terça-feira, 23 de junho de 2015

Fragmentos de amor - Sobre o livrinho em pleno 2015.

Deiaaaaaaa, to chorando, serio....kkkkk, preciso ser sincero com vc, eu nao tinha lido seu livro ate ontem, me confortava saber que vc tinha vencido, nao queria saber os detalhes do que houve, e por alguma razao decidi pegar pra ler ontem, e na pagina 29 eu vi meu nome, nao sei se se referia a mim, ou a um outro amigo K, mas me emocionei msm assim...e lembrei do dia que te vi no hospital e da alegria que senti qdo vc me ligou pra dizer que estava bem, eu lembro como se fosse hj, eu estava na festa de casamento de um amigo, e pulei como um louco...querida, espero que esteja bem, e msm nos limitando o contato ao facebook saiba que vc eh muito querida. Um bj no coracao. Fica com Deus.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Um prontuário de mais de 2 mil folhas.

Em poucos dias faz 10 anos que minha vida virou de cabeça pra baixo e que eu perdi tudo que eu tinha e tudo que eu era.

Faz muito tempo que percebi que eu construí minha história baseada nas coisas que me contaram, já que dois dias antes de entrar em coma foram apagados da minha memória e em coma eu vivi num universo paralelo meu, real pra mim, mas inexistente aqui.

Sempre tive vontade de conversar com o médico que cuidou de mim nesses dois dias anteriores ao coma e pedir para ele explicar pra mim o que aconteceu, em termos médicos mesmo, pra eu tentar entender a minha história contada por alguém que viu o que estava acontecendo dentro de mim, no meu corpo físico.

Cheguei lá apreensiva que ele fosse grosso, dissesse que não lembrava e tudo mais.

Munida com meu prontuario de mais de 2 mil folhas..., uma caderneta com questões e dúvidas que eu eu não dividi com ninguém entrei na sala, ele lógico não me reconheceu de cara, mas bastou eu dizer que ele me operou e tudo veio a tona, coisas que eu desconhecia, como na hora da cirurgia eles não saberem qual rim retirar, já que os dois na imagem tinham a mesma aparência. Como saber em qual deles encontrava-se o foco da infecção...bem retiraram aquele (direito) que eu reclamava de dor.

Como imaginei, esse médico tem certeza que ter retirado o rim me deu chances de sobreviver e reverter, não facilmente...rs, o meu quadro, ele disse que se não tivesse tirado com certeza eu teria morrido...

Cheguei em casa e contei tudo pra minha mãe numa esperança que isso abrandasse seu coração, mas não sei se teve esse impacto.

Ela tem uma magoa por esse médico ter dito que eu não ia ser operada e que dependendo de como reagisse ao antibiótico eu teria alta em breve e algumas horas depois eu ter entrado em coma.

Minha mãe se sentiu traída pelo médico, mas quem a traiu na verdade foi o meu corpo...rs

Deve ser complicado para uma mãe, ter uma notícia boas dessas, que em breve eu iria pra casa e que não era nada grave e horas depois ela ver sua filha numa UTI, em coma, correndo risco de vida.

Não sei se as coisas que conversei hoje com o médico e que disse pra ela acalmaram seu coração, espero que sim, ao mesmo tempo ele me deixou apreensiva, pois, disse que eu deveria tirar o rim esquerdo para que não aconteça um quadro semelhante ao que tive no direito, levarei essa questão a minha médica, mas está aí uma situação difícil de prever e de raciocinar.

Chego em casa com o coração brando, se havia alguma dúvida de que foi bem tratada dentro do entendimento e das condições de interpretação dos médicos isso passou, eles são humanos, lidam com históricos anteriores, ideias do que se passa dentro da gente, mas não são Deuses, tudo foi como tinha que ser.

Fui bem tratada, por médicos competentes e destacados em suas profissões, diretores de hospitais.

Disseram no Centro que participo que paguei minha falhas á vista...rs, e foi em grande estilo...rs.

Estou numa fase em que duas frases que me disseram, pelos amigos que compartilham comigo minha fé, ressoa no meu coração e na minha mente:

Uma é: Esse mundo é de prova e expiações, esperamos ser felizes aqui, mas quando entendermos que a felicidade (plena) não é desse mundo, que viemos aqui expiar nossas fraquezas, nossas faltas, o dia que entendermos isso, estaremos mais em paz.

E a outra é: Sejamos caridosos, com todos, sem pensar, julgar, analisar, sem esperar nada em troca (embora venha)...

Ah e uma mini frase é: Menos melindre, menos drama, mais leveza...

Então estou assim...hoje se fechou mais um capitulo disso tudo, mais um entendimento foi incorporado por mim embora essa sementinha da retirada do outro rim tenha sido plantada...rs, é nada é como pensamos, mas sem melindres, sem drama, com a leveza de aceitar o que quer que seja que virá, sabendo que há pouca felicidade real aqui nesse mundo e muito mais provas, expiações e dores, serei caridosa com quem eu puder alcançar.