terça-feira, 6 de junho de 2017

8 Siem Reap (Camboja) - Dia 06/05/2017 - Dia de ver o sol nascer e a esperança florescer - Primeiro dia de visitação á Angkor.

Dia 06/05/2017 - Sábado.

Acordamos super cedo, para estar ás 4h00 na recepção e encontrar o Titi, nosso guia, motorista e fotografo para irmos para Angkor.

Os serviços deles por dois dias ficaram em U$ 90,00 e dividido por 6 pessoas ficou U$ 15,00 cada uma.

A Van do Titi era uma coisa preciosa, pena que não tirei foto, os carros, são muito diferentes por lá, e os Tuk-tuk aqui são chics, diferente da Tailândia que são iluminados e enfeitados, os daqui parecem uma carruagem de princesa.

Seguimos para o templo com tudo ainda escuro, paramos na bilheteria, lotada, e compramos o ingresso para 3 dias, já que comprar para 1 dia não valia a pena, já que iríamos amanhã também aos templos. (U$ 62,00). (Tem ingresso para 1 dia, 3 dias, e 7 dias). O ingresso é furado na primeira entrada e depois checado em cada templo que visitamos.

Fomos direto para o templo Wat Angkor, que inicia o que os guias chamam de Pequeno Circuito (devido a distância entre um templo e outro ser pequeno), que tem o nome do complexo todo, que é o templo mais bem conservado e que é o símbolo na bandeira do Camboja.

Já contei um pouco sobre ele no post anterior, sobre sua importância.

Quando chegamos o Titi não entrou conosco e paramos logo na entrada, na beira do lago, onde tinha várias pessoas sentadas, sem saber direito se era ali que o espetáculo acontecia (do reflexo do templo na água do rio), veja foto de onde paramos as torres do templo apareciam lá no fundo.

Foto by Déa.

Perguntamos e nos disseram que tínhamos que entrar no templo, então, saímos apressadas seguindo a multidão:


Foto by Déa

Como perdemos esse tempo, precioso..rs, quando entramos a multidão já tinha tomado conta do melhor lugar para assistir o nascer do sol que é em frente ao lago, bom sentamos onde foi possível (lateral) e aguardamos.

Foto by Déa.
E o espetáculo não decepciona, vale acordar cedo!!!


Foto by Déa

Até os acostumados param suas vendas e se rendem ao espetáculo, por que, cada dia é diferente, cada nascer do sol é novo, assim como as possibilidades da vida. 
Todo mundo merece um pouco de paz!!!

Foto by Déa.

Foto by Déa.

Quando o sol firma no horizonte, as pessoas dispersam e seguem para conhecer o templo Wat Angkor ou até mesmo outros, para seus afazeres como os monges, ou tomar café, que foi o que fizemos, no café da Angelina....rs...

Que nos perguntou se a roupa que estava vestindo (ela foi numa banca ao lado experimentar um vestido de festa) estava bom para o ritual (não entendemos o que era) que ela tinha a noite.

Dissemos que estava linda e que ela devia comprar o vestido.

Foto by Alguém (?)

Comemos panquekas tipo americanas eu com recheio de manga e acho que eu comprei água (U$ 6,00).
Foto by Déa.
Aproveitei que tomei café rapidinho e fui mais perto do lago tirar fotos das flores de Lótus abertas e exuberantes.







Fotos by Déa.


E finalmente, como a multidão tinha dispersado, pude tirar uma foto mais decente do templo se refletindo no lago, mas procurem no google, tem cada foto maravilhosa.

Foto By Déa.

Eu e o templo, iluminados pelo sol:
Fotos by Déa.

E seguimos para a saída:
Fotos by Déa.

De lá, paramos nessa ponte, que infelizmente não sei o nome (Mas acho que são os portões para o complexo Angkor Thom?):



Foto by Déa.

Foto by Déa.

Foto by Titi no celular da Marta (?)

Do lado dos estacionamento de tuk-tuks...

Foto by Déa.

...Titi nos explicou um pouco sobre o processo de construção dos templos, o maquinário utilizado, a utilização dos elefantes...

E onde vimos turistas andando em elefantes, no asfalto quente. 
"Saiam de cima dele, saiam...não riam...o que vocês estão fazendo é promover a tortura, o distanciamento dos elefantes bebês de suas mães, os espancamento, a fome, um comércio de animais que pertencem a natureza. Desçam daí já gritou meu coração, mas minha boca ficou calada!!!"
Foi difícil depois de visitar o Elephant Nature Park, presenciar essa cena. Vídeo by Marta.

video


Depois seguimos para o templo  Bayon, não vou repetir a história de cada um, por que, você deve ter lido o post da Larissa, do Vida Cigana, que é bem mais detalhado do que eu poderia escrever aqui.

Na verdade eu meio que me deixei guiar pelo Titi, e mais senti, do que raciocinei, também tinha horas que não entendia o que estava sendo dito (inglês), assim como não ouvia direito. (perda auditiva)

Foto by Déa.


Mas Bayon é cheio de cabeças esculpidas nas pedras, umas parecem que lhe sorriem:


Foto by Déa.


Outras que te paqueram:

Foto by Titi

E outras que te observam, serenas, de olhos fechados, reprimidoras, depende do que você sente ao olhar para elas:




Foto acima by Déa.

Foto by Titi

Titi sabia exatamente onde nos posicionar para tirar as melhores fotos, mas como éramos em 6, a coisa começou a ficar meio demorada, já que ele tirava diversas fotos de cada uma de nós.

E assim começou nosso o book que apelidamos de Capa e Contra-capa do disco (imaginável) das Senhoritas....rs (Nossas fotos "together")

Contra-capa:
Contra Capa by Titi.

O templo estava lotado de Orientais, que aproveitam a proximidade com o Camboja, para virem passar o final de semana, creio também que por serem nações ricas (bem, no caso bem mais ricas que o Camboja, com certeza), o consumo deles seja grande no país, por isso, as sacolas e mais sacolas que vi nos aeroportos, deles.


Foto by Dione.

Com a lotação era complicado tirar uma foto sem uma cabeça alheia, mas Titi se imponha e pedia licença...rs, assim como chamava a atenção caso alguém estivesse sentado onde não devia, ou tocando o que não devia.

O calor é grande e ter que usar roupas que cobrem os ombros e joelhos nesse calor, e ter que subir escadas, pular e saltar pedras e degraus, andar longas distâncias, é um pouco cansativo.
Quanto mais demorávamos menos templos iríamos ver.

Os templos são cheios de monges(?) ou velhinhos/as (já que não estavam vestido de laranja) sentados nas pedras, dentro dos templos, não me interessei por saber o que faziam lá, e meio que me senti meio amedrontada por alguns deles. Alguns deles tinham cara de bem bravos...rs


Foto by Dione.


Abastecemos nossa van que fazia barulhos e “chacoalhos” que pareciam que a fofa iria nos abandonar a qualquer momento. (Pensei no meu pai, mecânico, no Brasil, pra quem eu ligo quando o meu carro, ou de amigos nos deixava na mão, mas isso não seria possível). Vídeo by Marta


video



Seguimos para Ta Prohm. E no meio do caminho tinha essa estradinha mais linda do mundo (sim passam carros por aí e a gente tirava uma foto e saia do meio da rua para algum carro, tuk-tuk ou moto passar).



 Capa:
Foto by Titi


Encarte (com o céu deslumbrante):
Foto by Titi


Ta Prohm que é o templo famoso pela “reapropiação” que a natureza fez e está fazendo, que não sofreram restauros, lá a gente pode ter ideia de como os outros templos estavam quando “redescobertos” antes da restauração, e que em alguns casos as árvores estão tão envolvidas com as estruturas que não foi possível restaurar e é deixado como foi encontrado.

Antes mesmo de descer da van fomos cercadas por crianças lindas, espertos vendedores, utilizados por adultos que sabem do poder de seu carisma e apelo sentimental, eles sacam logo que somos latinas e do lado da minha janela uma delas me diz:
1 dólar senhorita!!!
(Difícil resistir, difícil respirar, difícil comprar de um só, quando há tantos, difícil ignorar, difícil não querer comprar tudo e sair distribuindo todos os seus dólares para todos eles, difícil, muito difícil).
Compramos o que podíamos, e tentávamos seguir adiante carregando nosso coração pesado de tanta dó. (Se olhar bem você me vê escolhendo um imã).


Foto by Alguém? 


Foto by Déa

Quando os templos foram construídos, vários hectares de floresta foi derrubados para sua construção e hoje árvores gigantes, com raízes mais gigantes ainda retomam seu lugar, nessa complexa simbiose, onde a natureza não pode mais ser ignorada, e onde suas raízes podem com o vento destruir o que foi duramente construído pelos homens. (os arqueólogos analisam constantemente essa frágil junção)


Foto by Bruna


É lindíssimo e é também super procurado, pois, o filme da Angelina Jolie, Tomb Rider, que eu não vi inteiro, só alguns pedaços, foi filmado, mas alguns estão tão acostumados, lá é sua casa, seu ganha pão, seu lugar no mundo, Angkor é, foi e será sempre o quintal deles. (é preciso saber que a população Cambojana não paga ingresso, a entrada em Angkor é gratuita para eles).


Foto by Déa.
Tem música solo e banda. (Video by Marta ou Vanusa)


video


A mistura da natureza com as árvores faz dele uma incrível obra de arte humana e da natureza, numa competição linda entre o material e o natural. Quem ganha? Os dois.



Fotos by Déa.




Esse é o Titi tirando uma selfie Together...rs

Foto by Dione



Folder de lançamento....rs:

Foto by Titi

Isso já era perto do almoço e o cansaço já estava batendo, assim como a fome, esse circuito pequeno vai até a hora do almoço, e combinamos que o Titi nos levaria até um lugar para almoçar e depois ainda voltaríamos até o templo do nascer do sol para olharmos já que não fizemos isso pela manhã.

Meu prato foi esse, com uma limonada que não consegui beber num canudinho reutilizado (salvando o planeta...rs) não muito confiável, e confesso, que dei uma rezadinha para não passar mal, fui até a pia lavar a mão e fiquei com medo de olhar a cozinha...rs. (U$ 8)


Foto by Alguém...rs
Bem eu estava exausta, com isso preferi (com dor no coração) ficar deitada na grama para me recuperar do cansaço do dia, Vanusa, uma querida amiga que fiz nessa viagem, ficou comigo, ficamos fazendo uma terapia básica (brincadeira), deitadas na grama, cercadas de tempos em tempos pelas crianças vendendo as coisas (frutas, imãs, flautas, livros, etc), em quanto as meninas visitavam Wat Angkor, até que as meninas voltaram.


Foto by Bruna.

Antes de seguir para nosso hotel o Titi nos apresentou a fruta da flor de Lótus, que eu comi um gominho...rs, e não gostei, prefiro as flores Titi.


 

E voltamos cansadas, mas felizes, e extasiadas de conhecer um lugar tão lindo, antigo e cheio de histórias. No caminho a simplicidade, a fragilidade e a beleza do Camboja.






Assim que chegamos no aeroporto, o motorista da van, ficou insistindo para que comprássemos um show típico de dança com jantar, não me lembro quanto era, mas era caro, e preferíamos chegar no hotel, reconhecer o lugar antes de comprar qualquer passeio, que não fosse a visita ao templo, recomendo o mesmo á você.

Fizemos bem, pois, o Titi nos ofereceu também um show de dança "Apsara", dança típica do Camboja, que foi banida nos tempos do Khmer vermelho, com jantar. (U$ 12)

Pelo jeito esses jantares com dança lotam e é preciso comprar o ingresso antes, foi o que Titi fez para a gente, nos levando no hotel depois.

Seguimos para o jantar com show, de Tuk Tuk, que pasmem ficaram nos esperando lá fora para nos levar de volta (U$ 1 ida e U$ 1 volta cada).


Foto by Marta(?)

Foto By Van (Eu e a Dione)


A comida do Kuelen não me apeteceu muito, mas eram diversos pratos, muitos mesmo, difícil não achar alguma coisa que desse para comer:


Foto by Marta

O famoso prato típico Fish Amok (um tipo de soufflé de peixe cozido):

Foto by Marta

 Os doces, graças a Deus, nenhum me apeteceu:


Foto by Marta

O show é bonito, com banda ao vivo: 


Foto by Déa



Foto by Déa

Foto by Marta

Foto by Marta


Principalmente na hora dessas mocinhas, seus movimentos são delicados, tanto de seus pés, como mãos, suas roupas são lindas, coloridas, brilhantes, sua maquiagem forte, mas elas não sorriem, nem quando tiram fotos conosco.



Foto by Mi ou Dio (?)

Foto by Bruna
É estranho, é como se fossemos, nós os turistas, superiores, quando na verdade eles que são os artistas, a quem aplaudimos, não só pelo show lindo, mas pela sua garra e coragem. 

Talvez faça parte do show, acho que estão, assim como os templos, sendo restaurados, ganhando confiança novamente, acho que eles ainda carregam o medo, e o pavor, em seus olhares.

Estão em estado de sobrevivência...eu já vivi essa fase, reconheço!

Ao lado do hotel, como já disse tem um mercadinho, que visitamos pela primeira vez, onde eu e a Dio fomos comprar água e encontrei uma batatinha que amo importada, e o delicioso biscoito de gengibre com capim limão que amei demais.

Boa noite Camboja!!!

Para ver o post anterior é só Clicar aqui.

Para ver o post do dia seguinte é só Clicar aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário