segunda-feira, 29 de maio de 2017

1 SP/Lome/Addis Ababa/Bangkok - Dia 27, 28 e 29/04 - A Chegada.

Dia 27/04/2017 chegou rapidamente...Dia de literalmente EMBARCAR....se ENTREGAR ao desconhecido.

Esse é aquele dia reservado para barba, cabelo, bigode, como bem disse minha companheira de viagem a Dione. E foi o que fiz, além, claro de fechar a mala, dar uma conferida na documentação necessária e preparar o coração.

Com a eminente possibilidade de uma greve geral e uma greve dos aeroviários á (talvez) 24h00 do dia do nosso embarque, achamos melhor adiantar nossa ida para o aeroporto para às 21h00 (nosso vôo era 1h00 da manhã do dia 28, mas como vôo internacional temos que estar no aeroporto para check in 3 horas antes,estávamos adiantados somente 1 horas a mais). 

Então jantei uma comidinha leve e parti às 18h00 de uber de um vizinho.
Coitado, não parei de falar um segundo, nervosa, trânsito, ansiedade, e um milhão de sentimentos dispararam a matraca que existe em mim, pior, dessas sem tramela...rs

Cheguei ao aeroporto 21h00 e meus parceiros de viagem já estavam lá, aguardamos a amiga agente de viagem, que nos presenteou com um identificador de mala de couro, onde ela "fofamente" escreveu nossos dados e os endereços de todos os hotéis que ficaríamos, além de se colocar como em caso de emergência, achei bem interessante essa identificação, no caso, de Deus nos livre a mala se perder, a companhia tinha o endereço em cada lugar que ficaríamos, fica a dica aí meu povo.
Além dessa fofura, ganhamos também um bloquinho para anotações sobre a viagem, que usei demais.

Tínhamos checado antes com a amiga agente e também no site da companhia, mas as informações sobre o peso e a quantidade de malas era confuso na Ethiopian.
Mas o que conseguimos apurar era que teríamos direito á:

2 malas para despachar, cada uma com 32 quilos.
1 mala de bordo/mãos de 5 ou 7 quilos, aqui não ficou claro.
Ainda tínhamos direito a levar uma bolsa feminina.

A dica aqui da nossa amiga foi a seguinte: Fotografem a mala no check in, pois, se sua mala rasgar, furar, ou algo parecido, você terá a foto para comprovar.
Eu também já iria tirar a foto do Seal Bag, aquele lacre que contei em posts anteriores que inibem que mexam na sua mala e/ou roubem. 

Outra ótima dica da nossa amiga foi, vejam o ticket colocado na mala, ele indica o aeroporto de destino da mala, não importa o que digam, conexões, escalas, o que tiver marcado lá é o que os agentes seguem, no nosso caso, nossa mala só seria retirada no destino final no aeroporto de Bangkok (a etiqueta estava BKK que é a sigla do aeroporto Suvarnabhumi)

Fizemos check in, fomos pra o free shop e fico bem aflita de ter pessoas me esperando, por que, sou muito indecisa para escolher óculos de sol e me presenteei com um, além de um perfume e um chocolate.
(Dá para fazer reserva no free shop tanto no embarque, como no desembarque, no embarque o que vale é a cota do país que você visitará, dá sim para comprar perfume, é só manter no saco do free lacrado, e no Brasil tem uma promoção de pagamento em até 10X no cartão mastercard, o quantidade das parcelas vai subindo conforme o valor das compras, mas vale se informar a respeito, para fazer a melhor compra...ah se você converter para reais na hora, não paga IOF e já garante o dólar do dia, e dá para pagar nesse caso com cartão nacional – Fica a dica para quem não sabe).

Dia 28/04/2017
Dividimos um lanchinho e em seguida já aconteceu o embarque, tudo muito rápido e leve e sem claro perder a chance de dar um fora:
Ao entrar no avião, uma garotinha japinha linda, me sorri lindamente e me pegunta?
Você está indo pra onde?
Eu ingenuamente respondo:
Eu estou indo para onde você está indo. Para onde você está indo?
(tudo isso super simpática e em bom tom de voz).
Ela responde: Eu estou indo para o Japão.
Kakakakakaka.
Eu só me esqueci, que aviões fazem diversas conexões, e que todas as pessoas daquele avião, só algumas iam para a Tailandia...rs

Sentamos juntos, e iniciou a milhagem...rs
Primeiro vôo de Guarulhos até Lome/Togo (Africa) foi de 7h30.
Ficamos parados por volta de 1 hora, dentro da aeronave, para reabastecimento e limpeza.
Partimos do Lome para Addis Ababa (Africa) e lá se foram mais 5h35 minutos.
Desembarcamos no aeroporto de Addis Ababa para esticar as canelas, ir ao banheiro em solo...ufa...e já começou aquele choque básico que as viagens nos proporcionam.
Mulheres de burca, árabes, americanos e africanos, numa mistura incrível num espaço tão pequeno, o cheiro, as cores, os costumes e a comida, tudo incrivelmente chocante aos nossos sentidos.

Foto by Déa

Foto by Déa.


Na conexão comprei uma água U$ 2,00.
Nosso voo estava atrasado e ao invés de 3 horas de conexão, foram 6 horas.
A companhia não nos informou e marcamos bobeira, mas eles eram obrigados a nos fornecer jantar, ao algo parecido, no caso tínhamos direito de ficar na sala vip da companhia no aeroporto e nos servir no Buffet... Marcamos bobeira, mas não marque você, a qualquer atraso ou problema no voo a companhia tem que te “bonificar” com alguma coisa.
Mas só ficamos sabendo disso na hora de embarcar novamente


Foto By Déa


Quando já tínhamos pagado e jantado, nesse simpático restaurante, poxa Ethiopian não foi simpático isso.
Foto tirada pelo garçom com a máquina da Marta (?)

Tentei comer essa panqueca africana, chamada “Shero Wot”, mas não desceu, é uma massa azeda que se molha nesse molho apimentado...o molho é até simpático, mas a massa azeda não ajudou. O pessoal curtiu, eu pedi uma massa com molho de tomate. (U$ 12,00)

Foto by Déa

Foto by Déa

Depois do jantar, como esse aeroporto é bem pequeno para a quantidade de pessoas, tivemos que sentar no chão para esperar nosso voo. Mas na ida, tudo é festa, diversão, alegria e cansaço.

Foto tirada com minha máquina por alguém da nossa trupe (?)


Dia 29/04/2017
Embarcamos para mais 9h30 de vôo até Bangkok no Aeroporto Suvarnabhumi (BKK) - Internacional (25 Km do centro). 

Bangkok tem dois aeroportos, mas esse é o principal, e o que vindo do Brasil você irá desembarcar. O outro aeroporto embora tenha vôos internacionais também, é mais utilizado para vôos locais.

Bangkok é famoso por ser o maior produtor de orquídeas do mundo, e seu aeroporto já denuncia essa belezura. Tem orquídeas verdadeiras para todo lado.

Foto by Déa


Ao desembarcar, tínhamos lido em diversos lugares a instrução de passar primeiro no Health Control.
Te juro, tinha uma mulher que parecia sair de um desenho animado, gorducha, com cabelo Chanel de franja, óculos e muito brava, adivinha quem me chama ?
Entreguei meu certificado de isenção da vacina contra a febra amarela (que não posso tomar por ser transplantada) e tentei ficar calma, ela perguntou que dia eu tinha saído do Brasil e me deu branco, falei em inglês, Two Eight ao invés de Twenty-eight. Mas ela entendeu. 
Ela colocou um termômetro na minha testa e carimbou meu formulário.
Ok? Estou liberada? Posso ir para imigração? Essas eram perguntas que me dominavam a caixola, mas segui o fluxo, afinal, acho que se fosse barrada seguiria para alguma salinha ali mesmo...rs...o sentimento era de UFA. Primeiro medo eliminado.

Saímos de lá e fomos para a imigração, passaporte carimbado, corremos para a esteira, te juro novamente, nossas malas eram as únicas, fora da esteira e qualquer um podia pegar minha coleção de biquínis...by Brasil. Medo. Sem nenhum controle de mala, sem indicação que foram mexidas ou abertas (tem que checar dentro do aeroporto e se for o caso já reclamar, se sair do aeroporto a reclamação não é válida - fica a dica), seguimos.

Devido ao cansaço e a escolha do grupo, não fomos até o segundo andar onde tinha pesquisado que teria as melhores cotações para a troca de dólares para Baths, e trocamos na primeira casa que vimos, já trocamos uma boa quantidade, pois, nos falaram que a diferença era pouco, era sábado, final do dia e achamos melhor não arriscar.
Troquei U$ 400,00 = Baths 13,060.

Mas deixo as dicas que levantei aqui sobre a troca de dinheiro:
Não trocar no desembarque como nós (Segundo andar), descer dois lances de escada (pode ser via elevador) e troque em algum guichê do piso B.
O Super Rich Thailand geralmente tem a melhor cotação, é a empresa com o simbolo verde (tem uma sósia deles com o simbolo laranja).
Os guichês do piso B não funcionam 24 horas, abrem ás 6h30 e fecham ás 22h00.
Notas maiores valem mais (100 dólares vale mais que nota de 50)
A dica é trocando aos poucos durante a viagem para não ficar com uma grande sobra de Bahts e ter que trocar novamente, perdendo na cotação.

Dica desse site aqui

O grupo também optou por não comprar o chic para celular da empresa True Move que tem diversos quiosques no aeroporto e que estavam lotadas de gente, o chip é barato, libera dados e ligações caso você escolha essa opção.

Depois procuramos por táxi, e as meninas com as malas maiores pegaram um carro grande, que cobrou Baths 500 (aproximadamente R$ 50,00). O nosso também nos cobrou isso, embora o carro menor (Oi? Já começou o golpe nos turistas).

No caminho olhos abertos ao trânsito (caótico), a arquitetura, as cores (eles são super coloridos e já amei de cara, carros rosas, amarelos, verdes, azuis, sem aquela chatice dos pratas e pretos brasileiros). Prédios futuristas, e muito, muito trânsito.

Muitas mensagens de respeito com o Buda, como podem ver no vídeo a baixo.

"Buda não é para decoração, respeito é senso comum" 

Quando chegamos no hotel o taxista ainda cobrou mais Baths 50...assim do nada, por que, ele foi com a nossa cara.

Saímos para dar uma volta  cheios de más intenções de irmos já cheios de gás (só que não) conhecer a KhaoSan Road (rua famosa de mochileiros e doidices de Bangkok)...e já fomos abordados por um mocinho na porta do nosso hotel, nos oferecendo um táxi, ressabiados e Brasileiros da gema, agradecemos e seguimos pensando, não deve ser difícil encontrar um táxi, a gente se vira.

Andamos três quarteirões e voltamos para o hotel perdidos, conversamos com o mocinho da porta do nosso hotel que tinha nos oferecido o táxi, e se iniciou o segundo golpe turístico.
Ele tem um álbum com os passeios que proporciona, e assim, fechamos nosso passeio ao Mercado Flutuante de Damnoen Saduak, o mais famoso de Bangkok, que fica a 1 hora na conta do nosso guia, mas que em todos os lugares que li fica a 2hs da cidade ou mais dependendo do trânsito.
Isso por que inicialmente tínhamos decidido irmos em um mercado flutuante da cidade mesmo, para economizar tempo o Tailing Chan Market.
Mas confesso que me senti aliviada de termos fechado o "famosão", já que a maioria do pessoal não teve tempo de pesquisar muita coisa e meu medo era de se frustrarem com a simplicidade do mercado flutuante local, comparando com nossa feira, além de lá quem fica nos barcos são os vendedores e os compradores ficam numa espécie de calçada, e não consegui levantar a informação corretamente se há ou não passeio de barco (?).
Pagamos veja bem, um adiantamento (Baths 500 – Cinco de nós deu Baths 100 cada um), para um cara que fica na porta do hotel, na rua, e que nos disse que no dia seguinte uma van estaria esperando por nós, e que demoraria apenas 1 hora (ele fez cara de pouco caso...rs), para chegarmos ao mercado.

Voltamos para o hotel e jantamos lá mesmo, felizes da vida, de termos já acertado nosso primeiro passeio na cidade, claro que uma dúvida pairou sobre nosso pensamento: Será que ele vai estar aqui amanhã mesmo? Ou será que ele vai sumir com nosso adiantamento, mas nossa confiança no povo Tailandês desfez esse pensamento, afinal era nossa primeira noite na cidade, e estávamos cheios de otimismo, felizes de termos chegado ou cansados, ou todas as opções.

Comi uma Caesar Salad com medo de me aventurar e comprei água do hotel mesmo, apesar de ter nessa voltinha ter passado em frente a uma Seven Eleven que fica quase na esquina do nosso Hotel (sempre compre água nos mercados da redondezas, com certeza ela será bem mais barata que a água vendida no hotel) (e por falar em água outra dica valorosa é que caso você desconfie da higiene ou tratamento da água do local onde esteja, use água engarrafada até para escovar os dentes - dica da minha médica - que não precisei usar - quase nessa viagem). Aliás como já tinha lido a respeito tem quase uma Seven Eleven para cada morador da cidade.

Nosso hotel o Ibis Riverside fica na beira do rio Chao Phraya, sua distância do centro da cidade é de 4km, perto do hotel tem o pier Sathorn, (16 metros), após uma caminhada de 5 a 10 minutos, lá você encontra de 15 em 15 minutos barcos e balsas para diversos lugares.


Nosso hotel também proporcionava gratuitamente um carrinho tipo de golfe que deixa de 30 em 30 minutos os hospedes que desejarem na estação de SkyTrain, um metrô aéreo, na estação mais próxima.

Dica: Sempre pegar o cartão ou ter o endereço do hotel para você mostrar aos taxitas ou aos motoristas de tuk-tuk para que se eles não entenderem o que você diz (básico por conta do nosso sotaque) ele posso entender para onde te levar.

Check in 14h00
Check out 12h00 - Eles deixam você ficar até 14h00, mas se quiser ficar mais tem que pagar, até ás 18h00 um valor, até mais tarde vale uma diária.

Dormimos, ou tentamos dormir e nos preparar para desbravar Bangkok no próximo dia

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