quinta-feira, 1 de junho de 2017

4 Bangkok/Chiang Mai - Dia 02/05/2017 - Encontros, desencontros, tudo na mão do destino.

Acordamos cedo, fizemos o check out no hotel, a minha conta deu Baths 716, referente a dois jantares um deles com sobremesa, água do frigobar e duas garrafas de água do bar do hotel.

Seguimos para o aeroporto  Don Mueang (DMK) que é o aeroporto de vôos locais, embora, como já disse tenha também o terminal internacional, mas é daqui que saem os vôos considerado "low cost"

O táxi mais uma vez custou Baths 500 e foi dividido por 3 pessoas (120 para cada e utilizamos o restante da caixinha coletiva).

Chegamos ao aeroporto, e aqui vai uma dica, sempre diga para onde vai com a maior clareza e quantidade de detalhes possíveis, pois, nosso taxista além de informarmos o nome do aeroporto ainda nos perguntou para que cidade iriamos e qual companhia, e isso fez com que ele nos deixasse no terminal certo, no terminal dos vôos locais, da companhia que iriamos voar, já que nosso voo era para Chiang Mai, dentro da Tailândia mesmo.

Foto by Déa.


Ficamos esperando nossos amigos que saíram no outro táxi, antes da gente e nada.
Uma hora se passou, e o horário de fazer o check in para nosso voo se aproximava e nada deles.
Sem saber o que fazer, já que estávamos com a mala de uma das nossas amigas que não coube no táxi deles e começamos a ficar preocupadas.
Não podíamos perder o voo, mas também, não queríamos partir sem saber o que tinha acontecido.
Pensei que tivessem ido para o outro aeroporto, longe dali, mas a Bruna que estava comigo e a Dione, disse que ouviu quando eles falaram para o taxista para qual aeroporto seguir.
Sem saber o que fazer, sem poder embarcar, entramos no consenso de tentar ligar para eles.

Detalhe: Antes de viajar, eu liguei na minha operadora, pois, tinha lido algumas dicas sobre o uso do telefone celular em viagens, de pessoas que tem o rooming internacional ativado automaticamente e que quando chegam de viagem tem uma conta gigante para pagar, em dias como hoje, que recebemos dados, curtidas, mensagens a todo momento. 
Com essa informação e o medo – pois quando viajei para Itália minha conta na volta foi assustadora, pois ativei o rooming – me certifiquei que meu plano não tinha rooming internacional automático, a atendente meio perdida, devo confessar, me disse que o rooming não era automático e que quando eu ligasse o celular em Bangkok haveria uma mensagem sobre rooming e eu optaria por usar ou não (?)
Na chegada veio uma mensagem me dizendo que eu tinha um plano (Oi?) chamado Mundo e que custava R$ 79,90 por dia. Choquei. Tipo assim imposição, não perguntava se eu queria, falava que eu tinha. Fiquei puta, mas em outro país deixei para brigar quando voltasse, caso me cobrassem, pois, tinha o protocolo da minha ligação justamente falando sobre isso, que não queria rooming, se meu plano era automático e todas as informações que já contei em cima.
Alguns minutos depois veio outra mensagem da operadora dizendo que meu plano Mundo (Oi de novo?) tinha acabado e que se eu quisesse bastava clicar no link para ter mais informações. (Que loucura é essa minha gentiiiii?)
Ignorei naquele momento, pois, não ia ficar ligando para a operadora de outro país, depois de quase um dia voando e me locomovendo, e guardei essas mensagens assim como o protocolo da minha ligação antes de viajar para brigar quando voltasse...rs

Mas aí, lá no aeroporto, sem saber dos nossos amigos, se tinha acontecido talvez um acidente, o que deveríamos fazer com a mala da nossa amiga, em vias de perder nosso vôo e ter que comprar novas passagens, pois, essas low cost não permitem mudanças, resolvemos ligar, mas o único celular que dava vida era o meu.

Como era um caso extremo, liguei e mandei 2 torpedos, e já adiantando e dando a dica para vocês, quando chegou a conta, felizmente os R$ 79,90 do plano Mundo não foi cobrado, e nem deveria, pois, não foi uma coisa que optei por ter, mas me cobraram a ligação que fiz para minha amiga, mesmo ela não tendo atendido (acho que deixamos recado, não me lembro), também me cobraram os torpedos internacionais e o uso da torre local.

Por isso, estou te avisando que caso você não queira usar seu celular em solos internacionais, caso você não compre o chip local como já comentei no meu primeiro post sobre a viagem, você deve desligar os dados do seu celular, por que, caso contrário pagará por cada ligação recebida, por tentativas de ligações, por torpedos enviados, e por tudo mais, e eu acho caro, você pagar R$ 40,00 por uma ligação não atendida, dois torpedos enviados e o uso da torre para essas duas coisas. Uso de celular em solo internacional é CARO.

Bem eu mantive meu celular, com exceção dessa única ligação não completada e dos dois torpedos, em modo avião e com os dados do celular desligado e só usei os wifi dos lugares por onde passamos que graças a Deus eram bem servidos.
Muitos restaurantes, todos os aeroportos por onde passamos, hotéis tinham wifi gratuito.

Bom nossa amiga não atendeu, e em vias de perdemos o vôo e ter que comprar novas passagens, o que seria bem mais caro, resolvemos embarcar e pagar o excesso pela mala dela.
Nessas companhias Low Cost você precisa comprar peso extra para a mala despachada, você só tem direito de viajar com uma mala de mão de 7 quilos.

Quando compramos as passagens cientes desse problema da mala e sabendo que comprando nesse momento sairia mais barato que comprar lá na hora, nós tínhamos comprado um pacote da companhia que dava direito a 20 quilos para despachar, um lanche a bordo e a escolha dos assentos.

Eu e mais algumas pessoas ainda tínhamos comprado mais 10 quilos, para ficar mais parecido com pelo menos uma mala que tínhamos direito de despachar da Ethiopian vindo do Brasil (2 malas de 32 quilos).

Quando estávamos no balcão, eu vi minha amiga, a dona da mala, lá do outro lado do aeroporto e pasmem, eu berrei: MARRRRRRRTAAAAAAA....(sou dessas)
Acho que o aeroporto inteiro olhou pra mim, olha eu não sei se minha outra amiga já tinha pagado a mala da Marta, só sei que foi um rolo, e a moça da companhia quase me bateu, brava gritando que eu não tinha nada que ter despachado uma mala que não era minha, bem não deu tempo de explicar nada, e no fim, a própria Marta despachou a minha mala...rs...a moça ficou tão confusa conosco que achou que a minha mala era da Marta e a mala da Marta que estava com mais peso do que permitido foi via esteira numa boa.

Bom amigos - Ok
Malas despachadas - Ok
Hora de seguir viagem né?
Ainda não....

Bem o taxista deles os levaram por um caminho, pelo meio da cidade, pois, ele não quis pagar pedágio que tem numa via expressa deles (Express Way) (alguns incluem o valor do pedágio na corrida, outros cobram a mais no final, deve ter sido isso que o primeiro motorista fez conosco quando chegamos, outros ainda pedem que você pague o pedágio - qual seja a forma, aceite, pois, o trânsito em Bangkok é infernal e parado e em caso de aeroporto, tempo é luxo que não podemos perder), para fugir do trânsito, com isso, ele pegou um trânsito gigante (gastou mais gasolina que se tivesse pagado o pedágio) e ainda deixou meus amigos no terminal internacional, longe pra caramba de onde eles tinham que fazer o check in.
Mas a confusão não termina aí não, todos já tinham feito check in, quando a Vanusa que tinha esquecido a mochila no táxi optou por ficar na cidade, recuperar a mochila, para só depois seguir viagem.
Lá vai a Michele que é fluente em inglês, atrás da mala dela, que ela já tinha despachado, pegar de volta, para ficar com a Vanusa e ajudá-la a encontrar a mochila.

Imagina...deve ter nossa foto no balcão de check in da Asia Air, tipo procurados....rs

Bem ficamos penalizados com a Vanusa e a Michele perderem o vôo e torcendo para que encontrassem a mochila da Van, mas tivemos que embarcar, pois, se não seriam sete pessoas que teriam que comprar novas passagens.

Embarcamos para alivio dos atendentes.
Foto by Déa



Recebemos nosso lanchinho básico que compramos junto com a passagem e o excesso de peso da mala despachada. Li meu horoscopo e a confusão descrita, descreve esse dia.

Foto by Déa



O voo de uma hora foi super rápido, chegando no aeroporto com trauma de irmos divididos contratamos uma van (Baths 200 cada - Baths 1000 total) no primeiro balcão que encontramos no aeroporto, do mocinho chamado Boss, e assim ficamos com o contato dele para qualquer coisa que precisássemos.

Chegamos no Hotel Holiday In de Chiang Mai e a vista da nossa janela era essa:

Foto by Déa

Foto by Déa


No hotel tinha wifi e ficamos conectados com a Vanusa e a Michele que estavam na caça do motorista, que deveria ter visto a mochila no táxi e devolvido ao hotel correto?
Não, o infeliz, foi localizado, já que o hotel foi quem providenciou esses táxis para a gente e deveria ser uma companhia que eles sempre utilizam, e por sorte, a Marta tinha tirado uma foto da placa do táxi (fala se isso não é Deus, ou uma pessoa viciada em tirar foto...rs?), mas o taxista não atendia o celular. Derrrrrrrr!
Bem no fim, elas foram à delegacia, e finalmente conseguiram encontrar o taxista e ele devolveu a mochila da Vanusa, elas compraram uma nova passagem para aquela noite e chegaram em Chiang Mai às 22h00.

UFA!!!! Quanta confusão, que tudo isso do meu celular, do taxista, sirva de dica para você. Para nós foi um perrengue danado, mas que graças a Deus se resolveu, com algumas perdas financeiras, principalmente para a Van, mas tudo certo no final.

Bem nós lá em Chiang Mai pedimos dica de onde almoçar, o "concierge" do hotel nos indicou o restaurante The Good View (nome lembrado pela Bru...rs), um restaurante lindo, na beira do rio, todo decorado "fofamente". Fomos de táxi (Baths 200)





Foto by Marta do meu celular


Fotos by Déa


Almoçamos  (Baths 140) e resolvemos voltar andando para o hotel, para conhecer a cidade.



Fotos by Déa


De repente caí uma "chuvona", nos abrigamos num cobertinho meio estranho e abandonado, quando do outro lado da rua, num outro sentido, passa um tuk-tuk, e eu fiz o quê?
Berrei: Moçooooooo!!!! RS
Como moço é uma linguagem universal (mentira), ele deu meia volta e veio nos atender, o pessoal não queria ir...oi?...mas eu disse: Gente depois desse berro nem que for sozinha eu vou nesse tuk-tuk...rs.
Bem o Sérgio mandou as meninas irem e que ele ficava, mas o motorista entendendo tudo que a gente falava em português (mentira), tirou o assento dele e colocou em cima do tanque de gasolina, deu umas batidinhas e mostrou para o Sérgio onde sentar (rs)...e assim nós cinco voltamos para o hotel em grande estilo e molhados... (Baths 200). (Acho que o valor cobrado se deve ao berro, a chuva, e ao assento privilegiado em cima do tanque de gasolina, só acho...rs)
Detalhe da Bruna ali no canto, super preparada, com capa de chuva...e o Sérgio no banco (?) da frente ao lado do motorista, se atente também ao olhar no retrovisor do motorista...rs
Foto by Déa
Foto by Déa


A chuva parou assim que chegamos no hotel, e então resolvemos ir para o centro da cidade, lá em Chiang Mai tem uns carros tipo carro de golfe grande, vermelhos (Red Car) que costumam ir para o Night Market, pegamos um desses, com uma moça que não falava nada de inglês, ela era Chinesa de verdade, e nem sabíamos se ela tinha entendido para onde queríamos ir, mas fomos. (?). (Baths 40).

Em um farol, um moço bem simpático entrou junto com a gente e começou a conversar, ele era irmão da motorista, se chamava "M" e virou nosso guia na cidade, transformando o Red Car da irmã em nosso carro privativo.

Foto by Marta no meu celular

Foto by Déa


Ele disse que nos levaria em um templo na cidade e depois se gostaríamos de ir no templo na montanha, quase gritei...yes...queria muito...era um dos lugares anotados por mim em meu roteiro de pesquisas.
Ele nos levou primeiro numa escola de monges e templo (Baths 40). O templo Wat Chedi Luang.
Foto by Bruna

Como não estávamos vestidas adequadamente, estava de shorts, o próprio templo nos cedeu um tecido para amarrarmos como saia, como estava de camiseta de manguinha não foi necessário nada para cobrir os ombros.

Foto by Bruna

Lá fora tinha essa sala fechada e proibida para mulheres, mas o meu reflexo não é...rs, tome essa proibidões....

Foto by Déa

Foto by ?


Lá dentro tinha a aérea dos monges que estavam orando:
Foto by Bruna

Foto by Dione (?)
Foto by Déa
Foto by Dione

E atrás tinha essas ruínas maravilhosas:
Foto by Déa

O Sérgio nosso companheiro de viagem, tirou essa sequência linda do sol se despedindo desse dia, exatamente como deveria ser, com confusões, mas calma, com entregas e aceitações, com agradecimento por tantos encontros incríveis, por se entregar a vida e a sua imperfeita perfeita sintonia. Basta se conectar.

FOTOS BY SÉRGIO.

Depois partimos para o templo Wat Pharatat Doi Suthep, que fica, como já disse numa montanha, por uma subida tortuosa e sinuosa, onde se tem uma vista privilegiada da cidade de Chianga Mai.
Foto by Déa

O templo tem 300 degraus, ladeados por imagens da Naga (serpente que protege Buda) em mosaicos coloridos.
Foto by Déa


Como chegamos lá já era noite, nosso guia indicou que subíssemos de cable car, uma espécie de bondinho, para aproveitarmos mais o tempo, já que o templo já estava para fechar (20h00) (Baths 50 com o cable car). (Da cidade até lá levasse 45 minutos aproximadamente)
Lá também disponibilizavam tecidos para quem não estava apropriadamente vestido.
Os monges também estavam rezando, e apesar da escuridão da noite, foi bacana curtir o lugar mais vazio e introspectivo.


Foto by Déa

Foto by Déa

Apesar de para nós ser apenas alguns lugares bonitos e no qual respeitamos, para muitos é um lugar sagrado, religioso, e por mais que a gente não entenda, a gente aceita e respeita e admira a entrega a fé de cada um.
Foto by Déa

Foto by Déa


Foto by Déa

Descemos os 300 degraus nessa noite que terminou linda e calma.

Foto by Bruna


Foto by Déa


Foto by Déa 

Foto by M

Nosso guia improvisado, o "M" cobrou de cada um de nós por esses dois passeios Baths 200, com transporte, indicações e fotos...rs
Descemos a montanha, e ao chegar na cidade o Red Car (que não tem porta...rs) se tornou público novamente enchendo de turistas até que eles deixaram meus amigos no Night Bazar e eu que estava cansada em meu hotel.

Comi o lanche que me deram no voo, que não tinha comido, e exausta dormi para me preparar para o próximo dia, nossa visita ao Elephant Nature Park.

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