carinho e da sua proteção.
Virei um bebê novamente e voltei literalmente para o colo de minha mãe.
Hoje a beijo, abraço, digo que a amo todos os dias de minha vida.
Não vou me prolongar no texto, mas quero dizer que minha mãe é a pessoa mais importante para mim neste mundo, hoje sei que ela ama a mim e a meu irmão de formas diferentes, por que, somos diferentes, porém, o tamanho do amor é exatamente igual.
Magoar a minha mãe é atingir a mim, se hoje ela se cala quando isso acontece, é como no texto lindo que a Vi do Tacho da Pepa fez (http://www.otachodapepa.com/2012/05/um-exemplo-de-vida.html), é, por que, minha mãe é uma mulher sábia, inteligente e cristã, não consigo ainda ser como ela, mas tenho esse exemplo dentro de mim.
E para a alma mais importante dessa minha existência...um sorriso dela....para a netinha dela...(Bibi que a fotografou).
E para todas as minhas amigas, parentes, e conhecidas que são mães, vocês são todas a sua maneira perfeitas, amo conviver com tantas almas especiais com quem aprendo tanto. Parabéns a vocês por esse dia, e por se esforçarem para criarem seres humanos dignos.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Móvel + Puxador fofo = a quem tem amigas não pira só.

Lembram que eu disse que estava procurando um puxador para o móvel que vai fazer parte do meu quartinho/escritório/quarto de visitas.
Foi neste post:
No meio do caminho há uma loja.
Eis que naquela mesma semana uma amiga embarcaria para Las Vegas e Nova York para realizar alguns sonhos da vida dela.
Se casar.!!!
Conhecer Vegas!!
E se jogar nas compras de Nova York!
Rsss
Eu já havia feito uma encomenda (os famosos gelzinhos do post: http://www.semespacoparalamento.blogspot.com.br/2011/11/bonitezas-indispensaveis.html ), criei coragem e pedi a Dani se se ela passasse pela loja http://www.anthropologie.com/anthro/index.jsp se ela poderia trazer um dos escolhidos para mim.
E ela trouxe os dois para que eu escolhesse.
Hoje o móvel chegou, alguns detalhes estão diferentes do que imaginei, por isso deixo a dica aqui para quando forem encomendar uma peça que não existe, por mais bobo que seja um detalhe, desenhe, discuta, para que a peça fique o mais próximo possível daquilo que você imaginou.
Adorei o móvel e ele é como eu pedi para ser feito, porém, detalhes que não levei em consideração vieram diferentes do imaginado por mim (porta lisa X porta ripada..rs) portanto, tire todas as suas dúvidas, mesmo que pareçam bobas.
Não foi nada que me desagradasse, mas...não custa tirar todas as suas dúvidas.
#dicadada#
Dentro as caixas laranjas (lembram delas? Rs) (que contém meus álbuns de fotos).
E  AMEI o puxador que a Dani gentilmente trouxe para mim, mesmo tendo se casado e tenho uma lista enorme de coisas para a casa dela ela lembrou dessa amiga doida que fez DOIS pedidos para ela...rs..Valeu Dani...bom ter amigas fofas como tu Camarada d´agua....
Eu achei que ficou um charme e vocês?

A letra do seu nome...

Gente,

Olha que fofo...imagina fazer com a letra do seu nome esse porta revistas..amei!

Não lembro de onde copiei a foto... acho que foi do ETSY, site gringo de Hand Made....http://www.etsy.com/


domingo, 6 de maio de 2012

Cenas fortes!!!

Gente,
Eu adoroooooo a Sam do blog Fofurices, que eu sigo e amo.
Sam faz coisas lindas e deliciosas e além disso ainda divide com a gente de uma forma tão despretensiosa que faz todo mundo sonhar que é a cozinheira de mão cheia como ela.
Fora isso ela escreve de uma forma que te conduz pelo texto e seja ele do tamanho que for você segue junto com ela.
Nunca tive muita vontade de conhecer Londres, mas a descrição da Sam, fez com que Londres, entrasse no meu roteiro dos 40 anos..rs
Eu pretendo e vou (tem que ser positiva) comemorar meus quarentão na Europa e pretendo conhecer as capitais dos meus sonhos.
Bom por em quanto é um sonho distante e sem verba..rs, mas Londres, a Londres da Sam está nos meus planos, assim como, esse cup cake de morango que me fez salivar de tão lindo, e eis que esse final de semana eu fiz...com minhas próprias mãos..rs. (para quem só fazia miojo e brigadeiro, vocês não imaginam a felicidade que fico de compartilhar essa evolução...rs...fico muito feliz de seguir blogs de pessoas como a Sam que dividem essas gostosuras com a gente).
Bom a receita e tudo mais está aqui oh:
http://quefofurice.blogspot.com.br/2011/09/cupcake-bombom-de-morango.html

Vai lá, se joga no site da Sam, faz as gostosuras e divide com a gente.

O que eu achei:
É trabalhosinho, rende pouco, mas é bão demais, por isso é carinho, dá trabalho.
Muito, muito, muito gostoso.
Penso na próxima vez cortar o morango em pedacinhos, eu Andrea prefiro.
Fiz 14 em vez de 12 Cups, mas o recheio de baunilha tem a quantidade certinha para 12...rss...
O meu chocolate (300 gramas) duas barras dessas de supermercado comum sobraram, fiz oito bombomzinhos  com a sobra..rs
No mais a receita é maravilhosa e se seguir direitinho você terá um cup gostoso como esse em suas mãos.
Ps: o gosto me lembrou algum bolo do amor aos pedaços...ohhh que é isso minha gente...rs

Eu queria muito fazer igual a Sam...As cenas são fortes! Rs



Minhas fotos não ficaram tão boas quanto as da Sam, mas tá valendo...tem essa caldinha de baunilha, bolo fofinho, moranguinho e chocolate na cobertura....hummmm.
A Sam enfeito em cina do chocolate com uma caldinha de morango que não sei fazer..rss...vou pedir a receita para ela..kakakaka (lendo os comentários nesse postagem respondeu várias das minhas dúvidas, leiam as respostas da Sam..)
O enfeitinho em cima é feito com chocolate branco e corante...danada essa Sam...fofa!
Eu daria uma ótima mãe ou boadrasta, quem quer se canditar?

Quem quer Puchero está disposto a Viradas na vida.

Hoje eu e mamys foi experimentar as delícias do Chefs na Rua da Virada Cultural.
Saímos cedo, pegamos o metrô e vi o quanto minha mãe é uma senhorinha, a mulher linda foi cansando e ganhando rugas, expressões, cabelos brancos, e hoje já é a senhorinha para quem todos dão o lugar.
Me pergunto quando foi que isso aconteceu...eu não reparei...ou o tempo passou rápido demais.
Quero ainda muito tempo para estar ao seu lado, conversar com a pessoa com quem eu mais posso ser eu mesma, falar grosseiramente e receber um mau criado palavrão na nova forma que ela arrumou de me puxar as orelhas.
Minha mãe sempre foi uma batalhadora, dessas que com meu irmão no colo ia limpar a casa dos outros para ajudar meu pai a realizar os sonhos da sua família.
A mulher que foi trabalhar no hospital e não recebeu nenhum salário, somente assistência médica para mim que sempre fui adoentada (eita!).
Não se fazem mais mulheres como minha mãe, infelizmente
E é por isso, por ela ter feito e ainda fazer, e praticamente continuar carregando meu irmão e eu em suas costas (figurativamente) que eu faço tudo, mas tudo mesmo para que minha mãe quando se for leve as melhores recordações de mim, da nossa vivência juntas.
Então quando li no cardápio da Virada que teria Puchero, me lembrei das histórias que minha mãe contava, de quando ela ainda criança (12 anos) foi trabalhar na casa de uns espanhóis ricos lá em Cornélio para levar comida para casa em troca de sua ajuda na cozinha da casa, na limpeza, no que fosse necessário.
Era a casa da Dna. Francisca, onde minha mãe aprendeu a cozinhar muitas gostosuras, onde ela aprendeu muitas coisas sobre como cuidar de uma casa.
Família essa que tratamos até hoje com muito carinho, as filhas da Dna. Francisca, são até hoje amigas de minha mãe, uma delas inclusive é madrinha do meu irmão.
Onde minha mãe comeu muitas coisas diferentes da que (não) tinha em sua casa, como Puchero, lembro dela me contar que morria de vontade de comer de novo, que era uma delícia, etc.
E foi assim que hoje eu levei minha mãe na Virada e quando chegamos já partimos diretamente para a barraca número 1, onde minha mãe se deliciou com seu Puchero.
Eu do fundo da minha alma rezei para que o Puchero a Love Store fosse pelo menos parecido com o Puchero da Dna Francisca.
Perguntei a minha mãe o que ela tinha achado e ela disse que era uma delícia, que a única diferença era que o da Dna Francisca era mais encorpado, mas como é uma refeição forte, tinha sido suficiente para saciar seu desejo de uma viagem básica à sua infância.
Senti que ela ficou com o coração feliz e apertado de saudade da Dna Francisca de quem ela nutre muita consideração e admiração, além de amor.
Comemos outras gostosuras, como dadinho de tapioca com queijo coalho outra coisa que minha mãe ama, estava maravilhoso um molhinho 1000.



cachorro quente à francesa

E ainda trouxemos costelinha para meu pai
Eu comi o Choripan (pão com linguiça) que estava delicioso...esse era um desejo meu, já que na Argentina tem Choripan em vários lugares, mas acabou que na minha viagem eu não comi...Hum valeu a pena...rs
Com dois molhos (pedi ao chef se podia experimentar o "Chimachurri" e o Vinagrete).


O evento estava ótimo, solzinho, famílias e gostosuras em todos os lados, pena que a gente não consegue experimentar tudo.rs... saímos de lá por volta das 12h30 e como era hora do almoço já estava lotando, acho que fomos no horário certo.
No metro perguntei:
E aí valeu mãe? Curtiu o Puchero?
E ela com os olhos cheios de lágrimas de emoções que só ela compreende, respondeu:
Muito...muito...muito...muito.
Se tiver de novo eu volto de novo.
Eu perguntei:
Para comer o Puchero de novo?
E ela:
Claro!!!!

Tem momentos assim em que as palavras não são suficientes para descrever o que a gente sente, dar legenda as várias emoções que tocam nosso coração.
E assim como o final emocionante de um filme (o momento em que a gente percebe o poder de um Puchero) o meu final de semana fecha com chave de ouro.
Que as futuras mulheres possam ser um terço do que foram as mulheres da geração da minha mãe, que arregaçaram as mangas, e passaram por muitas coisas, para que pudessem criar seus filhos.



sábado, 5 de maio de 2012

Eu sou a mosca que pintou para abalar

Gentiii,

O bar do Happy dessa sexta mudou por que o Grácia é mega lotado e não conseguimos fazer a reserva.
Felizmente ou Infelizmente...ninguém saberá!!!
A verdade é que fomos em uma outro bar muito charmoso, eu esqueci minha máquina fotográfica mas a decoração é diferente, feita de materiais que tiveram seus usos modificados.
Ou seja uma coisa original, num casarão dos anos 40 que recebe todas as tribos e todas as artes.

DROSOPHYLA

O que mais gostei, foi a música ambiente que nos dá a facilidade de ouvir e poder conversar um pouco. Embora eu curta demais ouvir música, como deficiente auditiva que sou é um sucesso ter um lugar onde eu possa participar um pouco da conversa.
Há também uma lojinha muito charmosa aberta na porta do bar, vendendo essa decoração original da casa.
Pontos negativos: o atendimento é péssimo, demorou tanto para vir o que pedi que quando veio eu já nem lembrava mais o que havia escolhido...rs
Ponto positivo: a casa ainda trabalha com consumação (talvez por que não tenha som ao vivo).
Enfim...recomendo muito.
Ah a caipirinha que pedi de Bergamota e Limão Siciliano estava divinaaaa! Minha amiga pediu Verozão e caraca...era forte...mas tinha Vanilla e Água de coco.


Vai lá:
http://www.drosophyla.com.br/

E quanto ao Grácia ainda irei prestigiar, gostei muito do charme do local.
Quanto Drosophyla com certeza voltarei em breve.

Boas dicas para conhecer em São Paulo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pinata Cookies

Olha que coisa fofa para quem filhos em casa....

Um deliciosa surpresa...



Fá...especialmente para você..

Tem todas as instruções aqui:


http://www.sheknows.com/food-and-recipes/articles/958083/cinco-de-mayo-pinata-cookies

Deliro de uma mente divagante.

De tempos eu tempos eu preciso acalmar o vulcão que mora em mim.
Não é fácil, nem tampouco é prático, demanda tempo, pensamentos repetitivos, e conclusões que nem de longe são definitivas.
Não a vida não é uma coisa definitiva.
Talvez a morte seja, mas a vida não.
A vida é essa coisa louca que a gente empurra com a barriga, noutras se empenha e enfrenta com a faca entre os dentes e noutras se esparrama no colo quente da nossa mãe.
Que caminho seguir, como seguir, o que fazer para mudar, resolver mudar, do que estamos dispostos a abrir mão.
Até que parte desse livro em branco eu comando.
Qual é a linha tênue entre aceitar e acomodar.
Eu repito como um mantra:
Você está onde deve estar e para não estar mais aqui é preciso uma boa dose de empenho e um tantinho de sorte, ou destino chame como quiser.
Acho que agora é hora de calar teu coração, de acalmar esse vulcão e ficar quietinha.
Tem horas de calmaria e de ventos fortes.
Agora é a hora de aprender a aceitar o que a vida, você, ou o destino nos impuseram.
E a mudança, não se desespere ela vem quando menos a gente espera.
Que seja ela doce, leve e evolutiva.


Eu falo das flores, amores e gostosuras.

Esse é um post múltiplo:


Olha que linda as florzinhas antes da primavera, adoro coragem, gente que enfrenta a adversidade com beleza e formosura..rs:
Orquídea ganhada de: Roger/Janete/Cris/Lidia em Abril/2009
Sexta é dia de Happy aqui em SP, e amanhã é um mais que especial.
É dia de reencontro com a Pulguinha (Daninha), uma amiga querida que mora em umas das cidades que eu sonho em conhecer Amsterdam.
Adorei o bar que ela escolheu, pelo menos pela net, achei muito charmoso, tem tudo a ver com ela, já que a fofa também morou na Espanha....
http://graciabar.com.br/site/
Depois eu conto para vocês o que achei.


Sábado tem Bazar no ICRIM, (https://sites.google.com/site/icrim10/) onde realizo meu trabalho voluntário.
Será das 10h00 às 16h00.
Rua Loefgreen, 1427 - Vila Clementino 
Eu estarei lá na parte da manhã.
Tem coisas lindas e novas.
Bijús, bolsas, sapatos, roupas de bebê, objetos para casa, roupas com pequenos defeito da TNG, e muito mais.
Quem puder comparecer, contribuir...são sempre bem vindos.

E no domingo, eu adorei a ideia do Chefs da Rua, repetindo o sucesso do Mercado que rolou há alguns dias atrás em SP.
Vários chefs famosos, fazendo comida de rua gourmet.
Eu não vou perder essa..rs
Dia 06 de maio - Domingão.
No Minhocão (Viaduto Presidente Costa e Silva).
Acesso pelas ruas Sebastião Pereira  (altura do número 90), Ana Cintra (altura do número 200) e Helvétia (altura do número 800).
Metrôs mais próximos Santa Cecília ou Marechal Deodoro.
Preços: R$ 5 a R$ 15,00 somente dinheiro.

Final de semana repleto do coisas boas, do bem, gostosas, pra começar uma semana nova e esperançosa de que o móvel encomendado chegue para acabar com a minha ansiedade de ver como ficou..rs

Um ótimo final de semana repleto de gostosuras como meu pra você também.