quinta-feira, 11 de abril de 2013

Por tanto amor...por tanta emoção...a vida me fez assim!

Hoje fui ao banheiro fazer xixi e vixi...fez um barulhão..rs
Daí me lembrei  (mais uma vez) que uma vez em um bar em Porto Alegre, com muitos amigos queridos, o meu amigo Catatau me levou ao banheiro do bar...peraí...era o banheiro do funcionários do bar..rs...passamos pela roda de samba, pelos garçons, pela fila no banheiro feminino e pela cozinha..rs, quando entrei meu amigo fofo falou assim pra mim:
_ Bah não te preocupes, vou cantar para não ouvir o barulhinho xiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Fechei a porta rindo, e ele sério e compenetrado, batendo palmas, cantando, e sambando na porta do banheiro.
Todas as vezes que vou no banheiro e faz um barulhão eu lembro do meu amigo, da fofura de sua preocupação, de momentos fofos e penso kd o Cata quando eu abrir a porta sorrindo e cantando pra mim e pra minha vergonha?

Eu tinha um namoradinho e apesar das coisas não terem dado muito certo, de não ter ido para frente e de todo o resto da nossa história as atitudes dele terem sido contrárias, guardo com carinho quando fui dormir a primeira vez em sua casa e ele pegou o aquecedor e colocou próximo do edredom para aquecer meus pezinhos congelantes.
Momento so love!

A algum tempo atrás um vizinho que eu considerava como meu vozinho me arrumou um emprego na empresa da filha dele.
Seus conselhos para mim era mentir:
- Você vai lá, se te perguntarem se você sabe computação, você diz que sim, se te perguntarem se você sabe falar inglês, você diz que sim....e por aí vai.
Nem adiantou eu retrucar que eu não poderia mentir, ele disse que eu precisava trabalhar, estudar e tudo mais, e que depois que eu já tivesse lá ele daria um jeito para eu continuar (rsss...atazanando a vida da filha provavelmente).
Eu fui, não menti nada.
Seu filho que me entrevistou disse que ia ver e me ligava e ainda comentou meu pai falou que você falava inglês, sabia computação, tinha experiência (só faltou ele falar que eu cozinhava, lavava e passava...rs)
Saí de lá com a certeza que não daria certo, mas com a consciência tranquila, dias depois, o Deja me liga e fala que fizeram um remanejamento (Oi? Ahhh Sr. Duan...danadinho) e que eu estava contratada como recepcionista, lá fiquei por sete anos.
Aprendi demais!
Não pude agradecer Sr. Duan de sua bondade para comigo, pois, uma semana depois que comecei a trabalhar lá ele faleceu.
Nem sei se ele ficou sabendo que sua artimanha tinha dado certo...(convenhamos ele tinha outras coisas mais importantes para pilotar)
Daí que um dia, sem mais nem menos eu escrevi uma carta para a esposa dele e fui entregar com um vasinho de flor.
Falei que eu não pude agradecer ao marido dela, mas que era grata a ele e a toda a família pela oportunidade e que infelizmente como ele não estava mais aqui eu queria que ela soubesse da minha gratidão.
Gente quando toquei a campainha e ela veio me atender e me viu com o vasinho em mãos ela começou a chorar, mega emocionada, ela estava ouvindo o rádio e o moço falou:
_ Vai chegar na sua porta alguém com uma flor, te trazendo amor, gratidão, receba com o coração aberto.....e coisas assim.
Saí de lá emocionada e com a certeza que quem não tem a vergonha de fazer o bem, sempre recebe o bem.


Quando eu fiquei doente e fazia dialise, estava muito debilitada ainda, na cadeira de rodas, sem escutar direito, passava mal e todas as coisas difíceis que vocês possam imaginar.
Mas sempre, a minha frente tinha o Sr. Altino, ao meu lado a Dna Maria, ao lado dela o Charles, ao lado dele o Sr. Sérgio (que começou a dialise no mesmo dia que eu), do outro lado a Carmem (com um câncer e insuficiência renal para administrar), a frente dela o Sr. X que é evangélico...
Todos os dias eu chorava, por dor na mão que operaram errado, por ter vomitado, por dor na perna que eu não movimentava, por infecção no cateter e ter que reaplicar em outro lugar do meu pescoço numa quase cirurgia sem anestesia e por aí vai.
E todos os dias, sem falta, sem pressa, um deles vinha até mim, após ser desligado de sua máquina, me dava um cartão, um recadinho, um doce, enxugava minhas lágrimas, me perguntava por que eu estava chorando, me falava que ia passar, ou simplesmente apertavam minha mão com os olhos cheios de lágrimas numa conversa e entendimentos de alma...e apesar de estarem com dor também, de estarem na mesma situação, eles tinham um consolo e amor em seus corações.
Alguns deles partiram, outros eu tive a chance de fazer o mesmo por eles nos dias do agradecimento (08/08).
Hoje quando estou triste eu lembro de suas feições, de seus gestos e penso comigo...eles tinham razão em cada atitude de bondade que tiveram comigo...Passou...mas passou muito mais fácil por ter tantos anjos como eles ao meu lado.



E são esses momentos que moram no meu coração e sambam em minha alma.



4 comentários:

  1. Oi Deia que lindo o que você escreveu e me emocionei Eu nem imagino como deve ser dificil passar por uma doença tão cruel... mas tá vendo foi igual eles te dizeram que vc iria superar. Tenho uma amiga muito querida e guerreira que teve cancer no seio esquerdo e ela é uma pessoa genial e super guerreira, hoje em dia tem um filho lindo, trabalha muiittoooo e me orgulho dela. E olha tenho certeza que o Vozinho sabe que ele conseguiu o emprego pra você...kkkkk
    Olha sempre estarei por aqui beijos e bom final de semana Deia.

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    1. Eles me disseram e superaram também, mesmo partindo.
      Sr. Altino até fazia bolo para comemorar anos de diálise...coisa fofa de se ver...
      Adorei....o velhinho sabe que me deu o emprego....nunca tinha pensado nisso, mas com certeza concordo..rss
      Parabéns para a sua amiga, conviva bastante com ela...pessoas assim demostram o quanto a gente é perecível
      ...beijocas.

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  2. Déia, pessoas como essas que você mencionou são anjos enviados de Deus para nos abençoar.

    Bjks e boa semana.

    Sonia

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    1. Verdade querida.
      Das mais variadas formas e jeitos...
      Adoro!
      Beijocas.

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