terça-feira, 30 de maio de 2017

2 Bangkok - Dia 30/04/2017 - Mercado Flutuante - Mercado Chatuchak - Sirocco - Primeira volta de tuk-tuk

Acordamos, depois de uma noite cansativa e de um fuso horário de mais 10 horas do nosso fuso costumeiro, mas com pique e disposição para conhecer Bangkok.

Tomamos café, aliás, delicioso, americano, indico nesse hotel o croissant com sabor de manteiga, a salada de frutas e um pão com banana delicioso. Para os asiáticos também tem um espaço com comida de verdade que eles comem logo pela manhã, como o macarrão deles, sopas, etc. (eu só me perguntava que horas o pessoal da cozinha acordava para preparar tantos pratos, tão diversificados).

Nossa van estava a nossa espera, ufa, e seguimos para o Mercado Flutuante, demoramos bastante para chegar devido ao trânsito, mas já não me lembro mais quanto tempo levou.
No caminho a diversidade de carros e formas de condução surpreendem, realmente, o trânsito caótico aqui é asiático, seja lá o que isso significa. O trânsito em Roma é caótico, porém, Bangkok ganha, é difícil entender as leis daqui e se elas existem (?). Tem vários tipos de caminhões abertos que conduzem pessoas, motos com crianças sem capacete, três, quatro, cinco pessoas em uma única moto. A mão inglesa ajuda a nos dar a impressão de caos, parece que estamos na contra-mão sempre e a velocidade embaraça nossos cabelos.

Fotos by Déa


Chegamos ao Mercado Flutuante Damnoen Saduak, o mais famoso, o mais turístico, e que se encontra a 100 Km do capital de Bangkok, como nosso hotel era um pouco mais distante do centro, calculo que demorarmos umas 2 horas para chegar.

O mercado existe há mais de cem anos e era realmente utilizado pela população para suas compras, numa especie de feira, só que no caso deles é em um canal e as compras eram feitas de barcos. 

Com a proliferação de turistas á esse mercado e outros menos conhecidos, o Damnoen Saduak passou a ser visitado quase que exclusivamente por turistas, o que perdeu um pouco o charme de se conhecer um mercado flutuante original e local.

Mas ele é o mercado que vemos nos videos de viagens, nas fotos, e afinal somos turistas né? 

A forma mais fácil de visitá-lo é por meio de agências de turismo ou de guias particulares e não é difícil encontrar isso nos hotéis, nas ruas, nas agências.

Pode ser de meio dia (nosso caso) ou combinado com outras atrações como o mercado na beira dos trilhos de trem, a cidade antiga, etc.

Como nós que fechamos a nossa van, nosso dia ficou dividido entre o Mercado Flutuante e o Mercado Chatuchak, que só acontece aos finais de semana. (era domingo e só tínhamos esse dia para conhecer esse mercado).

Chegando ao Mercado flutuante nosso motorista e guia nos levou numa espécie de sala de espera. Quando chegou nossa vez, dois barcos foram providenciados para nós, em um foram 3 pessoas (Sérgio, Vanusa e Marta) e no outro nós quatro (Bruna, Dione, Michele e eu). Pagamos Baths 860 cada e o troco de Baths 1000 colocamos numa caixinha coletiva.
Vi essa idéia no blog Amanda Noventa, em uma viagem que ela fez com algumas amigas, elas fizeram uma caixinha conjunta, que pagava as despesas em comum, para facilitar trocos e afins. Achei essa ideia bem bacana e prática e colocamos em uso em nossa viagem, sempre que necessário a caixinha é abastecida novamente, com todos dando a mesma quantia, como ela conta nesse link aqui:


Foto by Bruna

Começa o passeio por canais, casas locais, algumas lojas, e a pressão para que se compre se inicia, como nada para comer me apeteceu, sobraram às compras, mas com fama de caro, acho que nosso barqueiro ficou decepcionado conosco, era parar e a gente mandar ele seguir.
Em qualquer lugar do mundo, os guias param onde eles tem conchavo e ganham comissão com as lojas, mas bastava a gente demonstrar qualquer interesse ou apontar que se iniciava uma negociação extensa de baixa de preço ou compre mais pague menos.
Até que você comprasse por cansaço, ou houvesse um não firme, que muitas vezes deixava um constrangimento no ar.
Em Bangkok não se diz: Estou só dando uma olhadinha!!!

As meninas compraram esse coco verde e creia em mim, não parece nada com o nosso. Não curti.




Fotos by Déa

Nós eramos literalmente pescadas pelos vendedores:


Fotos by Déa.

video


Comprei apenas um jogo de moedeiros e um saquinho de alho Tailandês para minha Tia Sandra que vende alho aqui no Brasil, nessa foto tirada pela Marta que estava em outro barco, estou negociando essa compra.
Foto by Vanusa ou Marta que estavam no outro barco do momento que comprei o alho...rs

Foi no canal que aprendemos a não demonstrar interesse por algo caso não houvesse um real interesse em comprar. Lição aprendida, embora difícil de colocar em prática.
Gostei do passeio, curti conhecermos o mais antigo e tradicional mercado flutuante de Bangkok, embora ele já tenha sido tradicional em seu passado, mas agora foi moldado para atender os turistas.
Assim também não houve frustração pela galera!!!

Achei a água dos canais sujos, o povo com uma carinha triste, as comidas como disse não me apeteceram, os produtos tem alguns bem bonitos, como quadros, e infelizmente não descemos para ter outra visão do mercado.




Fotos by Déa


Como fomos no pior horário o congestionamento se fez presente de barcos também, mas gostei dessa muvuca, o nosso barco era a motor, com cobertura (graças a Deus, pois, o sol forte era de lascar) e nosso barqueiro corria pra valer. (Tem barcos a remo)





Tinha muita pessoas fofas, como esse povo triste e sorridente ao mesmo tempo:



E também muita "bizarices", rsss 

Fotos by Déa


Mas amei e agradecidas, nos despedimos do Mercado Flutuante, a Veneza Asiática.




Minha sugestão é: se tiver tempo vá nos dois mercados, se não tiver, faça a sua escolha, o simples, mas mais autêntico Tailing Chan Market (que só funciona aos finais de semana e fica a 12 km do centro) ou o “turisticão” e contra frustrações Damnoen Saduak (que fica a 100km do centro e leva de 1h30 a 2hs do centro)?

De lá fomos para o lendário maior mercado asiático, o Chatuckak, que fica na parte norte de Bangkok, a cerca de 10 km da famosa Khaosan Road.
Você pode chegar ao mercado de metrô (Estação Kamphaengpecth) de Skytrain (á pé 5 minutos das estações Mochit e Chatuchak Station Suan), tuk-tuk, táxi, ou ônibus.
Funciona somente aos finais de semana das 6hs às 18hs.

Foto retirada da internet

Mapa retirado da internet

Nós contratamos o motorista da Van para esses dois passeios, então, do Mercado, seguimos direto para o Chatuchak e eu amei!
Ele é lotado, gigante, só andamos em uma parte dele, cheio de bugigangas.
Lá comprei imã para geladeira, pulseiras, sabonetes, camisetas, colares. E contrariando a máxima de que não tem comida boa no Chatuchak almoçamos por lá, pois, já estávamos famintos. Meu primeiro de milhares (exagerada) Pad Thai.

Foto by Déa

O mercado é realmente enorme e vale um dia de visita sossegado por lá, mas se você não tem esse tempo (nós não tínhamos) o jeito é ficar o máximo de tempo possível e focar no seu interesse, o lugar tem mapa e tem muita coisa para ver.


Foto by Bruna


 Até os monges fazem compras por lá.

Foto by Déa

Guia de sobrevivência para grupos: Como eramos muitos, com diversos interesses, combinamos um horário na Van, pois, no primeiro corredor já perdemos dois dos nossos integrantes...rs, sempre fica dois ou três, mais ou menos juntos, cruzamos no caminho e nos perdemos diversas vezes, mas nos encontramos na Van. (Total da Van Baths 300 cada - Dei Baths 100 ontem e o restante ao final do passeio).

Voltamos para o hotel, nos arrumamos e partimos para a noite em Bangkok apesar do cansaço e do fuso doido na cabeça.
O pessoal resolveu seguir para um show local, e eu e a Bruna resolvemos seguir direto para o Roof do Hotel Lebua o bar Sirocco, onde foi filmado o filme Se beber não case – Parte 3. 

Fomos de van com o pessoal, que nos deixou no Hotel e seguiu para o show. (Usamos a caixinha coletiva) (Baths 85 cada)

Era um dos passeios mais esperados por mim, uma espécie de comemoração aos meus 8 anos de transplante que aconteceu no dia 20 de Abril/2009. E confesso que não decepcionou, seria melhor ter jantado lá, mas dizem que a conta fica próximo de uns R$ 500,00 e achei um pouco "too much".
Ao chegar lá em baixo te perguntam se você tem reserva, eu gastando meu inglês xexelento informei que não, a moça seguiu com algumas instruções que não entendi nada, mas como ela sorriu e indicou o elevador, lá fomos nós, rumo ao 63 andar.

Você desembarca numa espécie de cúpula (foto), que tem mesas (que nós não tínhamos reservado), cheio de vasos com orquídeas gigantes.

Foto by Déa



Te indicam uma escadaria iluminada e ao lado tem uma banda ao vivo, você desce, rezando para não sair rolando até lá em baixo, a vista de centenas de pessoas chics e bem vestidas.


Foto By Bruna


Foto by Déa


Te indicam um bar, um espaço redondo, e iluminado, com mesas ao redor (que nós, repito, não tínhamos reservado) e ficamos ali em pé, no bar, curtindo a vista...


Foto by Déa

O lugar é lindo, a vista embasbacante, você não tem obrigação de consumir nada, mas fica meio chato você não fazer isso.
O garçom assim que chegamos já veio nos perguntar o que queríamos beber (?), eu simpática pedi que ele indicasse o drink.


Fotos by Déa

Quando ele serviu o drink eu com a cara mais boba do mundo disse a ele:
Agora eu posso ficar aqui pra sempre? RS (em inglês tá gentiii)
Ele sem entender tamanho exagero respondeu: Yes!!!!
E assim tomei o drink mais caro da minha vida (U$ 23,00 aproximadamente R$ 80,00 + IOF), na vista mais linda da minha vida...





Fotos by Déa

E me emocionei, como sempre, ao imaginar que um dia há alguns anos atrás minha vista era de pessoas partindo, na UTI, sem falar, me mexer, comer ou beber, e agora eu estava em um lugar chic demais, no outro lado do meu mundo, numa vista vertiginosa, tomando um drink e brindando a vida.
Se esse não for o resumo para um dia a gente chora, no outro o gente ri, eu não sei mais..




Esperamos o pessoal uma hora aproximadamente, na esperança que eles saíssem do show e viessem se encontrar com a gente ali, mas como isso não aconteceu, e nosso único drink estava no fim (e pela terceira vez, não tínhamos mesa nem cacife para pedir um novo drink...rs), partimos para a Khaosam Road, mais precisamente Rambutri, que é quase a continuação da Khaosan Road, só que menos bagaceira. (Táxi do hotel Lebua até a Rambutri – Baths 77 – Usamos novamente a caixinha coletiva)
Muitos bares já estavam fechados, mas amei a Rambutri, ela é todo iluminada com lanternas, tem muitas lojinhas e restaurantes, só que é mais calma.

Fotos by Déa


E o meu mico número 2 aconteceu ali. Entrei em um bar e perguntei para a atendente se a Chicken estava fechada? Rs
Rimos de chorar ao perceber que perguntei se a galinha estava fechada e não se a Kitchen (cozinha)?

A “ckicken” estava fechada, felizmente, e seguimos para outro bar, onde eu preferi não fazer essa pergunta, para alivio da Bruna que me acompanhava. Pedi algo para comer (Baths 80), passamos numa Seven Eleven onde comprei finalmente água e encontrei meus primeiros produtinhos Cathy Dolls (marca Coreana que faz muito sucesso lá na Tailândia e que tem diversas máscaras para o rosto e produtinhos cuti cuti), e seguimos para a última e derradeira aventura da noite: Andar de Tuk-Tuk.

Foto by Déa

Assim que você pisa na avenida, mil pessoas te abordam para te oferecer de tudo, mas principalmente táxi e tuk-tuk, como não tínhamos andado ainda, tentei negociar um abatimento com o motorista e fui dando as notas aos poucos, até chegar num valor bem mais próximo do que ele tinha pedido, mas não tão exato (OI?). (Ele pediu Baths 200 pela corrida eu paguei negociando Baths 190...rs...diz se não sou uma ótima negociante?)

Não sei se por isso, ou pela energia de Bangkok ele acelerou loucamente e se divertia com os nossos gritinhos e sustos, o Tuk-Tuk parece um mini carro alegórico, com adereços, luzes, e um Tailandês com cara de louco rindo e não entendendo nada do que a gente fala, e a gente sem "Loção" se ele entendeu alguma coisa do que a gente disse, na esperança, é claro, que pelo menos o hotel ele tenha entendido, voando e entrando a esquerda ao invés da direita.
A mão inglesa, que nos fazia pensar estar na contra-mão sempre, fez com que nossa volta ao hotel fosse tão vertiginosa como todo esse dia, o alivio se dá quando você desembarca no seu hotel e percebe que apesar da comunicação mímica o motorista te trouxe para o lugar certo e viva.


Note que tem uma plaquinha de proibido colocar os pés, é que para os Tailandeses os pés são a parte mais suja do corpo, e a cabeça a parte mais iluminada, então não seja um turista mal educado e não coloque seus pés próximo da cabeça do coitado. Ahhh nem passe a mão na cabeça de um Tailandês (não sei se você se der bem, se isso ainda é proibido..rs), principalmente crianças, como estamos acostumados, ok?

E assim sem sono, e o coração a mil, eu mandei uma mensagem para meus amigos que me acompanharam no Whatsapp sobre minha emoção e gratidão, não por estar viajando, não por ter tomado drinks caros em lugares chics, não por ter voado em um tuk-tuk que eu só tinha visto em filmes, mas por estar assim VIVA.




Nenhum comentário:

Postar um comentário