quinta-feira, 8 de junho de 2017

10 Siem Reap (Camboja) - Dia 08/05/2017 - Um piscar de dias que carrego para sempre na alma - Visita ao Old Market e minhas últimas dicas.

Dia 08/05/2017 - Segunda - feira

Acordei exausta por conta do piriri (disenteria) a noite toda, tomei um banho para recuperar as forças, falei com minha médica via Whatsapp de emergência, embora, eu achasse que não era necessário tomar o antibiótico prescrito por ela que eu levei na minha imensa "farmacinha" de transplantada.

Ela disse que se continuasse era para eu entrar em contato com ela de novo, mas não precisava tomar o antibiótico, por em quanto, nem fazer 'sorinho" caseiro, que se eu tivesse levado uma dessas medicações que ajudam a flora intestinal (ela me deu os nomes) eu poderia tomar.

A Dione tinha, mas ela tinha 4 comprimidos e não quis tomar o dela, pois, se ela passasse mal ela não teria para tomar, entrei em contato com meus amigos da viagem, e a Martinha, tinha uma medicação semelhante, uma cartela inteira, então, tomei uns dois comprimidos durante o dia.

Nesse dia, outra pessoa também teve esse quadro de disenteria e ao longo da viagem, a maioria sentiu enjoo, a barriga meio estranha e acho que seja normal se sentir assim, pois, os temperos, o tipo da comida é bem diferente que a nossa e a limpeza nem sempre é das melhores, como alguns lugares no nosso próprio país. (vide o moço do pastel que pega o dinheiro e também abre o saquinho para colocar o pastel...rs...com a mesma mão - Eu só observo..rs).

Hoje era um dia livre, eu pretendia visitar o templo Banteay Srei (20 a 25 km do centro) e que tem suas pedras na cor rosa, muitos detalhes e tamanho reduzido que os outros templos, a entrada do Angkor vale aqui também.

E no caminho de volta dava para passar no Cambodia Landmine Museum, que todo dinheiro arrecado serve para ajudar as pessoas mutiladas.

Bom, mas me sentindo um pouco fraca, cansada das visitações, resolvi ter um dia mais light, meu apetite continuava igual, não senti enjoo, e pude me alimentar normalmente nesse dia, então tomei café no hotel, e fomos até o centro da cidade (U$ 1 cada Tuk-Tuk), na Pub Street, por que, eu tinha pesquisado que o Old Market era um lugar bacana para se fazer comprinhas.

Lá parece um "Mercadão da Lapa", mas com lojinhas, tudo é muito simples e precário, como a foto da Marta a baixo, mas valeu a visita, me parece um lugar visitado pelos cambojanos mesmo.

Foto By Marta

Tomamos um sorvete em um lugar charmoso chamado 55 Kitchen and Bar; (U$ 1,50)

Foto by Garçom


E tinha anotado e vi lá na rua uma padaria chamada Blue Pumpkin que dizem ter o melhor sorvete do Camboja, assim como pães maravilhosos, vi a vitrine e era realmente muito lindo os doces por lá, embora pareciam mais uma vitrine Francesa do que Cambojana.
Não conheci, mas fica a dica para aquele dia que você quer algo familiar. (Ocidental)

Voltamos para o hotel, jantei por lá mesmo, visitamos o mercadinho ao lado para comprar os biscoitinhos para trazer para o Brasil e sempre em viagens fica aquela coisa: 
Devia ter comprado mais...rs...mas a mala era pequena (por conta dos voos internos) e o dinheiro curto (por conta da vida mesmo..rs)

E era hora de arrumar a mala para seguir viagem para outra fase da viagem, voltar á Tailândia para conhecer as praias lindíssimas de lá.

E assim com o coração cheio de amor pelo Camboja, um país, que se eu não tivesse tantos na minha lista de lugares que quero conhecer, eu voltaria fácil.

Como sempre os poucos dias que passamos não são suficientes para ver tudo, somos turistas mesmo, daqueles que só tem tempo de ver o básico, o imperdível e que muitas vezes perde até o imperdível, por questões que fogem do nosso controle.

Mas amei demais e como disse o ex-embaixador americano do Camboja Joseph Mussomeli:

“Tome cuidado, pois o Camboja é o país mais perigoso que você visitará.

Você se apaixonará por ele e ele eventualmente irá partir seu coração.

Daqui eu levo a lição de deixar ir, deixar vir, fluir.

Não importa o quanto você seja lindo, bom, honesto, coisas ruins vão acontecer, e é a forma que você lida com isso que irá determinar quem você é.

Os erros dos outros sempre serão deles, não responda com erros seus, pois daí você será responsável por eles. 

O passado já foi, construa o seu futuro, sendo amoroso no seu presente.

Sorria, mesmo que seu coração esteja chorando, pois, nem todos são capazes de lidar com seu choro, mas a maioria admira o seu sorriso.

Quando não estiver aguentando e precisar desaguar, procure quem realmente pode te ouvir, medite, fale, chore, mas escolha com quem e onde e quando fará isso.

E por fim, se você acredita que essa vida é só uma passagem, que isso tudo é apenas um segundo diante da sua verdadeira vida espiritual, você se dá conta da pequinês desses momentos, sejam eles alegres ou tristes.

E você começa a agradecer aos Deuses da mesma forma e com a mesma intensidade as bençãos e as maldições!!!!!



E como é meu último post sobre o Camboja, preciso te dar mais algumas dicas:

Se tiver mais tempo na cidade veja os Os 10 templos mais incríveis de Angkor e visite o máximo que você puder.

Se você visitar o Camboja, não se afaste da segurança das rotas turísticas, infelizmente há muitas minas ativas desconhecidas em seu território.

Se você tiver tempo, e dinheiro sobrando, não deixe de ir no Phare Circus é uma instituição que ajuda a população local com escola, transporte, comida e dignidade. 
Dizem que o espetáculo que pode ser com jantar ou não é maravilhoso e imperdível.

Eu não fui, por que, só tinha essa última noite, meu dinheiro disponibilizado para essa parte da viagem estava no fim e ainda tinha muitos dias de viagem pela frente (e a gente nunca sabe se será suficiente?), e também por que ia acordar muito cedo amanhã e não tinha passado uma noite muito boa na noite anterior, por todos esses motivos eu não fui.

Outra dica é um Concerto Beatocello no Hospital Infantil Kanta Bopha (que ficava na rua do nosso hotel), todas as quintas e sábados ás 19h15.
O  Dr. Beat Richner faz um concerto de violoncelo para arrecadar dinheiro para o hospital.

A história desse pediatra suíço é incrível e emocionante, de caridade e amor ao próximo, em 1974 ele foi para Phnom Penh, atender na Cruz vermelha, ele estava lá quando o Khmer Vermelho chegou ao poder e fechou todos os hospitais, e ele foi obrigado a voltar a Suíça.
Quando tudo acabou ele voltou ao Camboja e com ajuda do rei ele reabriu o hospital onde tinha trabalhado e também outros 5 hospitais em Phnom Penh e Siem Reap. 
Todo atendimento é gratuito e quase toda a verba dos hospitais vem de doações e por esse motivo que ele realiza esses concertos, já que não tem apoio do governo atual.
O concerto é gratuito, ninguém se sente obrigado ou coagido a doar, mas dizem que duvidam que alguém saia de lá sem doar algum valor, não importa qual.

Também ouvi falar de um restaurante chamado Haven (que significa refúgio), que dizem ser outra experiência incrível na cidade, totalmente vegetariano e com uma história de criação incrível de inclusão social, caridade e amor ao próximo, mas vai lá no blog Escapismo Genuíno, por que, só der ler meus olhos se encheram de lágrimas e de admiração, vale muito a leitura deliciosa nesse link aqui: Escapismo Genuíno escrevendo sobre o Haven

Vale dizer também que Siem Reap não é a capital do Camboja, mas sim a cidade mais próxima de quem pretende visitar os templos. A capital é Phnom Penh.

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