domingo, 1 de setembro de 2013

Eu não sou boba - Dia do Agradecimento.

Hoje dia 08/08.
Dia do agradecimento!
Dia que voltei do coma, e dia que eu volto a ter tempo, seguindo meu coração, minha intuição, o destino, o pedido logo cedo, por meio da prece, de que a vida, já que Deus é muito ocupado e não quero preocupa-lo com "cotidianices", me iluminasse a melhor escolha.
Na hora eu confesso, meio confusa, não sei se foi a melhor escolha, só o tempo dirá, e tenho percebido ao longo do tempo, nas minhas observações, que nossas escolhas sempre são as certas, não importa qual tenha sido ela.
Adoro o ditado que a Graça de Deus nunca te levará onde o amor dele não possa estar e ele é onipresente, misericordioso, que nunca nos tira nada, ou nos deixa em situações que não sejam para o nosso aprendizado.
Não que nossas escolhas sejam perfeitas, não são mesmo, com nossas escolhas abandonamos caminhos que não estão nos deixando confortável, felizes, em paz, mas mergulhamos junto com nossas escolhas em outro caminho, obscuro, incerto, e com certeza com coisas boas e ruins como o caminho abandonado.
Não dá para ter tudo e não dá para ser tudo de uma vez, é preciso percorrer, errar, ponderar, aceitar nossas deficiências e escolhas.
Sim tudo na vida é dualidade.
E tudo na vida te dá prazer e te rouba algo.
Às vezes é o sono, a alegria, o tempo, o dinheiro, a paz, a certeza, o choro.
Sei que todos os relacionamentos são chances de aprendizado e me frusto muito quando não consigo controlar meu mau humor, minhas "ranhentices", mas sei que é uma troca e que nem tudo depende só de mim.
Às vezes a gente dá amor, sangue, se entrega, mas não recebe retorno, ás vezes a gente tinha que ter dado mais.
E depois descobrimos que amor se dá sem receber nada em troca, mas nesse mundinho aqui, a gente ainda espera e precisa de retornos sentimentais ou financeiros.
Toda tentativa minha eu peço a Deus que eu esteja preparada, que eu enxergue com compaixão, que eu aceite, mas é muito difícil quando os relacionamentos vão esvaindo... é como segurar a areia, quando mais a gente fecha a mão mais ela escorre pelos vãos.
Você promete para você mesma que será diferente, que você vai ter calma, que vai agir assim ou assado e quando vê está envolvido na mesma trama da novela da sua vida, só mudou os personagens.
É frustrante.
Você se pergunta em que momento você devia ter conversado, exposto, argumentado, e daí você percebe que nem tudo depende de você.
Eu fiz isso! Pelo menos desta vez, eu dei um passo adiante, eu tentei, depois desisti e comecei a agir demostrando minha insatisfação e me odiei por isso, por que, eu já sei agora que sou assim, eu não consigo fingir que está tudo bem, quando está tudo embaralhado dentro de mim.
Queria...eu juro que sim...deixar o tempo curar. Ser essas pessoas que mesmo indignadas, injustiçadas, roubadas, mantêm o sorriso no rosto e seguem em frente confiando muitas vezes na justiça que não vem.
Sabe a música do Chico: Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão.
Talvez seja essa repetição maluca de algo que você precise aprende, talvez foi pra te mostrar que essa escolha era a errada e que o que você precisa é aceitar aquela outra situação, talvez o tempo se esgotou, talvez (essa é a parte que me machuca) você não tenha aprendido nada e repetiu os erros do passado.
Eu sempre acho que uma conversa ou conversas resolvem tudo, mas tenho compreendido que não, que muitas vezes a gente fala e não nos ouvem, as vezes o que é a nossa verdade é mais absurda confusão para o outro.
Eu falho e talvez seja esse meu aprendizado, aceitar que ainda sou por demais falha e tá está tudo bem, eu me perdoo por isso.
O mundo é falho e as pessoas que nele vivem também, e eu aceito essa falha e tá está tudo bem, e eu os perdoo por isso.
Eu principalmente hoje, analiso minha vida, as escolhas que fiz, as que nem tenho certeza que fiz como ficar doente.
E é difícil pra mim especialmente hoje não me perguntar como a vida teria sido SE eu não tivesse voltado.
Bom se eu tivesse morrido, essa vida, essa fase tinha acabado, com certeza eu estaria lá envergonhada dos meus pensamentos, julgamentos, impaciências (vou te falar tenho um medo terrível dessa coisa de lá todos saberem exatamente quem és... se ama é luz, se odeia não é nada bonitinho, e se tem momentos de amor e outros de ódio você é falho como a maioria e pasmem eles lá te aceitam e te amam como és).
E se eu não tivesse ficado doente, eu continuaria sendo a menina mimada, romântica, sonhadora, preocupada com a aparência (não fútil tá, mas normal...rs), uma menininha cheia de expectativas, que pensava que nada de ruim ia me acontecer e só sonhava com finais felizes, que não percebia que a vida é feita de fatos em sua maioria custosos para um dia de sonho.
Eu não seria quem sou!
Será que não?
Eu queria especialmente hoje voltar ao dia 29 de julho de 2005 e poder pegar a Déa que eu era,  a menina linda, cheia de vida, repleta de sonhos, com corpo perfeito, que ouvia sem dificuldades, que amava dançar, ouvir música, viajar, e que sonhava com homens que amam de verdade o corpo e a alma, que era boba e não enxergava que saber amar é deixar alguém te amar e misturar com essa Déa que aceita a vida como ela é, aceita suas imperfeições, que é paciente, mais calma, que descobriu um mundo vasto de pessoas sofridas, que não ouve mais perfeitamente, mas que escuta com o coração e enxerga almas, que se compadece com a a dor alheia, que de tão direitinha chega a ser chata (se bem que eu já era assim antes), que está aprendendo que pré julgamentos devem ficar dentro de si, por que, se você estiver errada é só observar que a verdade um dia virá ao seu coração (então cala e observa e só fale quando tiver certeza), que se corrige mentalmente para não ter a boca sem tramela, que acredita muito pouco em homens fieis e que tem certeza absoluta que os melhores já escolheram a muito tempo atrás mulheres espertas que já enxergavam o quanto fofos eles eram...enfim...eu queria hoje poder ter um pouco de quem fui e de quem sou.
As melhores partes, que vamos combinar EU NÃO SOU BOBA!.


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