domingo, 30 de abril de 2017

Programação de uma viagem - Uma transplantada no mundo - Detalhes não tão pequenos de nós todos..

Mas vamos deixar de lado as coisas da alma e continuar nossa programação para a viagem.

Bom um dos países que vou viajar não precisa de visto.

O outro pode-se tirar quando chega e para isso precisa levar foto, dinheiro vivo (dolares), ter passaporte em dia. Como disseram que tinha uma filinha, todos do grupo (se fosse só um não resolveria..rs), decidiram fazer on line, assim com o visto on line, a gente já chega e já vai para a fila de imigração sem ter que esperar a análise para o visto.

Link para tirar o visto

Informações de como a foto para o visto on line deve ser

Estamos levando também por precaução fotos impressas, no desencontro do tamanho adequado, estou levando: 3x4, 4x6 e 5x7...rs

Outra coisa foi pensar na questão dinheiro, como levar, como estamos saindo daqui com a maioria das coisas pagas, achei melhor só levar dinheiro em cash já que não é uma quantidade grande. (comprei na empresa de câmbio Câmbio Store, que me foi indicada por uma amiga, eles entregam e tudo correu bem). Levando sempre numa doleira desse tipo da foto.

Cambio Store

(não estou ganhando nada, só indicando um serviço utilizado por mim)

O relógio é que como tomo medicação programada e passarei por alguns oceanos e um continente diferente, preciso me adequar ao fuso aqui do Brasil para tomar a minha medicação corretamente.




Claro cartão de crédito internacional. (Avisado alguns dias antes para a operadora da sua viagem, para que não bloqueiem suas compras no lugar da viagem, pensando que seu cartão foi clonado ou haqueado).

Também há hoje a possibilidade de liberar seu cartão de débito para saques internacionais, e é interessante, pois, fazem a conversão com o $ que você tem na conta e você saca em caixas internacionais no pais que está já na moeda local. Deve incidir taxas do banco claramente e talvez iof, não sei, pois nunca fiz esse tipo de operação.
(Paga-se no meu banco R$ 9,90 por saque + IOF 6,58%) (Espero não precisar, por que, não tem dinheiro em conta pra isso...rs...e por que achei caro as taxas, mas numa emergência)

Passeios nos compramos só dois, que depois contando sobre a viagem vou detalhar.
São dois passeios com grande procura, poucas vagas e que podem ser reservados do Brasil

A agente de viagem amiga nos apresentou um orçamento, via agência para hotel, seguro saúde e transfers dos aeroportos para os hotéis e dos hotéis para os aeroportos que ultrapassavam nosso orçamento inicial, já meio estourado com as passagens aéreas internas (quando compramos a passagem principal, ainda não sabíamos para onde iriamos, o que iriamos fazer e eu e acho que todo mundo já sabia que o budget inicial era uma ideia...rs)

Então, mesmo sabendo que via agência a gente tem mais segurança e ajuda, além de serviço de primeira com transfer com guias, etc, nós contratamos a agente amiga só para reservar os hotel para o grupo.

Viajar em grupo traz suas alegrias de dividir despesas, de algumas coisas serem mais baratas, mas também traz o desassossego por muitas vezes um serviço só poder ser pago por um do grupo e isso muitas vezes fica complicado, como no caso dos transfers, como são várias cidades, variadas empresas em cada lugar, uma pessoa do grupo teria que comprar os transfers para todos e depois cobrar cada um, trabalho esse realizado pela agência geralmente.

Mas optamos pela agente fechar o plano de saúde onde cada um pagou com seu cartão de crédito e os hotéis onde uma pessoa das duplas pagava, como eram muitos hotéis, nós dividimos e cada uma das pessoas que dividirão os quartos pagaram determinado hotel e com isso nos fizemos as contas depois do total gasto dividimos por dois e acertamos com quem pagou a mais.

E o transfers nós decidimos tomar táxis ou acertar os transfers no aeroporto na chegada.

Com isso a viagem com certeza ficou uns 50% mais barato do que ter o respaldo e a mordomia da agência de viagem.

Não questiono o custo da agência de viagem, acho válido, justo, para aqueles que não querem ter trabalho, pesquisar, que preferem ter alguém esperando no aeroporto, mas nesse momento esses custos seriam um luxo para mim, do qual eu não posso arcar.

Minha mãe me deu várias presentes como já disse, meu pai também está pagando alguns itens, e venho desde Janeiro economizando em tudo, e ficarei até o final do ano praticamente pagando a viagem, mas valerá cada centavo investido.

Pagamos para a agente só as reservas que ela fez de hotel para nós, e estamos indo sem o respaldo de uma agência, mas contando com a amiga e agente que nos ajudou sim, caso haja algum problema com nossas reservas de hotéis.

Passagens de ida e volta para o Brasil - Ok
Passagens internas com excesso de peso, lanche, e assentos marcados - ok
Certificado de vacinação ou isenção da febre amarela - ok
Receitas médicas, conversas com a médica, farmacinha - ok
Roteiro pelo menos de quantos dias em cada cidade - Ok.
Visto para um dos países via on line - ok
Hotéis - Ok
Seguro Viagem - ok
Transfers - A serem resolvidos nas cidades (Táxis) - Ok.
Passeios mais procurados reservados e garantidos - ok
Forma de levar dinheiro decidido - ok

Agora é a hora da mala.....



sábado, 29 de abril de 2017

Como programar uma viagem - Uma transplantada no mundo - Com a ajuda do destino.

E as pesquisas continuavam e as pendencias burocráticas e trabalhosas foram sendo sanadas.

Seguro saúde com a empresa Vital Card que foi a empresa que ganhou o título de melhor empresa no atendimento do mercado, e o que a gente quer, não a melhor do mundo, mas a melhor quando a gente precisa. Por ser um grupo, quanto mais pessoas juntas fazem, mais barato fica.
Ah o desconto para grupo só funciona se todos escolherem a mesma categoria.
O legal do plano é saber se tem repatriação médica..eu e minhas maluquices de quem entrou em coma de uma hora para outra (como sempre é nesses casos...rs).
Totalmente perdidos ainda sobre o que ver, onde ir, compramos as passagens internas e com isso se definiu a quantidade de dias em cada cidade, horário dos vôos, e quanto tempo teria em cada lugar que visitaríamos. 
O roteiro foi se criando meio que sozinho, numa catarse conjunta com o grupo...
Um detalhe: Em viagens internacionais temos direito geralmente a mais peso (no caso dessa viagem, duas malas de 23 quilos, mais uma mala de mão de 5 quilos, mais uma bolsa feminina), mas em vôos locais essa quantidade de peso caí drasticamente, no caso da nosso viagem, faremos 4 vôos internos e estes tivemos que comprar para despachar a mala, tinha um pacote com 20 quilos para despachar, um lanche, e o direito de reservar o assento, todos compramos esse pacote, e eu e mais duas meninas compramos mais 10 quilos para que ficasse pelo menos um pouco mais perto pelo menos de uma das malas que saem daqui do Brasil (23 quilos). Então alguns de nós tem direito a 20 quilos e outros 30, além dos 7 quilos de bolsa de mão e uma bolsa feminina.
Tudo que é comprado nesses vôos custam, e você pode comprar diversas regalias...rs, como ir sentada no colo do piloto...mentira, não tinha no site...rs
Ah no final ao pagar em cartão internacional ainda tem a taxa do cartão e IOF.

Tivemos o auxilio de uma amiga de uma das pessoas que irá na viagem, que é uma agente de viagem para essas coisas e ela ainda ficou de orçar os hotéis, transfers, passeios e nos mandar.

Quanto mais pesquisas, algumas angústias iam surgindo, por tratar-se de um país budista, você tem que tirar o sapato na maioria dos lugares, isso é ainda uma coisa desconfortável para mim que perdi as pontas dos dedos dos pés, sei que é infinitamente ridículo quando se pensa em alguém que se perdeu um pé, uma perna, uma mão, mas eu ainda sofro com essa perda, estou melhorando a cada dia, luto muito e sinto muito orgulho de mim, por que, parece fácil falar, mas acredite só quem passa sabe o que se sente.




Os meus dedos não vão nascer nunca mais, não nessa vida, se você acredita em outra, nunca mais eu vou pintar os dedos do pé, nunca mais eu vou me sentir inteira, nunca mais eu vou ter equilíbrio, os dedos para me equilibrar, nunca mais eu vou ser normal e não chamar a atenção, os olhares de estranhamento ou compaixão. Nunca mais meus dedos vão voltar.

Como já disse diversas vezes, eu me sinto desconfortável, é como se tirar os sapatos e mostrar meus dedos mutilados, eu ficasse nua diante das pessoas, é estranho e difícil de explicar, mas eu perdi minha autenticidade, a normalidade, tirar os sapatos e verem meus dedinhos feinhos é ser anormal, diferente, é chamar atenção para uma coisa que eu não quero chamar a atenção.

Nem para as coisas boas como ser inteligente, bonita, esperta, a gente gosta de chamar a atenção, a maioria geralmente, imagina chamar a atenção para algo não tão bonito, diferente, doloroso e desconfortável.

Mas como a gente não veio nessa vida para brincar, na primeira reunião com o grupo, foi onde? No tatame da escola de Yoga, onde eu já precisei, sem nem conhecer o grupo direito, sem saberem da minha história, tirar os sapatos.

A cada recado do universos (por que Deus está muito ocupado com coisas mais sérias que meus desvaneios) eu olho para ele e digo: Tá certo, eu vou aceitar, um dia...hoje..amanhã...talvez.

Então eu vou ter que lá tirar os sapatos diantes de muitas pessoas, mas muitas mesmo, que eu sei nem vão se importar comigo e com meus dedos.

Mas vejo isso como um teste, um exercício forçado por meio do meu amor de viajar, de testar a minha capacidade de aceitar.

É isso Andrea, seus dedos não vão nascer mais, você nunca mais vai pintar as unhas de vermelho, mas veja meu bem, você ainda vai pisar em terras exóticas, na grama, não vai dançar como antes, por falta do equilibrio, mas lembre-se, você prometeu que nada te impediria de fazer o que ama.

E se esse é o preço a se pagar, então, já tá pago.

Lá faz nessa época do ano 45 graus, tem moções e tempestades que começam geralmente nos meses que estaremos lá....

Em nosso roteiro também entrou um país onde uma grande parte da população foi mutilada e novamente voltamos a toda a questão pé feinho de cima....rs, mas acho que lá, nesse caso, vai ser um "tabefe" na minha cara.

Tipo, está reclamando do quê?

Da sua vidinha previlegiada, do teto sobre a sua cabeça, da médica amiga que te auxilia, dos amigos que te chamam para viajar, da família que te apoia apesar do tanto que você é chata, dos amigos rycos e finos que te proporcionam milhões de coisas, do seu computador em casa, do país sem guerras só roubalheira...(mas veja bem, é um país tão maravilhoso que tem de sobra para ser roubado)...rs...enfim...

Olha aqui, são crianças, idosos, que foram mutilados por uma guerra, que foram massacrados e torturados e que ainda hoje, vários anos depois, ainda sofrem com as minas deixadas em seus quintais.

Ok.ok.ok Universo...eu aceito! Rs

Aí conforme o roteiro que foi criado estamos assim, primeiro eu vou exercitar....tira o sapato, coloca o sapato...rs, depois eu vou ver a alma de animais que tiveram sua liberdade tolhida, que são expostos e forçados a humilhação humana, depois eu vou ter uns tabefes bem dados no meu ego, e depois, bem depois...eu vou cuidar de outro probleminha....

Depois desse país, voltamos para o país do inicio da viagem e vamos para as praias mais lindas e fotogênicas do planeta.

Mais uma vez praia é um lugar de desconforto para mim, de expôr não só meus pés, mas minha marcas, minhas estrias, os sinais de que meu corpo foi muito mais forte do que o espanto para cada médico que conto minha história.

Para eles, em seus olhares, eles dizem, nossa isso não é nada, essas marquinhas, esse tico de dedos perdidos, VOCÊ NÃO IMAGINA A GUERRA QUE FOI TRAVADA DENTRO DE VOCÊ, ENTRE SUA CÉLULAS, SEU ÓRGÃOS, SEU SANGUE.

E assim o roteiro foi formado, compactuado e assimilado por mim, pedaço por pedaço.

Dia por dia, situação por situação...não sei, confesso não sei como vou agir, reagir, mas não tenho dúvidas de que será um aprendizado e a chance de exercitar in loco os meus mais terríveis temores. Vai ser a luta interna da minha alma, contra meu ego, quem vencerá, só a viagem poderá nos dizer.

Digo tudo com muita sinceridade, gostaria de escrever aqui, o importante é que estou viva, não ligo para isso, e bla bla bla, mas a verdade é que doí, a vaidade ainda pulsa, a minha personalidade perfeitinha e preocupada com que os outros pensam ainda fazem parte de mim.

Na teoria eu não me importo com o físico, importa quem você é e o que você faz, e eu te digo, eu ando fazendo muito mais coisas boas agora do que antes, de coração, sem pensar, de forma natural, mas se eu disser que "superei" o que me aconteceu, estaria mentindo, aliás, eu acho que superar não existe, existe um viver melhor com as situações adversas.

Sou grata sim por estar viva, mas eu preferia estar viva e perfeita.

Eu entendo o olhar daquele jogador que perdeu a perna no vôo lá da Chacopense, é lógico que ele vai lutar, que vai agradecer estar vivo, mas isso não impedirá que algumas vezes, em algumas situações como caminhar na praia sozinho, a dificuldade de fazer isso com uma perna só, ou com a perna mecânica não façam algumas lágrimas cair...vai ter dia que ele vai tirar de letra as situações mais bizarras que a vida com uma deficiência impôs a ele, mas vai ter dias também, que ele vai chorar de soluçar por não ser nunca mais igual, inteiro.

E não me venha falar que uns são carecas, gordos, magros, que todos temos diferenças, sim, graças a Deus somos diferentes sim, sempre fui, mas isso nunca me machucou, isso nunca doeu tão fundo, por que, eram diferenças físicas, não deficiências e eu posso te dizer que se você não é deficiente você não sabe como é ser um.

Hoje me respeito, se não estou bem, se não me sinto bem, eu digo não. Mas se o ganho de uma viagem, a realização de um sonho é maior que meu desconforto, eu saio da minha zona de conforto e literalmente exponho a parte mais dolorosa de mim. A parte física. Por que, a parte espiritual vai ganhar muito mais do que eu possa imaginar.

Não tenho dúvidas que essa viagem, esse destino, todas as negociações que tive que fazer antes mesmo de decolar, que as emoções fortes que vou viver nesses dois países que visitarei estavam escrito no meu coração, é o que preciso, o que minha alma anseia.
Paris foi para outro lugar da fila. Por que, agora eu preciso testar o que aprendi, e assimilar o que vou aprender mais ainda, vou me expor, vou ser eu mesma de novo, essa nova eu que tanto me orgulha e ao mesmo tempo me entristece.

Então é isso, quando esses posts foram publicados estarei em treinamento, já terei embarcado, para me tornar, tenho certeza, cada vez mais uma versão melhor de mim, numa viagem, para um destino que foi escolhido a dedo pelo universo para mim.

Ou alguém dúvida...???...Continua....

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Como programar uma viagem - Uma transplantada no mundo - Medo da comida e da médica.

E quanto mais pesquisas eu fazia, mais um novo universo se mostrava pra mim.

Eu que adoro viajar antes da viagem, comecei a pirar e enloquecer minha mãe com cada descoberta que eu fazia.

Ah...antes de comprar a passagem, eu aprendiz que sou com essa questão de grupo, falei com meu novos conhecidos, dos quais eu só conhecia pessoalmente minha amiga Dione, como seria a viagem(?) Quais eram os planos deles (?) e principalmente qual era o "budget" deles, sim por que vai que eles ficassem em hotel 5 estrelas, fizessem os translados de avião na classe executiva, e andassem só de limosine...rs...o delirio é infinito numa cabeça como a minha.

Até então, a ideia da minha amiga e de todos eram: compre a passagem e depois veremos, mas eu insistente, precisava de um universo de grana a ser investida (?).

Como o país para onde vamos é bem barato e o possível segundo país mais barato ainda, eu fiz, refiz as contas, cortei saídas de carro para economizar a gasolina, passeios, cinemas, presentes, comemoração de aniversário, idas a padaria, idas ao mercado, todos os rituais de beleza...rs, viagens no feriado, viagem no verão, e por aí vai....

Sim era possível eu navegar nesse universo junto com eles. Desde que eu cortasse e me programasse financeiramente e abrisse mão de muitas coisas, o foco agora era só a viagem.

Minha mãe me presenteou com várias coisas que eu precisava de roupas, mala, a produtinhos.

O falado por eles era que U$ 1500 eram suficientes para todo o resto fora a passagem que eu já havia comprado e que estou pagando parcelado. Todo mundo dizia...a passagem para lá é o item mais caro...rs...

E eu embarquei.....

Daí vem comigo...meu próximo capitulo de piração foi a comida...

Lá é tudo picante, misturam muito o doce com o salgado, o azedo com o amargo, tem muita sopa e a higiene não é considerada de primeiro mundo.

Pensei ferrou, minha médica vai me proibir de ir...rs

Mas daí comecei a pesquisar os pratos e fui vendo que não morreria de fome e nem morreria...
Fui anotando comidas que me apeteciam e que tenho vontade de experimentar....
E assim fui me acalmando...







Dicas:
Comer em restaurantes e não na rua.
Procurar comer as coisas cozidas e não cruas
Tomar só água engarrafada e torcer para ser mineral mesmo...rs
Procurar não tomar bebidas com gelo (num calor de 45 graus...rs)
E rezar, rezar muito...rs

E assim fui caminhando...
Passaporte renovado.
Certificado de isenção em mãos
Vacinas tomadas (as que posso)
Ansiedade sobre a comida sobre controle.

Era hora de na consulta já marcada com a minha médica...falar para ela para onde eu ia.

Fui preparada com zilhoes de dúvidas que divido aqui com vocês:

E que mesmo que você não seja transplantado eu sugiro que tome as mesmas precauções, já que se medicar sem conhecimento médico pode trazer danos sérios a sua saúde.

Minhas dúvidas eram essas, exatamente como estão anotadas...


Dra Lúcia (MARÇO)
Contar para onde vou
Ver quais vacinas é interessante eu tomar antes de ir
Febre amarelo (não posso)
Febre Tifoide 
Tétano (tomei)
Hepatite A (Tomada)
Hepatite B (Tomada)
Dengue - Repelente
Raiva
Paludismo? Malária...pega com picadas de mosquitos 
Gripe Aviária? (Perto de lugares onde tem animais e os matam) 
Laudo médico falando que não posso tomar Vacina febre amarela
Receita em inglês da medicação imuno
Receita em inglês da medicação paralela 
Ver que repelente devo tomar (:?) e aplicar (?) 
Ver como devo tomar a medicação com o fuso horário de + 10 hora 

Dor de cabeça (Paracetamol)
Dor de barriga (?) 
Para dormir (?)
Enjôo (Plasil)

As vacinas que eram importantes eu tomar eu já tinha tomado e nenhuma outra seria necessário.

Ela me deu o laudo médico que é na verdade o Certificado de isenção da vacina contra a febre amarela...só que esse assinada por ela.

Me deu uma receita em inglês da medicação diária que tomo e que sem ela eu não sobrevivo...e por eu carregar uma quantidade grande é bem importante ter essa receita em inglês para não ser barrada na entrada no país.

Pedi também a da medicação paralela, básica, mas ela não achou necessário me dar....mas eu queria...rs

Repelente, uma prima, casada com cara que pesca no Pantanal tinha me indicado o Exposis por ser um dos mais fortes que tem e a médica disse que podia ser qualquer um.



Me orientei como tomar minha medicação com o fuso horário de mais 10 horas de diferença e no meu caso é de 12/12 horas, tentar acertar um horário mais digno que não seja de madrugada.

Perguntei quais medicamentos deveria tomar em caso de:
Dor de cabeça
Cólica
Enjoo
Dor de barriga
Aproveitei que um outro médico tinha me indicado Rivotril por conta do zumbido no ouvido e ela achou bom eu tomar para isso e também para dormir melhor, diminuir a ansiedade.

Além disso ela me instruiu a comprar um antibiótico e levar comigo, e caso eu sinta qualquer coisa, como piriri, dor de cabeça, dor de barriga, infecção urinaria é para eu entrar em contato com ela via whatsApp de emergência que ela vai me instruir como tomar.

E assim, no final da consulta ela me abraçou forte e eu disse:

Eu estava com medo de você achar ruim para onde vou, mas eu aceitei o convite da minha amiga sem pensar muito, por pensar ... Quando é que vou ter outra chance na vida, outro convite para ir para lá (?).
Ela concordou comigo, me olhou nos olhos e disse: Que issoooo vá para onde você sonhar!!!!

Saí de lá com o coração acalentado, acariciado por alguém que sabe por tudo que passei, e que nada disso deve impedir de eu sonhar, de tentar ser normal, claro há cuidados, eu preciso gerar uma energia muito maior que a maioria para diversos assuntos que já são chatos, mas sim eu estou viva e preciso ir para onde eu sonhar. E eu agradeço a Deus, a chance de apesar de tudo, ter uma médica, uma amiga, alguém com quem posso dividir minhas angustias e dilemas, e sonhar de novo, viajar, ir e vir, fazer planos... continua.....

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Como programar uma viagem - Uma transplantada no mundo - Certificado de isenção.

Em  2012 eu combinei com uma amiga de passarmos o carnaval em Buenos Aires.

Daí convidamos mais uma amiga em comum, e no final (ela que também é uma agregadora como eu) tinha convidado o universo todo.

No final eramos "Las siete mujeres" a caminho de Buenos Aires, numa época que BsAs já não era tão barato, mas com certeza ainda muito charmosa.

A viagem foi ótima, cheia de aprendizados e novas amizades.
Lidar com um grupo não é nada fácil, nos testa e ensina grandes lições. E eu preciso muito dessa lição "grupo", por que, sou muito ansiosa e independente e não tenho muita paciência para esperar e conciliar tantas opiniões, sou uma pessoa prática e a demora em decidir é uma coisa que me causa muita ansiedade, mas em grupos é necessário esperar o outro, o tempo do outro, o raciocínio do outro, e com isso muitas vezes ganhar, pois, o caminho do outro também tem curvas interessantes.

Muitas vezes perdi na vida por ter pressa em decidir, outras decidir rapidamente me salvou!!!

Achar o equilíbrio é uma das lições que a vida nos dá.

Como em todo grupo os semelhantes se atraem e o grupo meio que se dividiu em duplas...rs
E foi assim que ganhei uma parceira de viagem, que topou seguir minha planilha de lugares a visitar e coisas a fazer com disposição e alegria.
A Dione tem interesses parecidos e a mesma gana por desbravar e conhecer tudo que a gente coloca na lista de uma viagem.

Nos tornamos amigas e nos vimos algumas vezes depois da viagem e sempre mantivemos contato e o desejo de uma nova viagem juntas quando fosse possível.

A Dione teve alguns dias de folga e veio passar uns dias em casa para visitar alguns lugares de SP que ela desejava, inclusive, um restaurante Peruano (ela fez uma trip incrível para o Peru) com fama de delicioso e barato chamado Rinconcito, onde estivemos e aprovamos e que super recomendo.

Depois de algum tempo de contatos virtuais passamos esses dois dias batendo papo e colocando as novidades em dia e imaginando uma nova trip juntas, já que nos demos tão bem em Buenos Aires.
Mas sem grana á vista, falei que ia juntar esse ano uma grana e que quando tivesse dinheiro eu escolheria um destino em conformidade com o dinheiro economizado, mas o universo conspira a quem clama por ele...rs.

Sim, por que, a vontade que a gente tem é chamar todo mundo para fazer tudo na vida, todos os passeios, as viagens, as loucuras, mas só que nem sempre isso é possível, então, a gente acaba chamando aquele amigo que está mais próximo no momento, aquele amigo que o destino sussurra no nosso ouvida....convida ele.
E nossa aproximação recente, com certeza, foi o início desse complô do universo.

Dias depois meus primos estiveram em casa e conversando eles falaram que caso eu precisasse de algum tempo eles me davam uma liberada em alguns pagamentos parcelados que tenho com eles, mas respondi que meu interesse era pagar mais parcelas para acabar mais rápido e não o contrário.
Mas o universo nem sempre segue seus planos ele adapta para te dar o que você precisa.

E assim, num dia normal de Janeiro, minha amiga me chama dizendo que o grupo da escola dela de Yoga ia fazer uma viagem se eu não queria ir junto (?)
Conversei com meus primos, que me liberarem dos pagamentos por uns meses, e fiz minhas contas, sem pensar muito, no destino, no valor, em como seria...e eu comprei as passagens de ida e volta.

Depois comecei a pesquisar o destino escolhido e aí começou várias questões a serem levantadas, mas espanava cada uma com o otimismo de quem ama viajar e que não importa o que aconteça na viagem, eu sei que será a melhor coisa que farei na vida.

Me perder, me encontrar, aprender, ensinar, sorrir, chorar, empurrar mala, ver coisas diferentes, conhecer um novo país, ganhar mais uma carimbada no passaporte, conhecer gente nova, provar comidas novas, ver placas e paisagens tão diferentes do meu universo, tudo isso e muito mais que não sou capaz de descrever alimentam a minha alma, saciam a minha curiosidade e instigam a minha coragem.

Primeira coisa que descobri sobre o destino era que são super rígidos com a vacina da febre amarela.
Entrei em pânico... eu sou transplantada renal e não posso tomar a vacina que é feita com anti-corpos vivos que atacam meu organismo, imunossuprimido (com baixa imunidade).

Entrei em contato com a agente de viagem para perguntar se eu podia devolver a passagem (Rs) um dia após ter comprado.

Ela mandou que eu entrasse em contato com a embaixada desse país no Brasil e com a Anvisa, afinal, eu não sou a única transplantada no mundo...rs

Então, entrei em contato com a embaixada e um moço super gentil me disse que eu precisava de um Certificado de Isenção da vacina contra a febre amarela, e me tranquilizou dizendo que ele também era transplantado. Oi? rs

Com a Anvisa, no site deles eu descobri que realmente existia esse certificado de isenção da vacina, mas no site deles não era claro como se obtinha.
Bom descobri que tinha um Centro de orientação ao viajante e por coincidência era do lado do hospital onde costumo fazer exames quase todos os meses.

Numa dessas idas, eu passei por lá, levei minha carteirinha de vacinação, minha passagem comprada, meu passaporte recém tirado (não existe no Brasil a renovação, e assim quando o passaporte vence, o que tinha acontecido comigo, é preciso tirar um novo, agora esse nova vale por 10 anos, o que nos dá uma pausa e um alivio de que nossos tão amados carimbos estarão conosco durante os próximos dez anos...rs), RG, e minha comprovação de que sou transplantada, e muito importante seu cartão do SUS.

Cheguei lá expliquei que precisava do Certificado de Isenção e não sabia como devia proceder, Nesse mesmo dia, conversei com uma médica lá da Anvisa, que analisou minha carteirinha de vacinação e descobriu que eu estava defasada em várias vacinas.

Ela queria já me aplicar, mas como tudo que vai para dentro de mim, principalmente medicações, eu preciso de autorização da minha médica, aproveitei que o consultório dela era do lado e fui lá perguntar se poderia tomar a lista.

Com o ok da médica, voltei na Anvisa e tomei 4 vacinas que estavam atrasadas, foram elas:

1) para pneumonia
2) difteria e tétano
3) uma nova para meningite
4) uma nova para hepatite B que estava atrasada.

Descobri que o certificado poderia ser tirado na hora, mas que era necessário fazer um cadastro no site da Anvisa que gera um número necessário para o controle deles, mas como site estava fora do ar, não foi possível.

Link para pré cadastro do viajante


Mas saí de lá com as vacinações em dia, com as duas polpas da bunda picadas e doloridas e os dois braços iguais.

Voltei no outro mês, após fazer o cadastro e saí de lá com o certificado de isenção em mãos, ele não tem validade, na verdade é válido até quando a minha situação perdurar, ou seja, até quando eu for transplantada.

Quem mais não pode tomar a vacina: mulheres grávidas, bebês, transplantados e todos que fazem uso de medicações com cortisona, quem faz quimioterapia, etc.

Mas não se desesperem, há muitos iguais a nós.

Descobri que se minha médica fizer no formulário da Anvisa não há necessidade de ir até um posto de viajante da Anvisa (foi o que fiz em outras viagens internacionais), mas como nesse país eles são bem rígidos achei melhor ter o da minha médica e o da Anvisa também.

E com os dois certificados (na verdade iguais, mas assinados por diferentes fontes), um problema da minha viagem estava resolvida.

Coloquei em um envelope plástico desses que vendem em papelaria para proteger e tentar amassar o menos possível. (Ele vai dentro do meu porta passaporte/documentos)



Eu não precisava "ainda" tentar devolver as passagens...rs


Continua....




sábado, 22 de abril de 2017

Pré natal de 2016 - Amigas não secretas

Juntando os grupos sempre em Dezembro eu fiz um pré natal com a mulherada amiga.

Uma amiga indicou o bar Pé de Manga e eu amei o lugar, as comidinhas, o ambiente, o fato de ser ao ar livre, e é claro a farra boa quando essa mulherada se junta.

Improvisamos uma amiga secreta chocolate e foi uma noite de risadas mil.

O bar fica na Vila Madalena, eu não conhecia, e como disse acima amei e recomendo.

Achei o preço das comidinhas muito justo, além de deliciosas, e o ambiente e a companhia vamos combinar fizeram dessa noite uma noite perfeitaaaaa

Pé de Manga


Os festivais do Ceagesp são fartura e gostosura.

Eu tenho um grupo de amigos muito queridos e a gente sempre dá um jeito de se reunir.

Nossa reunião no final do ano de 2016 foi no Festival dos Frutos do Mar do Ceagesp.

E foi uma farra deliciosa, pois, nossos pais também foram, e aí já viu, amigos e familia reunida para comer muito é delícia na certa.

O Ceagesp tem o festival da sopa, dos frutos do mar e agora eu soube que está rolando o do Camarão e Massas até o dia 30 de abril (ainda tem alguns dias para conferir) acompanhe o site deles e se delicie você também.

Festivais do Ceagesp

Assine o Newsletter e fique por dentro dessa gostosura, eu, meus amigos e meus pais recomendamos....rs



A melhor visita é aquela que te ajuda a desbravar sua própria cidade.


Em novembro de 2016, uma amiga querida que mora em São José tirou alguns dias de folga e veio até São Paulo passar um final de semana em minha casa.

Nossa primeira parada foi na sede da companhia de teatro sobrevento que adoro, uma companhia que ganha diversos prêmios em teatro de bonecos.

Na época estava passando a peça Só e por coincidência uma conhecido meu o Daniel Viana contracenava nessa peça, eu já tinha visto, mas quis levar minha amiga.




O lugar do teatro é no centro, fomos de metrô, e apesar do lugar não ser muito amigável e da gente ter que andar algumas quadras, ao final da peça seguimos em carreata com diversas pessoas que foram do teatro até o metrô...rs.

Algumas pessoas vão de metrô e pegam o uber até o teatro e do teatro até o metrô, achei uma solução criativa para não se correr perigo.

A peça já saiu de cartaz, portanto, não falarei dela, mas deixo a dica da companhia que tem peças maravilhosas, gratuitas (basta mandar um e-mail de reserva), num lugar muito único e especial.

Ps: eles tem um projeto de teatro para bebês e acho muito fofo.

Acompanhe no site e quando possível super recomendo que conheça.

Também fomos no agora chamado Vila Butantã (que era o antigo Butantã Food Park) que está maravilhoso de lindo, com contêiners de comidas, roupas, designers, virando um shopping a céu aberto.


Foto retirada da internet - Caso o dono apareça posso retirar
O lugar ganhou muito em espaço e virou um lugar muito bacana para se passear, tem música ao vivo e diversas opções.
Continua na Rua Agostinho Cantu, 47 - Butantã - São Paulo - SP
Funciona das 11h00 ás 23h00

Demos uma passeada pela 25 de praxe e andamos a pé até a Galeria do Rock e de lá até o restaurante Riconcito Peruano, que minha amiga queria muito conhecer.


Foto minha
Eu já tinha lido em blogs sobre ele, como um restaurante antigo e típico que por conta da qualidade da comida e do valor camarada fazia sucesso á boca miúda de quem visita e conhece o centro, mas agora, com a divulgação em massa, o restaurante saiu da boca de lixo e tem filiais em bairros chics de SP.

A entrada nada glamurosa é nessa escadaria, não tem placa, e quando você chega você fica na dúvida, mas vá com fé...suba as escadas..



Foto retirada do blog: http://www.destemperados.com.br/experiencias/quebrando-tabus-no-riconcito-peruano

Nós fomos no tradicional, na raiz, e a comida é realmente deliciosa, por um preço camarada (que minha amiga pagou...rs). Ah detalhe a gorjeta dos garçons é cobrada em cash, por isso, não faça como eu, que anda sempre sem dinheiro e leve sempre um trocado para ajudar a sua amiga a pelo menos pagar essa parte...rs

O tradicional fica na: R. Aurora, 451 - Santa Ifigênia, São Paulo - Numa parte da rua que dá um certo medinho, eu não iria lá na hora do jantar, mas do almoço com cautela que o centro pede, correu tudo bem.

Agora se você prefere não se arriscar veja no site as filiais, tem para todos os gostos....

rinconcitoperuano

E assim minha amiga retornou para a casa dela, via metrô, que é o jeito mais prático e rápido de se andar em SP, com a promessa de vir mais vezes para a gente fazer novos check list da minha própria cidade que é gigante...rs...e cheinha de coisas á desbravar.