quarta-feira, 31 de maio de 2017

3 Bangkok - Dia 01/05/2017 - Dia de Templos: Wats Arun, Grande Palace e Pho

Em nosso último dia em Bangkok era uma segunda-feira. Nossas escolhas de ontem se deram por conta de ser final de semana e o Mercado Chatuchak só funcionar aos finais de semana, por isso, deixamos os templos para esse dia.

Como tinha pesquisado que nas proximidades do nosso hotel tinha um píer e que de lá saiam barcos para os templos que queríamos conhecer, caminhamos até lá, comprei água em uma vendinha perto do hotel bem mais barato (Baths 7), pegamos um barco (Baths 35) e ao pedir informação mandaram que nós descêssemos no próximo píer, ou seja, a gente só atravessou o rio e descemos do outro lado.

Descemos e embora não fosse isso que eu tinha pesquisado, já que o primeiro templo que iríamos era no mesmo lado do rio do nosso hotel, achei que talvez as pessoas locais tivessem mais informações do que eu.

Descemos em um lugar estranho perguntamos e aqui vai uma dica, nosso sotaque e jeito de falar, nossa pronúncia pode não fazer o menor sentido para os locais, por isso, a melhor forma de se comunicar é mostrar o nome de onde você deseja ir escrito, de preferência com a linguagem local.

Todos nos mandavam seguir adiante, acho que por só entenderem a palavra Wat (templo) e a cidade ter zilhões de templos, qualquer um servia...rs

Bom perguntamos para um Tuk-tuk que se mostrou mais embaralhado do que os demais, desconfiados, resolvemos voltar para o píer, e pegar novamente o barco.

Novamente a comunicação não foi tão eficiente, a mulher nos vendeu um “boat” que custava Baths 100, bem mais caro que o primeiro que tomamos.
Depois percebemos o por que, era uma espécie de lancha, mais rápida e talvez um pouco mais privativa, não tão, já que se sentou ao meu lado um oriental chato pra caramba que ficava falando sabe-se lá o que e rindo de mim ou pra mim e me olhando....




Talvez o boat foi mais caro por que era dirigido por essa simpática mulher:


No caminhos vários barcos fofos e paisagens lindas e o venerado e respeitado rei presente nos lugares mais inimagináveis.





O barco estava quase indo embora, já passando o Wat Arun e eu na expectativa de uma manobra, quando percebi que não iria parar gritei....(essa sou eu): Wat Arun?
A motorista: Wat Arun????? Quem mais vai descer aqui?
Meus amigos levantaram o braço, e numa quase meia volta, chegamos finalmente ao Wat Arun que era nosso primeiro destino.



O edifício original era um templo modesto, e o Buda de esmeralda ficava lá. Ao notar que o templo era a primeira construção a pegar a luz da manhã, o rei Taksin chamou o templo de "Templo do Amanhacer". Aruna é um Deus indiano do amanhecer e Wat significa templo.
Em 1782 o rei Rama I transferiu a capital para o outro lado do rio e levou a estátua com ele.
As torres em estilo khmer do templo foram adicionadas por seus dois sucessores no inicio do século XIX, o pagode de quatro cantos, ou prang é uma representação arquitetônica do mítico Monte Meru, o centro do mundo na cosmologia budista. O pequenos pedaços de porcelana e vidro colorido foram um toque do Rei ao perceber que os navios que paravam lá, descartavam os azulejos e porcelanas quebradas. É impressionante a montagem de flores e outras figuras com essa técnica de mosaico. Minhas amigas arteiras iam pirar nas "frozinhas"...









Eu amo os monges, seus trajes, seus olhares, seu mistério, amo laranja também, só para sua informação, então, onde eu os via, meus olhos se enchiam de contemplação. Os monges não falam com mulheres...azar o deles...por que eles estão perdendo um belo de um papo comigo. (não peça informação, nem fale com eles ok?)

Em nossa visita a escadas para o pináculo estavam fechadas para reforma e infelizmente não pudemos ver a vista, que dizem ser linda, da cidade.

A entrada custou 50 Baths.
O templo é belíssimo e só senti não puder subir para ver a vista, mas tinha monges rezando, lugar para sentar e fugir do sol, e tinha na saída uma tenda com a possibilidade de se vestir toda de Tailandesa, mas minhas amigas, devido ao calor não toparam o desafio, tenho certeza que nossa foto vestidas assim ficaria linda. Comprei incenso, provavelmente super abençoado pelas orações dos monges.
Comprei água (Baths 20) pois o calor era intenso e depois da nossa visita tomamos o barco para o outro lado do rio (Baths 40).

Ao desembarcarmos nesse píer (Ta Chang) do Grande Palace, um shopping ao ar livre se descortinou, muitos restaurantes, tendas com coisinhas diversas, como óculos de sol, enfeites, etc,  e uma sorveteria italiana ,veja só, onde comprei um sorvete fofo  (Baths 129). 
Um lugar encantador.





Dali era só seguir uma rua principal a direita e depois seguir o fluxo para se encontrar o Grande Palace, antiga residência do rei.
Na porta diversos guias ofereciam seus serviços e como o calor era forte, o cansaço também, achamos melhor contratar um deles para nos levar diretamente ao ponto e não ficarmos perdidos por lá (700 Baths, o que deu Baths 100 para cada um de nós).
 A entrada foi  Baths 500 e duas de nossas amigas já foram barradas pelo nosso guia devido a roupa.
O Grand Palace e Templo “Wat Phara Kaew” (Buda de Esmeralda) é um conjunto de construções, a maioria fechada a visitação (são vários).
É o templo mais rigorosos quanto a vestimenta, tem que ter coberto os ombros e joelhos. Elas compraram uma camiseta e lenços para amarrar como saia.
Ao entrar você é levado pela multidão, como em Roma, no vaticano...rs, eu só fui indo, entre uma construção e outra, te digo, é céu aberto, então, não esqueça minhas dicas aqui, as mesmas que não segui e por isso sofri igual um camelo.
Não esqueça de levar água.Nunca esqueça disso.
Vá de chapéu, pelo amor aos céus e ao sol.
Por mais complicado que seja o tira e coloca o sapato, vá de tênis, todo e qualquer outro sapato que machuque fará do seu dia um inferno.
Óculos de sol.
Meia para o chão pelando de quente do templo.
Roupas adequadas para o templo, mas o mais frescas possíveis.
E muita, mais muita paciência com a multidão.

Como todos os templos de lá, são lindos, cheios de detalhes, ornamentos, histórias e beleza. Difícil de mostrar por fotos ou descrever. Parece um mundo encantado de princesas e castelos, orientais é claro.



Acho que foi o primeiro lugar que vi de perto as flores de lótus tão amadas e com um significado tão especial para mim.
Eu sabia muito pouco sobre elas, até que uma amiga me presenteou com uma de cristal e me disse que eu era como a flor de lótus, que tinha vencido o limbo e tinha renascido linda e forte a caminho do sol. Essa flor ganhou um significado especial para mim e vê-las de perto foi emocionante.



Nosso guia, super empolgado, sério e compenetrado, explicando detalhadamente a história de batalhas de seres mitológicos e os detalhes do lugar.


Eu com cara super compenetrada, pensando: que merda não ter trazido água, onde posso me sentar, que sol forte caramba, por que, a gente tem que cobrir os ombros, que calor da p....., tudo bem que tem que respeitar o lugar e tal, mas estou morrendo cozida, que fome, kd o buda de esmeralda (?), ou de Jade, acho que li algo falando isso, como essas orientais são espertas de guarda-chuva, coloridas, amei as roupichas, e cada vestido de festa e voal com tule, nossa esse tule deve esquentar horrores, de chapéu, nossa cada chapéu legal, eu preciso comprar um chapéu, mas é tão difícil de carregar na mala.... 
(Eu só pensava em ir pra casa/hotel é quase duas eu vou me ferrar...rs)



Esse foi o dia mais sofrido pra mim, não estava aguentando o sol, a sede, o meu pé que doía, e só rezava para o guia dizer "Finish"...isso demorou pra caramba e confesso achei muito cansativo e chato, só no final a gente entrou para ver o Buda de esmeralda (que quando foi encontrado acharam que era de esmeralda, devido a cor, mas que descobriram depois ser de Jade), uma estátua bem pequena, que você quase não enxerga, que tem roupa para o frio, o calor, e a chuva (esperto esse Buda) e que apesar de linda, é um sacrifício bem grande para primeiro enxergar de tão longe (haja miopia), só o rei pode chegar perto dele e é ele quem troca as vestimentas, segundo se desviar de zilhões de pessoas, mas finalmente eu venci, nesse pavilhão é necessário ficar descalço, o chão do caminho de onde se deixa os sapatos até lá dentro é quente pra caçamba, então, melhor ter uma meia (dessa dica eu lembrei)

E você tente achar o Buda na foto a baixo, lembrando que lá dentro não é permitido tirar fotografias:
Foto da Bruna

Ao sair o guia nos lembra que nosso ingresso vale para outros dias (7) e incluí museus que ficam dentro do complexo, mas que não tínhamos a menor condição de conhecer no momento.

Já exausta e sem condições físicas, cogitei voltar ao hotel, mas resolvemos almoçar antes, tentamos achar um restaurante indicado, chamado Blue Whale Maharaj, mas todas as indicações não nos levavam a ele, então resolvemos comer no píer que chegamos, que como disse era cheio de lugares simpáticos e coisas bonitinhas.

Mas se der sorte segue as dicas do restaurante Blue Whale Maharaj:
No  menu saladinhas, sanduíches salgados e doces, arroz, peixes, sucos, cafés.
Horários: Sexta a quarta, das 10 às 20h. Não abre às quintas-feiras.
Só aceita pagamento em dinheiro.

Comi esse prato gostoso, fui ao banheiro, me hidratei, e as forças renasceram, apesar da dor no pé gigante. (Baths 374) (Água Baths 20). Detalhe: com o calor forte tem muitas bebidas tipo "frozen" (smoothie) (fruta batida com gelo, iogurte, etc), aproveite para se hidratar e amenizar o calor.

Esqueça os sabores de lá são bem diferentes daqui, o pesto, não é o pesto daqui, os temperos locais são bem diferentes, mas são gostosos também, fuja do conhecido, por que, até o macarrão com molho de tomate vai ter outro gosto, não será manjericão.

Não sabíamos e quem falava inglês fluente não lembrava, então, sempre a gente pedia o queijo ralado assim: "Cheese for put inside"...rs

Além de usarmos ao invés de Meu Deus....a frase....My Buda....rs...afinal estávamos no oriente e precisamos seguir as tradições locais.

Mas não podia deixar de ver a última atração do dia o Wat Pho, que diziam e estavam certos, é um lugar encantador, mais vazio que o Grande Palace e que já estava bem perto da hora de fechar. (Entrada Baths 100). (Gostei mais daqui do que o Grand Palace, que é lindo, mas o Wat Pho tem mais a minha cara)

Esse templo é onde está o Buda reclinado gigante. (46 metros x 15 de altura)
Se você puder vá cedo para ver os monges rezarem, nós vimos isso no Wat Arun, então valeu de qualquer forma. Lá tem a melhor escola de massagem da Tailândia e fica aberta até 18h00, agende a sua, vá olhar o templo e faça a sua massagem no horário marcado.

Nós chegamos perto de fechar, por isso corremos para ver o Buda reclinado, que impressiona.


Doamos Bath 20 e ganhamos um pote cheio de moedas para você jogar nos 108 potes que representam as 108 ações positivas que levaram o Buda a iluminação e que garantem prosperidade. 
Melhor garantir, eu não fujo de uma benção, de uma superstição, eu na verdade não fujo da fé, essa fé que mora em meu coração e acredita nas coisas boas, nas ações, orações, rituais, que fazem a gente materializar a nossa crença, o nosso desejo no melhor para nós e o mundo, seja de que religião for, pois, acredito em religiosidade (que depende de nós, do que acreditamos, fazemos e muito pouco de onde estamos - Há bondade e maldade em todos os lugares, mas dentro de você é você quem decide) 
Se para você é bobagem, assim será.
Se para você é prosperidade assim será.
Eu não tenho dúvida do que é pra mim, e então, assim será.

Depois demos uma volta pelo templo ao ar livre que é belíssimo, com fontes, estátuas e construções lindas, com um jardim que é aproveitado por todos, inclusive pelos monges...e gatinhos, aliás, em toda Tailândia a população de gatos (animais), é grande.




Foto by Bruna


Foto by Bruna 

E depois seguimos para nossa merecida massagem nos pés. (Baths 280 nos pés – 30 minutos)
Confesso que foi bem dolorosa, mas o impressionante é que ao apertar um ponto dos meus pés senti muita dor e o massagista me disse que era o ponto referente ao rim.
Fiquei chocada, por que, aquele desconhecido não sabia nada sobre a minha peregrinação e sofrimentos, transplante e tudo mais, foi incrível, e o mais incrível foi que nos dois pés a dor e o lugar foi o mesmo, mesmo eu não tendo mais um dos rins.
(Vale lembrar que cada doença se refere a um problema emocional e doença nos rins dizem estar ligada ao medo).
Wat Pho
Abre 8h30 às 17h00
Massagem até 18h00



O Sérgio nosso amigo perdeu o óculos e foi em busca do achados e perdidos, em quanto isso, nós aproveitamos que o lugar estava mais vazio para tirar fotos e bailar sobre o pôr do sol multicolorido que resplandeceu no céu.





Íamos ver o pôr do sol desse lado do rio no restaurante indicado Sala Rattanakosin Rooftop Bar que irradia os raios do sol atrás do templo Wat Arun (templo do amanhecer) que dizem que é inesquecível, mas devido a nos perdermos, ao sol forte, e aos desencontros não foi possível, bem, de qualquer forma não iríamos ver do bar, já que é concorrido e pela manhã nosso 'concierge" já nos disse que não tinha mais vaga, mas a gente pretendia caminhar até perto do restaurante e ver se tinha outro lugar ou até mesmo sentar perto para ver esse espetáculo, mas nem sempre as coisas funcionam como programado no roteiro, estava cansada demais, com o pé doendo e não aguentava mais dar um passo. 
Algumas coisas saem do prumo, e muitas vezes se perder é se achar.
E quando isso não acontece, no mínimo se perder se torna aceitar!!!

Mas fica a dica, reservem para ver o por do sol no Sala Rattanakosin Rooftop Bar com antecedência de um dia. 39 Maharat Road Tha Thien, Alley, Bangkok 10200, Tailândia.
É isso ou mais ou menos isso que você verá:
Foto retirada da internet.

Voltamos para o hotel minha parte deu Baths 100 que utilizamos da caixinha coletiva. 

Cansada deitei com meus pesinhos para cima e o pessoal desceu para a piscina do hotel. Na hora que foram comer, gentilmente a Dione me ligou e reuni forças para ir comer um lanchinho com batata frita (essa tem o mesmo gosto...rs).

Depois foi hora de arrumar a mala para partimos para Chiang Mai no outro dia.

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