quarta-feira, 31 de maio de 2017

3 Bangkok - Dia 01/05/2017 - Dia de Templos: Wats Arun, Grande Palace e Pho

Em nosso último dia em Bangkok era uma segunda-feira. Nossas escolhas de ontem se deram por conta de ser final de semana e o Mercado Chatuchak só funcionar aos finais de semana, por isso, deixamos os templos para esse dia.

Como tinha pesquisado que nas proximidades do nosso hotel tinha um píer e que de lá saiam barcos para os templos que queríamos conhecer, caminhamos até lá, comprei água em uma vendinha perto do hotel bem mais barato (Baths 7), pegamos um barco (Baths 35) e ao pedir informação mandaram que nós descêssemos no próximo píer, ou seja, a gente só atravessou o rio e descemos do outro lado.

Descemos e embora não fosse isso que eu tinha pesquisado, já que o primeiro templo que iríamos era no mesmo lado do rio do nosso hotel, achei que talvez as pessoas locais tivessem mais informações do que eu.

Descemos em um lugar estranho perguntamos e aqui vai uma dica, nosso sotaque e jeito de falar, nossa pronúncia pode não fazer o menor sentido para os locais, por isso, a melhor forma de se comunicar é mostrar o nome de onde você deseja ir escrito, de preferência com a linguagem local.

Todos nos mandavam seguir adiante, acho que por só entenderem a palavra Wat (templo) e a cidade ter zilhões de templos, qualquer um servia...rs

Bom perguntamos para um Tuk-tuk que se mostrou mais embaralhado do que os demais, desconfiados, resolvemos voltar para o píer, e pegar novamente o barco.

Novamente a comunicação não foi tão eficiente, a mulher nos vendeu um “boat” que custava Baths 100, bem mais caro que o primeiro que tomamos.
Depois percebemos o por que, era uma espécie de lancha, mais rápida e talvez um pouco mais privativa, não tão, já que se sentou ao meu lado um oriental chato pra caramba que ficava falando sabe-se lá o que e rindo de mim ou pra mim e me olhando....




Talvez o boat foi mais caro por que era dirigido por essa simpática mulher:


No caminhos vários barcos fofos e paisagens lindas e o venerado e respeitado rei presente nos lugares mais inimagináveis.





O barco estava quase indo embora, já passando o Wat Arun e eu na expectativa de uma manobra, quando percebi que não iria parar gritei....(essa sou eu): Wat Arun?
A motorista: Wat Arun????? Quem mais vai descer aqui?
Meus amigos levantaram o braço, e numa quase meia volta, chegamos finalmente ao Wat Arun que era nosso primeiro destino.



O edifício original era um templo modesto, e o Buda de esmeralda ficava lá. Ao notar que o templo era a primeira construção a pegar a luz da manhã, o rei Taksin chamou o templo de "Templo do Amanhacer". Aruna é um Deus indiano do amanhecer e Wat significa templo.
Em 1782 o rei Rama I transferiu a capital para o outro lado do rio e levou a estátua com ele.
As torres em estilo khmer do templo foram adicionadas por seus dois sucessores no inicio do século XIX, o pagode de quatro cantos, ou prang é uma representação arquitetônica do mítico Monte Meru, o centro do mundo na cosmologia budista. O pequenos pedaços de porcelana e vidro colorido foram um toque do Rei ao perceber que os navios que paravam lá, descartavam os azulejos e porcelanas quebradas. É impressionante a montagem de flores e outras figuras com essa técnica de mosaico. Minhas amigas arteiras iam pirar nas "frozinhas"...









Eu amo os monges, seus trajes, seus olhares, seu mistério, amo laranja também, só para sua informação, então, onde eu os via, meus olhos se enchiam de contemplação. Os monges não falam com mulheres...azar o deles...por que eles estão perdendo um belo de um papo comigo. (não peça informação, nem fale com eles ok?)

Em nossa visita a escadas para o pináculo estavam fechadas para reforma e infelizmente não pudemos ver a vista, que dizem ser linda, da cidade.

A entrada custou 50 Baths.
O templo é belíssimo e só senti não puder subir para ver a vista, mas tinha monges rezando, lugar para sentar e fugir do sol, e tinha na saída uma tenda com a possibilidade de se vestir toda de Tailandesa, mas minhas amigas, devido ao calor não toparam o desafio, tenho certeza que nossa foto vestidas assim ficaria linda. Comprei incenso, provavelmente super abençoado pelas orações dos monges.
Comprei água (Baths 20) pois o calor era intenso e depois da nossa visita tomamos o barco para o outro lado do rio (Baths 40).

Ao desembarcarmos nesse píer (Ta Chang) do Grande Palace, um shopping ao ar livre se descortinou, muitos restaurantes, tendas com coisinhas diversas, como óculos de sol, enfeites, etc,  e uma sorveteria italiana ,veja só, onde comprei um sorvete fofo  (Baths 129). 
Um lugar encantador.





Dali era só seguir uma rua principal a direita e depois seguir o fluxo para se encontrar o Grande Palace, antiga residência do rei.
Na porta diversos guias ofereciam seus serviços e como o calor era forte, o cansaço também, achamos melhor contratar um deles para nos levar diretamente ao ponto e não ficarmos perdidos por lá (700 Baths, o que deu Baths 100 para cada um de nós).
 A entrada foi  Baths 500 e duas de nossas amigas já foram barradas pelo nosso guia devido a roupa.
O Grand Palace e Templo “Wat Phara Kaew” (Buda de Esmeralda) é um conjunto de construções, a maioria fechada a visitação (são vários).
É o templo mais rigorosos quanto a vestimenta, tem que ter coberto os ombros e joelhos. Elas compraram uma camiseta e lenços para amarrar como saia.
Ao entrar você é levado pela multidão, como em Roma, no vaticano...rs, eu só fui indo, entre uma construção e outra, te digo, é céu aberto, então, não esqueça minhas dicas aqui, as mesmas que não segui e por isso sofri igual um camelo.
Não esqueça de levar água.Nunca esqueça disso.
Vá de chapéu, pelo amor aos céus e ao sol.
Por mais complicado que seja o tira e coloca o sapato, vá de tênis, todo e qualquer outro sapato que machuque fará do seu dia um inferno.
Óculos de sol.
Meia para o chão pelando de quente do templo.
Roupas adequadas para o templo, mas o mais frescas possíveis.
E muita, mais muita paciência com a multidão.

Como todos os templos de lá, são lindos, cheios de detalhes, ornamentos, histórias e beleza. Difícil de mostrar por fotos ou descrever. Parece um mundo encantado de princesas e castelos, orientais é claro.



Acho que foi o primeiro lugar que vi de perto as flores de lótus tão amadas e com um significado tão especial para mim.
Eu sabia muito pouco sobre elas, até que uma amiga me presenteou com uma de cristal e me disse que eu era como a flor de lótus, que tinha vencido o limbo e tinha renascido linda e forte a caminho do sol. Essa flor ganhou um significado especial para mim e vê-las de perto foi emocionante.



Nosso guia, super empolgado, sério e compenetrado, explicando detalhadamente a história de batalhas de seres mitológicos e os detalhes do lugar.


Eu com cara super compenetrada, pensando: que merda não ter trazido água, onde posso me sentar, que sol forte caramba, por que, a gente tem que cobrir os ombros, que calor da p....., tudo bem que tem que respeitar o lugar e tal, mas estou morrendo cozida, que fome, kd o buda de esmeralda (?), ou de Jade, acho que li algo falando isso, como essas orientais são espertas de guarda-chuva, coloridas, amei as roupichas, e cada vestido de festa e voal com tule, nossa esse tule deve esquentar horrores, de chapéu, nossa cada chapéu legal, eu preciso comprar um chapéu, mas é tão difícil de carregar na mala.... 
(Eu só pensava em ir pra casa/hotel é quase duas eu vou me ferrar...rs)



Esse foi o dia mais sofrido pra mim, não estava aguentando o sol, a sede, o meu pé que doía, e só rezava para o guia dizer "Finish"...isso demorou pra caramba e confesso achei muito cansativo e chato, só no final a gente entrou para ver o Buda de esmeralda (que quando foi encontrado acharam que era de esmeralda, devido a cor, mas que descobriram depois ser de Jade), uma estátua bem pequena, que você quase não enxerga, que tem roupa para o frio, o calor, e a chuva (esperto esse Buda) e que apesar de linda, é um sacrifício bem grande para primeiro enxergar de tão longe (haja miopia), só o rei pode chegar perto dele e é ele quem troca as vestimentas, segundo se desviar de zilhões de pessoas, mas finalmente eu venci, nesse pavilhão é necessário ficar descalço, o chão do caminho de onde se deixa os sapatos até lá dentro é quente pra caçamba, então, melhor ter uma meia (dessa dica eu lembrei)

E você tente achar o Buda na foto a baixo, lembrando que lá dentro não é permitido tirar fotografias:
Foto da Bruna

Ao sair o guia nos lembra que nosso ingresso vale para outros dias (7) e incluí museus que ficam dentro do complexo, mas que não tínhamos a menor condição de conhecer no momento.

Já exausta e sem condições físicas, cogitei voltar ao hotel, mas resolvemos almoçar antes, tentamos achar um restaurante indicado, chamado Blue Whale Maharaj, mas todas as indicações não nos levavam a ele, então resolvemos comer no píer que chegamos, que como disse era cheio de lugares simpáticos e coisas bonitinhas.

Mas se der sorte segue as dicas do restaurante Blue Whale Maharaj:
No  menu saladinhas, sanduíches salgados e doces, arroz, peixes, sucos, cafés.
Horários: Sexta a quarta, das 10 às 20h. Não abre às quintas-feiras.
Só aceita pagamento em dinheiro.

Comi esse prato gostoso, fui ao banheiro, me hidratei, e as forças renasceram, apesar da dor no pé gigante. (Baths 374) (Água Baths 20). Detalhe: com o calor forte tem muitas bebidas tipo "frozen" (smoothie) (fruta batida com gelo, iogurte, etc), aproveite para se hidratar e amenizar o calor.

Esqueça os sabores de lá são bem diferentes daqui, o pesto, não é o pesto daqui, os temperos locais são bem diferentes, mas são gostosos também, fuja do conhecido, por que, até o macarrão com molho de tomate vai ter outro gosto, não será manjericão.

Não sabíamos e quem falava inglês fluente não lembrava, então, sempre a gente pedia o queijo ralado assim: "Cheese for put inside"...rs

Além de usarmos ao invés de Meu Deus....a frase....My Buda....rs...afinal estávamos no oriente e precisamos seguir as tradições locais.

Mas não podia deixar de ver a última atração do dia o Wat Pho, que diziam e estavam certos, é um lugar encantador, mais vazio que o Grande Palace e que já estava bem perto da hora de fechar. (Entrada Baths 100). (Gostei mais daqui do que o Grand Palace, que é lindo, mas o Wat Pho tem mais a minha cara)

Esse templo é onde está o Buda reclinado gigante. (46 metros x 15 de altura)
Se você puder vá cedo para ver os monges rezarem, nós vimos isso no Wat Arun, então valeu de qualquer forma. Lá tem a melhor escola de massagem da Tailândia e fica aberta até 18h00, agende a sua, vá olhar o templo e faça a sua massagem no horário marcado.

Nós chegamos perto de fechar, por isso corremos para ver o Buda reclinado, que impressiona.


Doamos Bath 20 e ganhamos um pote cheio de moedas para você jogar nos 108 potes que representam as 108 ações positivas que levaram o Buda a iluminação e que garantem prosperidade. 
Melhor garantir, eu não fujo de uma benção, de uma superstição, eu na verdade não fujo da fé, essa fé que mora em meu coração e acredita nas coisas boas, nas ações, orações, rituais, que fazem a gente materializar a nossa crença, o nosso desejo no melhor para nós e o mundo, seja de que religião for, pois, acredito em religiosidade (que depende de nós, do que acreditamos, fazemos e muito pouco de onde estamos - Há bondade e maldade em todos os lugares, mas dentro de você é você quem decide) 
Se para você é bobagem, assim será.
Se para você é prosperidade assim será.
Eu não tenho dúvida do que é pra mim, e então, assim será.

Depois demos uma volta pelo templo ao ar livre que é belíssimo, com fontes, estátuas e construções lindas, com um jardim que é aproveitado por todos, inclusive pelos monges...e gatinhos, aliás, em toda Tailândia a população de gatos (animais), é grande.




Foto by Bruna


Foto by Bruna 

E depois seguimos para nossa merecida massagem nos pés. (Baths 280 nos pés – 30 minutos)
Confesso que foi bem dolorosa, mas o impressionante é que ao apertar um ponto dos meus pés senti muita dor e o massagista me disse que era o ponto referente ao rim.
Fiquei chocada, por que, aquele desconhecido não sabia nada sobre a minha peregrinação e sofrimentos, transplante e tudo mais, foi incrível, e o mais incrível foi que nos dois pés a dor e o lugar foi o mesmo, mesmo eu não tendo mais um dos rins.
(Vale lembrar que cada doença se refere a um problema emocional e doença nos rins dizem estar ligada ao medo).
Wat Pho
Abre 8h30 às 17h00
Massagem até 18h00



O Sérgio nosso amigo perdeu o óculos e foi em busca do achados e perdidos, em quanto isso, nós aproveitamos que o lugar estava mais vazio para tirar fotos e bailar sobre o pôr do sol multicolorido que resplandeceu no céu.





Íamos ver o pôr do sol desse lado do rio no restaurante indicado Sala Rattanakosin Rooftop Bar que irradia os raios do sol atrás do templo Wat Arun (templo do amanhecer) que dizem que é inesquecível, mas devido a nos perdermos, ao sol forte, e aos desencontros não foi possível, bem, de qualquer forma não iríamos ver do bar, já que é concorrido e pela manhã nosso 'concierge" já nos disse que não tinha mais vaga, mas a gente pretendia caminhar até perto do restaurante e ver se tinha outro lugar ou até mesmo sentar perto para ver esse espetáculo, mas nem sempre as coisas funcionam como programado no roteiro, estava cansada demais, com o pé doendo e não aguentava mais dar um passo. 
Algumas coisas saem do prumo, e muitas vezes se perder é se achar.
E quando isso não acontece, no mínimo se perder se torna aceitar!!!

Mas fica a dica, reservem para ver o por do sol no Sala Rattanakosin Rooftop Bar com antecedência de um dia. 39 Maharat Road Tha Thien, Alley, Bangkok 10200, Tailândia.
É isso ou mais ou menos isso que você verá:
Foto retirada da internet.

Voltamos para o hotel minha parte deu Baths 100 que utilizamos da caixinha coletiva. 

Cansada deitei com meus pesinhos para cima e o pessoal desceu para a piscina do hotel. Na hora que foram comer, gentilmente a Dione me ligou e reuni forças para ir comer um lanchinho com batata frita (essa tem o mesmo gosto...rs).

Depois foi hora de arrumar a mala para partimos para Chiang Mai no outro dia.

Se você ainda não leu, o dia anterior está aqui.

Para seguir para o próximo dia clica aqui

terça-feira, 30 de maio de 2017

2 Bangkok - Dia 30/04/2017 - Mercado Flutuante - Mercado Chatuchak - Sirocco - Primeira volta de tuk-tuk

Acordamos, depois de uma noite cansativa e de um fuso horário de mais 10 horas do nosso fuso costumeiro, mas com pique e disposição para conhecer Bangkok.

Tomamos café, aliás, delicioso, americano, indico nesse hotel o croissant com sabor de manteiga, a salada de frutas e um pão com banana delicioso. Para os asiáticos também tem um espaço com comida de verdade que eles comem logo pela manhã, como o macarrão deles, sopas, etc. (eu só me perguntava que horas o pessoal da cozinha acordava para preparar tantos pratos, tão diversificados).

Nossa van estava a nossa espera, ufa, e seguimos para o Mercado Flutuante, demoramos bastante para chegar devido ao trânsito, mas já não me lembro mais quanto tempo levou.
No caminho a diversidade de carros e formas de condução surpreendem, realmente, o trânsito caótico aqui é asiático, seja lá o que isso significa. O trânsito em Roma é caótico, porém, Bangkok ganha, é difícil entender as leis daqui e se elas existem (?). Tem vários tipos de caminhões abertos que conduzem pessoas, motos com crianças sem capacete, três, quatro, cinco pessoas em uma única moto. A mão inglesa ajuda a nos dar a impressão de caos, parece que estamos na contra-mão sempre e a velocidade embaraça nossos cabelos.

Fotos by Déa


Chegamos ao Mercado Flutuante Damnoen Saduak, o mais famoso, o mais turístico, e que se encontra a 100 Km do capital de Bangkok, como nosso hotel era um pouco mais distante do centro, calculo que demorarmos umas 2 horas para chegar.

O mercado existe há mais de cem anos e era realmente utilizado pela população para suas compras, numa especie de feira, só que no caso deles é em um canal e as compras eram feitas de barcos. 

Com a proliferação de turistas á esse mercado e outros menos conhecidos, o Damnoen Saduak passou a ser visitado quase que exclusivamente por turistas, o que perdeu um pouco o charme de se conhecer um mercado flutuante original e local.

Mas ele é o mercado que vemos nos videos de viagens, nas fotos, e afinal somos turistas né? 

A forma mais fácil de visitá-lo é por meio de agências de turismo ou de guias particulares e não é difícil encontrar isso nos hotéis, nas ruas, nas agências.

Pode ser de meio dia (nosso caso) ou combinado com outras atrações como o mercado na beira dos trilhos de trem, a cidade antiga, etc.

Como nós que fechamos a nossa van, nosso dia ficou dividido entre o Mercado Flutuante e o Mercado Chatuchak, que só acontece aos finais de semana. (era domingo e só tínhamos esse dia para conhecer esse mercado).

Chegando ao Mercado flutuante nosso motorista e guia nos levou numa espécie de sala de espera. Quando chegou nossa vez, dois barcos foram providenciados para nós, em um foram 3 pessoas (Sérgio, Vanusa e Marta) e no outro nós quatro (Bruna, Dione, Michele e eu). Pagamos Baths 860 cada e o troco de Baths 1000 colocamos numa caixinha coletiva.
Vi essa idéia no blog Amanda Noventa, em uma viagem que ela fez com algumas amigas, elas fizeram uma caixinha conjunta, que pagava as despesas em comum, para facilitar trocos e afins. Achei essa ideia bem bacana e prática e colocamos em uso em nossa viagem, sempre que necessário a caixinha é abastecida novamente, com todos dando a mesma quantia, como ela conta nesse link aqui:


Foto by Bruna

Começa o passeio por canais, casas locais, algumas lojas, e a pressão para que se compre se inicia, como nada para comer me apeteceu, sobraram às compras, mas com fama de caro, acho que nosso barqueiro ficou decepcionado conosco, era parar e a gente mandar ele seguir.
Em qualquer lugar do mundo, os guias param onde eles tem conchavo e ganham comissão com as lojas, mas bastava a gente demonstrar qualquer interesse ou apontar que se iniciava uma negociação extensa de baixa de preço ou compre mais pague menos.
Até que você comprasse por cansaço, ou houvesse um não firme, que muitas vezes deixava um constrangimento no ar.
Em Bangkok não se diz: Estou só dando uma olhadinha!!!

As meninas compraram esse coco verde e creia em mim, não parece nada com o nosso. Não curti.




Fotos by Déa

Nós eramos literalmente pescadas pelos vendedores:


Fotos by Déa.

video


Comprei apenas um jogo de moedeiros e um saquinho de alho Tailandês para minha Tia Sandra que vende alho aqui no Brasil, nessa foto tirada pela Marta que estava em outro barco, estou negociando essa compra.
Foto by Vanusa ou Marta que estavam no outro barco do momento que comprei o alho...rs

Foi no canal que aprendemos a não demonstrar interesse por algo caso não houvesse um real interesse em comprar. Lição aprendida, embora difícil de colocar em prática.
Gostei do passeio, curti conhecermos o mais antigo e tradicional mercado flutuante de Bangkok, embora ele já tenha sido tradicional em seu passado, mas agora foi moldado para atender os turistas.
Assim também não houve frustração pela galera!!!

Achei a água dos canais sujos, o povo com uma carinha triste, as comidas como disse não me apeteceram, os produtos tem alguns bem bonitos, como quadros, e infelizmente não descemos para ter outra visão do mercado.




Fotos by Déa


Como fomos no pior horário o congestionamento se fez presente de barcos também, mas gostei dessa muvuca, o nosso barco era a motor, com cobertura (graças a Deus, pois, o sol forte era de lascar) e nosso barqueiro corria pra valer. (Tem barcos a remo)





Tinha muita pessoas fofas, como esse povo triste e sorridente ao mesmo tempo:



E também muita "bizarices", rsss 

Fotos by Déa


Mas amei e agradecidas, nos despedimos do Mercado Flutuante, a Veneza Asiática.




Minha sugestão é: se tiver tempo vá nos dois mercados, se não tiver, faça a sua escolha, o simples, mas mais autêntico Tailing Chan Market (que só funciona aos finais de semana e fica a 12 km do centro) ou o “turisticão” e contra frustrações Damnoen Saduak (que fica a 100km do centro e leva de 1h30 a 2hs do centro)?

De lá fomos para o lendário maior mercado asiático, o Chatuckak, que fica na parte norte de Bangkok, a cerca de 10 km da famosa Khaosan Road.
Você pode chegar ao mercado de metrô (Estação Kamphaengpecth) de Skytrain (á pé 5 minutos das estações Mochit e Chatuchak Station Suan), tuk-tuk, táxi, ou ônibus.
Funciona somente aos finais de semana das 6hs às 18hs.

Foto retirada da internet

Mapa retirado da internet

Nós contratamos o motorista da Van para esses dois passeios, então, do Mercado, seguimos direto para o Chatuchak e eu amei!
Ele é lotado, gigante, só andamos em uma parte dele, cheio de bugigangas.
Lá comprei imã para geladeira, pulseiras, sabonetes, camisetas, colares. E contrariando a máxima de que não tem comida boa no Chatuchak almoçamos por lá, pois, já estávamos famintos. Meu primeiro de milhares (exagerada) Pad Thai.

Foto by Déa

O mercado é realmente enorme e vale um dia de visita sossegado por lá, mas se você não tem esse tempo (nós não tínhamos) o jeito é ficar o máximo de tempo possível e focar no seu interesse, o lugar tem mapa e tem muita coisa para ver.


Foto by Bruna


 Até os monges fazem compras por lá.

Foto by Déa

Guia de sobrevivência para grupos: Como eramos muitos, com diversos interesses, combinamos um horário na Van, pois, no primeiro corredor já perdemos dois dos nossos integrantes...rs, sempre fica dois ou três, mais ou menos juntos, cruzamos no caminho e nos perdemos diversas vezes, mas nos encontramos na Van. (Total da Van Baths 300 cada - Dei Baths 100 ontem e o restante ao final do passeio).

Voltamos para o hotel, nos arrumamos e partimos para a noite em Bangkok apesar do cansaço e do fuso doido na cabeça.
O pessoal resolveu seguir para um show local, e eu e a Bruna resolvemos seguir direto para o Roof do Hotel Lebua o bar Sirocco, onde foi filmado o filme Se beber não case – Parte 3. 

Fomos de van com o pessoal, que nos deixou no Hotel e seguiu para o show. (Usamos a caixinha coletiva) (Baths 85 cada)

Era um dos passeios mais esperados por mim, uma espécie de comemoração aos meus 8 anos de transplante que aconteceu no dia 20 de Abril/2009. E confesso que não decepcionou, seria melhor ter jantado lá, mas dizem que a conta fica próximo de uns R$ 500,00 e achei um pouco "too much".
Ao chegar lá em baixo te perguntam se você tem reserva, eu gastando meu inglês xexelento informei que não, a moça seguiu com algumas instruções que não entendi nada, mas como ela sorriu e indicou o elevador, lá fomos nós, rumo ao 63 andar.

Você desembarca numa espécie de cúpula (foto), que tem mesas (que nós não tínhamos reservado), cheio de vasos com orquídeas gigantes.

Foto by Déa



Te indicam uma escadaria iluminada e ao lado tem uma banda ao vivo, você desce, rezando para não sair rolando até lá em baixo, a vista de centenas de pessoas chics e bem vestidas.


Foto By Bruna


Foto by Déa


Te indicam um bar, um espaço redondo, e iluminado, com mesas ao redor (que nós, repito, não tínhamos reservado) e ficamos ali em pé, no bar, curtindo a vista...


Foto by Déa

O lugar é lindo, a vista embasbacante, você não tem obrigação de consumir nada, mas fica meio chato você não fazer isso.
O garçom assim que chegamos já veio nos perguntar o que queríamos beber (?), eu simpática pedi que ele indicasse o drink.


Fotos by Déa

Quando ele serviu o drink eu com a cara mais boba do mundo disse a ele:
Agora eu posso ficar aqui pra sempre? RS (em inglês tá gentiii)
Ele sem entender tamanho exagero respondeu: Yes!!!!
E assim tomei o drink mais caro da minha vida (U$ 23,00 aproximadamente R$ 80,00 + IOF), na vista mais linda da minha vida...





Fotos by Déa

E me emocionei, como sempre, ao imaginar que um dia há alguns anos atrás minha vista era de pessoas partindo, na UTI, sem falar, me mexer, comer ou beber, e agora eu estava em um lugar chic demais, no outro lado do meu mundo, numa vista vertiginosa, tomando um drink e brindando a vida.
Se esse não for o resumo para um dia a gente chora, no outro o gente ri, eu não sei mais..




Esperamos o pessoal uma hora aproximadamente, na esperança que eles saíssem do show e viessem se encontrar com a gente ali, mas como isso não aconteceu, e nosso único drink estava no fim (e pela terceira vez, não tínhamos mesa nem cacife para pedir um novo drink...rs), partimos para a Khaosam Road, mais precisamente Rambutri, que é quase a continuação da Khaosan Road, só que menos bagaceira. (Táxi do hotel Lebua até a Rambutri – Baths 77 – Usamos novamente a caixinha coletiva)
Muitos bares já estavam fechados, mas amei a Rambutri, ela é todo iluminada com lanternas, tem muitas lojinhas e restaurantes, só que é mais calma.

Fotos by Déa


E o meu mico número 2 aconteceu ali. Entrei em um bar e perguntei para a atendente se a Chicken estava fechada? Rs
Rimos de chorar ao perceber que perguntei se a galinha estava fechada e não se a Kitchen (cozinha)?

A “ckicken” estava fechada, felizmente, e seguimos para outro bar, onde eu preferi não fazer essa pergunta, para alivio da Bruna que me acompanhava. Pedi algo para comer (Baths 80), passamos numa Seven Eleven onde comprei finalmente água e encontrei meus primeiros produtinhos Cathy Dolls (marca Coreana que faz muito sucesso lá na Tailândia e que tem diversas máscaras para o rosto e produtinhos cuti cuti), e seguimos para a última e derradeira aventura da noite: Andar de Tuk-Tuk.

Foto by Déa

Assim que você pisa na avenida, mil pessoas te abordam para te oferecer de tudo, mas principalmente táxi e tuk-tuk, como não tínhamos andado ainda, tentei negociar um abatimento com o motorista e fui dando as notas aos poucos, até chegar num valor bem mais próximo do que ele tinha pedido, mas não tão exato (OI?). (Ele pediu Baths 200 pela corrida eu paguei negociando Baths 190...rs...diz se não sou uma ótima negociante?)

Não sei se por isso, ou pela energia de Bangkok ele acelerou loucamente e se divertia com os nossos gritinhos e sustos, o Tuk-Tuk parece um mini carro alegórico, com adereços, luzes, e um Tailandês com cara de louco rindo e não entendendo nada do que a gente fala, e a gente sem "Loção" se ele entendeu alguma coisa do que a gente disse, na esperança, é claro, que pelo menos o hotel ele tenha entendido, voando e entrando a esquerda ao invés da direita.
A mão inglesa, que nos fazia pensar estar na contra-mão sempre, fez com que nossa volta ao hotel fosse tão vertiginosa como todo esse dia, o alivio se dá quando você desembarca no seu hotel e percebe que apesar da comunicação mímica o motorista te trouxe para o lugar certo e viva.


Note que tem uma plaquinha de proibido colocar os pés, é que para os Tailandeses os pés são a parte mais suja do corpo, e a cabeça a parte mais iluminada, então não seja um turista mal educado e não coloque seus pés próximo da cabeça do coitado. Ahhh nem passe a mão na cabeça de um Tailandês (não sei se você se der bem, se isso ainda é proibido..rs), principalmente crianças, como estamos acostumados, ok?

E assim sem sono, e o coração a mil, eu mandei uma mensagem para meus amigos que me acompanharam no Whatsapp sobre minha emoção e gratidão, não por estar viajando, não por ter tomado drinks caros em lugares chics, não por ter voado em um tuk-tuk que eu só tinha visto em filmes, mas por estar assim VIVA.