segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sorte....sorte... na vida - Transformando a perda em recompensa - Concurso cultural Audibel.

Quando ficou constatado minha perda auditiva por conta da infecção generalizada (Choque Séptico), depois de dois anos eu resolvi procurar algumas empresas de aparelho para ver se eu me adaptava a usá-lo.

Fiz testes de alguns aparelhos em algumas empresas e acabei gostando mais da Audibel, pelo atendimento, pelas explicações, por puro sentimento...

O valor era bem parecido, mas me senti melhor lá.
Acho que por conta de ter direito a ir em quantas consultas com a fono que eu achar necessário, sem pagar nada por isso, as consultas na verdade são para adaptar, calibrar, mudar alguma coisa que se faça necessário no aparelho, não é bem uma consulta médica, mas necessário em aparelhos totalmente digitais, além disso adoro minha fono e de certa forma ela me ajudou bem mais a solucionar a minhas dúvidas quanto a perda que o otorrino.

Confesso que a adaptação não foi fácil e usar o aparelho também não é, mas é melhor usá-lo e fazer parte do mundo do que viver Isolada.

Logo de início a Dra. Claudia, fono da Audibel me explicou que era necessário eu utilizar o aparelho nos dois ouvidos, já que minha perda é nos dois, que havia uma diferença em minha perda entre os sons (agudos, graves), que eu tinha perdido mais os agudos do que os outros sons e que neste caso o aparelho indicado para mim era o retro auricular 




Eu ainda envergonhada em ter que usar, queria aquele Mini Canal, Intra canal ou micro canal, o que fosse menor e menos visível era o meu desejo.
Até tiramos o molde fizemos o teste, mas um do meus ouvidos tem o canal bem pequeno, e me deu uma sensação de abafamento tremendo, de ouvido tampado e que estava sendo apertado pelo aparelho.
Apesar desse primeiro momento de embaraçamento, eu entendi que a indicação da fono e minha total sensação incomoda com o o Intra, eu teria mais ganhos auditivos usando o Retro, e sabia que ela era a pessoa mais indicada a me auxiliar nessa escolha e que antes da beleza, da vaidade, vinha a minha saúde.

Tenho que contar que o aparelho auditivo ainda é uma coisa bem cara, custa de R$ 3.000,00 a infinito..rss...brincadeira, cada um.
Compreendo que ainda é uma tecnologia cara, às vezes importada.
Tem planos do SUS, mas até onde eu sei são para pessoas carentes. (não sei se essa minha informação está correta).
Ele dura em média quatro anos e necessita de diversos gastos como pilha, manutenção (após a garantia que é de um ano), peças.

Ou seja, é uma coisa cara e super importante para quem perdeu essa função tão necessária para interagir com o mundo.

O aparelho deveria ser como o óculos, mas sua tecnologia avançada impede que isso seja totalmente verdade.

Já fiz diversos post aqui contando como me sinto e não vou repetir tudo de novo, mas qualquer coisa que esteja diferente em nosso organismo faz uma falta tamanha.

Já contei vários medos que tenho e não vou repetir, mas um que ainda não dividi com vocês, é o medo de ficar surda completamente.
Afinal todos nós quando envelhecemos perderemos gradualmente a audição, e como eu já tenho uma perda considera SEVERA (leve/Moderada/severa), o futuro me assombra, mas procuro viver o hoje, não ir em lugares barulhentos, usar o aparelho para educar meu cérebro, cuidar de mim e da minha saúda auditiva.

E o futuro...bem isso eu não controlo.

A primeira vez que coloquei o aparelho para testar foi um choque tremendo, lembro que começou a chover torrencialmente e liguei o para-brisa, e o barulho me assustou profundamente, eu não escutava mais aquele som.
E outros mais, como o clicar nos teclados do computador, a panela de pressão, o vento, a letra de uma música, alguns aparelhos de telefone (como o aqui de casa..rs).

A Dra. me explicou que nosso cérebro vai desacostumando a ouvir os sons e que com o aparelho ele iria reaprender e gravar novamente esses ruídos que tinham sido roubados de mim.

O aparelho não é perfeito como nossa audição, ele não consegue como nosso ouvido separar o ruído do que importa, pessoas que ouvem normal conseguem se desligar automaticamente de ruídos que nós com o aparelho não conseguimos, portanto, tem lugares e momentos que para mim ficam insuportáveis. (shopping, ventilador, restaurantes barulhentos).

Prazeres que eu não tenho mais se estou sem o aparelho, como ver TV sem legenda, Teatro, Cinema dublado, etc, como já contei várias vezes.

Além disso tudo, mesmo com o aparelho eu perco 25% de uma conversa, e quanto mais barulho, mais pessoas falando ao mesmo tempo houver creio que essa perda seja bem maior.

POR ISSO EU VIVO REPETINDO QUE SE EU NÃO RESPONDER, OU SE EU RESPONDER UMA COISA COMPLETAMENTE DIFERENTE DO QUE FOI PERGUNTADO, RELEVEM, POIS NÃO ESCUTEI E NÃO QUIS FAZER VOCÊ REPETIR...RS...

AGORA SE FOR UMA INFORMAÇÃO IMPORTANTE, QUE EU PRECISO ASSIMILAR, POR FAVOR, TENHA PACIÊNCIA COMIGO E REPITA ATÉ QUE EU COMPREENDA.

Eu tenho um luxo na vida, apesar dele ter seus prós e contras, eu posso desligar o aparelho e viver num mundo só meu, ou ligar e apesar de alguns inconvenientes fazer parte desse mundo barulhento e às vezes tão lindo e emocionante.

Mas hoje, na maturidade das minhas limitações eu tenho conseguido fazer essas escolhas.

Se você soubesse o quanto não ouvir é chato, você cuidaria bem melhor do que você escuta...rs

Eu tenho como logo que fiquei doente, ouvido mais a mim mesma, como quando eu ouvia o sangue circular dentro do meu corpo.
O médico me explicou que meu corpo estava se acostumando a perda, e que como eu não captava mais o sons externos os sons internos eram mais percebidos por mim, foi assombroso, eu ouvia meu coração palpitar, meu sangue fluir...
Tem gente que medita anos para ouvir isso, e eu por uma falha biológica estava ouvindo.
Junto com a perda vem também o zumbido constante, esse inferno que não tem fim, com o aparelho ele ameniza, mas ele é meu companheiro constante, pelo jeito até o fim de minha vida.

O aparelho não resolve a minha vida, mas sem ele a minha vida seria muito mais difícil.
Se com ele eu já não consigo entender algumas vozes, alguns sons, sem ele eu não ouço quase nada.

Lá na Audibel, de quem sou cliente desde 2007 (dois anos após eu ficar doente - 2005), eu já comprei um par de aparelhos e depois um só que perdi (caiu do meu ouvido sem que eu percebesse no shopping barulhento e não me dei conta).

A indicação é de que eu o use o dia todo, ou o máximo de horas por dia, coisa que quando estou em casa eu não consigo fazer, lembra do que expliquei do cérebro, quanto mais eu usar menos sons o meus cérebro irá esquecer.

Lá tem Dra. Claudia que é uma fofa, Talita da gerência que adoro (ela parece a Alice Braga..rs), e todas as demais meninas.

Tenho carteirinha de sócia que me dá descontos, e recebo sempre a Revista Ecos, que é a revista deles que conta as novidades, conta histórias, dá dicas.
Também recebo a mala direta, e foi numa dessas que recebi um folhetinho me convidando para participar de uma promoção.
Confesso que essas promoções de escrever uma frase, contar uma história, ou me deixam desanimadas ou certa de que vou ganhar...rs

O mote da campanha era:

Qual a frase que um amigo seu lhe disse que você escutou e te marcou?

E eu contei essa história:

"Desde o ano de 2005 eu ganhei um companheiro de cinema, e com ele perdi a vergonha de ver desenhos, afinal, eu estava lá levando o Rafa, meu sobrinho de quatro anos e isso me dava permissão para ser criança novamente.
Curtimos alguns meses essa delícia até que eu fiquei muito doente. Foram meses de internação, coma, reabilitações. Dentre as sequelas que ocorreram, uma delas foi à perda auditiva. Sofri muito nesse período, período em que perdi todos os prazeres que eu tinha, como o cinema com o Rafa (já que os desenhos eram dublados e o Rafa agora com cinco anos ainda não conseguia ler as legendas) assistir TV, ouvir música, sair para jantar com os amigos, teatro. Momentos que me fechei num mundo silencioso e meu.
Meu companheiro de cinema me esperou pacientemente, mas era evidente sua aflição. Eu sentia falta das suas mãos miúdas quando as luzes do cinema eram apagadas, das conversas durante o filme quando ele me perguntava se eu estava gostando, de o ver tampando o rosto quando tinha alguma cena de beijo, de ouvir sua gargalhada escandalosa, e ele sem dúvida sentia falta de ligar para a sua titia e combinar nossa próxima ida ao cinema.
Até que eu aceitei a perda, procurei ajuda, coloquei o aparelho e fui voltando aos poucos a fazer tudo que me dava prazer. Voltamos a ir ao cinema só eu o Rafa e sua euforia era grande sua felicidade reluzente em seu rosto. Quando terminamos de ver o primeiro filme depois de eu ter ficado doente, ele me disse:
“Tia é bom te ter de volta!“ (palavras que escutei perfeitamente novamente apesar de um cinema cheio e barulhento) – Que encheram meus olhos de lágrimas e meu coração de alegria, sim eu tinha um companheiro de cinema para todo o sempre. Essa foi a primeira de muitas frases mágicas que escuto do meu sobrinho e agora da minha sobrinha que sempre me perguntam se estou de aparelho para poderem conversar comigo e serem escutados e entendidos. Não tem prazer maior do que poder ouvir as pessoas que amamos e o quanto a gente é importante na vida deles".

Não entrei em detalhes no texto, por que, tinha contagem de caracteres.
Levei pessoalmente e entreguei envergonhada para a Talita.
Ela disse que ia ler, e eu...soltei um NÃO! Rs...esquecendo que outras várias pessoas iriam ler.
Depois relaxei, lembrei disso e disse para ela ler quando eu tivesse saído.
Eu estava crente que iria ganhar, apesar de não ter ganhado muitas coisas na vida, mas lá no fundo eu sabia que essa história, além de verdadeira era emocionante.
Até que recebei outra mala direta da Audibel imaginando que fosse a minha vitória..rs
Era um folder com um laço, e eu já imaginando minha glória...rs
Quando abri falava dos 30 anos da Audibel e se não me engano de um desconto na compra de aparelhos.
Fiquei decepcionada...rs
Esqueci completamente da promoção.
Até que um dia a Talita me ligou, achei que era para falar da manutenção, ou de alguma promoção, até que ela me perguntou se eu estava sentada.
Disse que sim.
Daí ela me contou que eu tinha ganhado com histórias do Brasil todo e que todo mundo que leu se emocionou e que eu devia escrever um livro..rs
Conversamos, escolhemos o prêmio.
Eu escolhi uma cafeteira Nepresso e para o meu amigo um tênis Nike.
Ela pediu para eu escrever uma dedicatória para o Rafa, para entregar junto com o seu presente e eu escrevi o seguinte: 

Rafa,
Sou grata a Deus por ter colocado você em minha vida que me dá ânimo para não desistir de fazer parte do mundo e ouvir sons tão especiais como nossas conversas e tantas outras que ainda iremos ter, que fazem parte das minhas lembranças mais queridas.


Gosto de acreditar que estou contribuindo também em sua vida, por meio da sua convivência desde cedo com as minhas deficiências, fazendo você compreender que não existe o "diferente", já que que cada pessoa é única e especial.
Espero que essa oportunidade de vivermos essa experiência nos torne pessoas mais preparadas para se comunicar com o mundo de forma mais paciente, tolerante e amorosa.
Obrigada por ser meu amigo, meu companheiro de cinema e de vida.
A Talita falou então que a moça do Marketing iria entrar em contato comigo, fato que aconteceu, ela me fez algumas perguntas sobre a promoção (via e-mail, já que sou deficiente auditiva..rs) me pediu uma foto.
Caraquis...que coisa difícil escolher uma foto, primeiro percebi que tenho milhões de fotos com os amigos, mas bem poucas eu sozinha. Foi uma dificuldade.
Mandei algumas e espero que o pessoal da revista consiga fazer um milagre.

Vou sair na próxima edição da revista que deve chegar logo mais (Out/Nov/Dez).

E guardei segredo durante um mês, sem contar nada pra ninguém, além da minha mãe.

Até que hoje a Talita veio em casa entregar os prêmios pra mim e para o Rafa.
E foi um delícia.

Falei para ele que estava todo largado no computador que quando tocasse a campainha seria uma amiga minha, que queria conhecer ele, e que era pra por favor para ele colocar uma roupa bonitinha e descer e que caso ela lhe desse alguma coisa era para ele agradecer mesmo que não gostasse....rssss (ele falou: por que ela vai me dar roupa?rss).

Ele retrucou:

- Quem é ela o papa por acaso!

Mas já trocou de roupa na hora que conversamos e ficou pronto e mais bonito esperando a amiga da Titia.

Talita chegou e leu pra ele a história que contei...
E ele fazia seus comentários a cada frase...rs...
Talita: Rafa sua tia é sua companheira né? - (Ele é mais ou menos - Talita: De cinema - Ele: Ahhhh isso sim...rs)

Talita lendo: Até que fiquei doente - (Rafa: Tia é o dia que bati a cabeça né? - ele sempre lembra do dia que foi me visitar a primeira vez no quarto, depois que saí do coma, e ele se enfiou no meio de todo mundo que estava no quarto desesperado para me ver, em quanto o povo atrapalhava ele pequenininho a passar, e passou por dentro do roupeiro, onde ficava as roupas dos médicos, já que eu estava isolada, e ele bateu a cabeça num cabide..rs)

Quando Talita leu: Eu sentia falta das suas mão miúdas....(ele olhou pra dele agora, tão grandes).

Da vergonha das cenas de beijo....(ele riu).

Das gargalhadas (ele olhou pra mim rindo..rs).

Quando ela terminou falando a frase: "Tia é bom te ter de volta"...(ele maroto disse que não tinha dito isso...rindo envergonhado...talvez...percebendo a emoção que a frase me causou...rs)(retruquei que ele não se lembra, afinal, tinha cinco anos, mas é a pura verdade, frase que contei aos choros pra minha mãe quando cheguei em casa aquele dia).


Foi bacana ver a reação dele.
Claro sincero como toda criança, soltou:
Kd o presente para a Bia?(sua irmã, já que eu a citei no texto)
Quando pegou a caixa na mão, soltou: Ahhh não é uma chuteira né? Rss...(Ainda bem que não era)
Gostou do presente escolhido, que não serviu e precisa ser trocado...rsss (como essa criançada cresce), queria ir hoje trocar...rs, mas se comportou muito bem, acho que a conversa antes e o medo da Talita ser o papa mexeu com ele.
Tirou as fotos, sorriu...um verdadeiro cavalheiro.
E bom a dedicatória ele disse que ia ler depois. (na foto está fingindo que lê..rs)
Depois cobiçou o meu presente e queria trocar...rs
Enfim....
Foi ótimo....
Ainda não tive tempo de curtir meu prêmio...
Nem o Rafa.
Mas percebi que muito mais legal do que ganhar as coisas, foi eternizar momentos tão dolorosos para mim e transformá-los em amor...
Amor pelos sons, por ouvir, compreender, sentir, sejam eles truncados ou nítidos.
Amor pela vida, seja ela como for, sofrida, dolorida, bonita, desejada.
Amor por compartilhar, os medos, os desejos, as bobagens, a verdade.
Amor por fazer parte, desse momento que não volta mais, do que passou, do tem que ser.
Amor por ter histórias pra contar, que DOEM, mas que de um jeito ou de outro eu faço CURAR!

16 comentários:

  1. Caracas.... ta ganhando todas as promocoes hein.... rsrs... mas tinha q ganhar esta com certeza... amei... adorei... e agora quero um cafe... bjs... clay

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    1. kakakaka
      Tem que participar né?
      Só assim
      Claro tá mais do que convidada vem...
      Beijinhos.

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  2. Pura emoção toda sua história Déa querida.
    Você luta por tudo para viver bem e esse menino é seu guia para esse caminho.
    Difícil ter palavras para escrever o que estou sentindo agora, feliz demais por você e aprendendo muito com suas palavras. Felicidades sempre e continua linda como você é.
    Beijos.

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    1. Meus sobrinhos são a luz e meus ouvidos Jô...
      Espero que eles tenham paciência comigo e que me auxiliem...por que eu faço tudo por eles, e por que também nos amamos muitos.
      Obrigada querida...apareça sempre por aqui.
      Beijos.

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  3. Ufa Deia, nossa que post esclarecedor e lindo tb o seu amor e do seu sobrinho por vc, minha irmã do meio tb tem uma perda auditiva severa e a médica disse que a tendência é piorar, recentemente ela foi mãe e quase não sai de perto da filha, pq se ela chorar ela não escuta, ja conversei com ela e contei algumas histórias e depois ela me fala uma coisa nada haver!! s´´o depois do diagnóstico passamos a ter paciência pq antes ela sempre reclama que não ouvia direito, mas agente abrindo a boca la gesticulando e ela nem prestava atenção rsrs foi bem complicado pra ela e agente tem dó pq ela sente muitas dores...estamos vendo se compramos um aparelho para ela tb, foi legal ver seu relato

    bjs e boa sorte com o aparelho, há quanto as viagens eu nunca comprei com aéreo incluso, mas conheço pessoas que compraram e deu tudo certo, tenho uma amiga que o voo para Buenos Aires foi cancelado!

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  4. Déa querida,

    Quando fiz um comentário, ao terminar de ler seu livro, onde agradecia os ensinamentos que você me proporcionou, você respondeu que não teve nenhuma intenção de ensinar ninguém. Acredito mas é inevitável, querida amiga. O relato de suas experiências são sempre uma lição para quem quer entender. Fiquei emocionada em ler o que você escreveu sobre como se sente e como a convivência com seus sobrinhos é linda. Como você tira lições maravilhosas dessa convivência! Parabéns pelo prêmio e parabéns por essas crianças e suas frases deliciosas.

    Beijos,

    Eneida

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    1. Eneida sempre tão fofa com essa sua amiga aqui.
      Eu confesso que também me emociono com as oportunidades que a vida me deu flor...
      A doença me tirou muitas coisas, mas sem dúvida alguma os ganhos, a sabedoria, o novo olhar foi muito mais valioso do que as perdas...
      Amo meus sobrinhos Eneida, acho que por conta de saber do fundo do meu coração que não terei filhos, então, curto demais a oportunidade de fazer parte da vida deles....
      Obrigada.
      Crianças são sempre especiais...

      Mil beijos.

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  5. Oi Querida.
    Post longo...mas que bom que achou esclarecedor...
    Flor sua irmã tem que procurar um otorrino e uma empresa de aparelhos auditivos.
    Se a perda dela já foi diagnosticada e ela pode usar o aparelho, isso fará um bem para a vida dela, e do filho dela...
    Realmente a perda auditiva causa problemas diários como não ouvir o telefone, as pessoas de casa chamando, principalmente voz de criança que é baixa...enfim...
    Pensei muito e um dos motivos de não querer filhos é isso dentro outros...mas a comunicação realmente é complicada...
    Realmente a adaptação e ter alguém com esse problema em casa é difícil e constante, tem que ter muita paciência e amor...é difícil para os dois lados...
    Se precisar de alguma ajuda quanto a isso me fala tá, indicações, etc...
    De nada...

    Pois é...essa coisa de viagens com vÔO é mais complicado, tenho medo de comprar e não ter...rss
    Mas enfim.

    Beijocas.

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  6. Déa ler foi emocionante. Imagino a sua emoção! Que oportunidade ímpar conviver com os sobrinhos e criar memórias fantásticas como essas. Vivo memórias com os meus sobrinhos também e posso dizer que somos abençoadas. Bjs

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    1. Aiaiaii ...amo meus sobrinhos querida...e eles são fonte inesgotável de alegrias para mim...mesmo...dessas de levantar defunto..rs
      Somos mesma...adoro!
      Beijocas. e obrigada pela visita.

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  7. Oiii Déa, primeiro quero dizer que já terminamos o livro, sim eu e a minha filha Andressa, e como eu já imaginava ficou uma lição p mim, de que não devemos desanimar nunca diante das intercorrências da vida por mais complicado que pareça, vc é uma vencedora, podia ter se entregado mas tenho certeza que sua força de vontade de viver falou mais alto! Adorei ler, é muito tocante a sua história! Parabéns Qto a postagem, minha irmã é surda e muda de nascença, não tem aparelho nem cirurgia que resolva e ela vive como vc disse a parte do mundo, até por que não se esforçou p viver de forma diferente mesmo com todos os incentivos que lhe foram dados pelos meus pais, mas enfim, muito bacana sua história ter ganho a promoção, quero ver esta revista, parabéns! Bjoooss

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    1. Oi minha linda.
      Que bom que lhe foi útil...não mesmo...temos que seguir em frente....tem uma música que diz: Da luta não me retiro...essa sou eu, posso chorar, descabelar, sofrer, mas da luta não me retiro..rs
      De nada!
      Nossa Kellen, é bem difícil viu...infelizmente tem pessoas que fazem do limão a limonada e outras não, vai do aprendizado de cada um...
      Pode deixar que quando a revista sair eu posto aqui..rs
      Obrigada viu.
      Um grande beijo

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  8. Dea nossa muitas lutas hein você sempre com esse sorrido lindo no rosto. Me desculpe não conhecia sua historia mas realmente o Rafa é um amigão mesmo e que ele tambem é lindo e sua sobrinha que legal uma amiga você vai lembrar de varios momentos de sua infância e adolescência com as historias dela.
    Dea agora me orgulho mais de ter te conhecido bjs

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    1. Oi Paty,
      Imagina querida, a gente sabe pouco uma da outra não...só com o tempo para as coisas serem desvendadas.
      Meus sobrinhos são o máximo...amo de paixão.
      Obrigada querida.
      Beijos.

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  9. Linda história! Tudo o que vc escreve me comove... me inspira! e eu nunca vou deixar de te dizer!
    enfim... eu em prantos aqui!!
    Quero café!
    Beijo

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    1. Não deixe...eu gosto de saber que o que tenho aqui dentro e escrevo, partilho, toque as pessoas...nunca vou deixar de gostar de saber..rs
      Rsss...eu choro sempre...então não tem problema.
      Vem tomar o café...uma delícia.
      Beijocas.

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