quarta-feira, 7 de junho de 2017

9 Siem Reap (Camboja) - Dia 07/05/2017 - Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Ordem e Progresso - Segundo dia de visita á Angkor.

Dia 07/05/2017 – Domingo

Aqui a gente perdeu a noção dos dias da semana.

Aqui a gente perdeu a noção do horário, do tempo, da nossa realidade e acordamos, tomando café em um hotel lindíssimo.

Foto by Déa



Depois seguimos para o spa do hotel, onde tínhamos marcado, todas nós, de duas em duas, a massagem nos pés gratuita que ganhamos do hotel.


Então, 9h30, eu e minha anja (da minha dupla) Dione, minha amiga desde Buenos Aires, e a amiga que me convidou para essa viagem, seguimos para o Spa do hotel. 
Fomos recepcionadas com chazinho, orquídeas em um lugar calmo e belo.

Foto by Déa.


Foto by Dione(?) 


Realmente são coisas que só viagens proporcionam para nós. 

Os hotéis, a comida, transporte, na Ásia são realmente mais baratos que pagaríamos em outro lugar do mundo, e assim, ficamos em hotéis lindos, fizemos massagens, comemos e bebemos onde nos apetecesse, sem ter um rombo gigante em nossas contas bancárias. Nenhuma viagem é barata, não é mesmo, mas aqui você pode desfrutar de um conforto maior que outros lugares que visitei, por conta própria e não à trabalho, eu não pude.

Como nosso passeio começava nesse dia, após o almoço, resolvemos comer no hotel mesmo, na área da piscina.


Foto by ?

Foto by ?


Eu pedi um Chicken Satay, que é um espetinho de frango com um molho apimentado e gostei do prato. Também pedimos smoothies lindos e saborosos de frutas.




Foto by Déa. 
Foto by Déa.





 E tivemos a companhia de fofos passarinhos:


Foto by Déa.


Esse dia era o dia do Circuito Grande, onde os templos são mais afastados um do outro.

Fomos de Tuk-tuk e foi muito agradável, ter o vento nos cabelos, ver as coisas mais de perto, sem janelas e proteções.

A multidão de turistas diminuiu muito, a população faz dos templos seu passeio de domingo, seu Ibirapuera, levam redes, fazem piquenique, e nós seguimos nossas descobertas.

Titi e seu irmão (o outro motorista, já que precisávamos de dois Tuk-tuks), acho que cansados de sua dupla jornada de guia (ele tinha atendido ontem e hoje outros turistas), nós deixou desbravar os templos sozinhas.

E nossa primeira parada foi no templo Preah Khan.

Foto by Déa.

Foto by Marta

Foto by Marta


Foto by Alguém?


E sempre que a gente pra vai para frente, alguma coisa sempre fica pra trás...rs...eu invadindo a selfie da Bruna. 

Foto by Bruna

Depois seguimos para Neak Pean, que era um hospital, que hoje nos faz questionar: "What?"
E que o Titi nos explicou que na época que ele foi construído, provavelmente a área não era como está hoje.
Lá o incrível é o caminho até o templo sobre um pântano lindo, cheio de vida e incrivelmente fotogênico:


Foto by Déa.
Foto by Déa.


Onde eu vejo meus próprios templos:

Foto by Déa.

E elefantes:
Foto by Déa


Lá bandas locais tocam uma música linda, que te faz flutuar sobre a ponte e segurar sua amiga Marta...rs


Fotos by Dione.

Até que você chega no templo, ilhado, e onde não é possível visitação, só admiração:

Foto by Déa.


Foto by Déa.


Foto by Déa.


E nos despedimos desse templo/hospital:

Foto by Marta ou Van

E eu vejo monges até onde não tem:

Foto by Déa.


Depois visitamos Ta Som, que também está tomado de árvores gigantes, e suas estruturas parecem que que precisam de um suporte, uma sustentação:

Foto by Déa.

Foto by Déa.

Mas sempre protegidas por seres que desconhecemos, mas que impressionam:


Foto by Déa.


Seus labirintos de pedras nos levam ao céu...onde a natureza brota.

Foto by Déa.

E sempre tem alguém a te indicar o caminho, tem sempre alguém na frente, atrás, ao lado, mesmo que a gente não veja:

Foto By Déa.


Essas bençãos podem estar onde você menos espera, e mesmo que você tiver sentido medo ou intimidação antes, como se eles forem bravos ou inatingíveis, saiba que quando um coração toca o seu, basta um olhar para você se entregar.
Ás vezes a benção vem com um sorriso contagiante, um olhar dócil, e uma atração mesmo que você não saiba o quê é, por quê, pra quê, você vai!!!
Ganha a benção, com palavras que não entende (mas você já está acostumada a não ouvir, mas sentir), mas que te acarinham o corpo, a mente e o coração.
Ganha ainda uma soprada na cara e ri.
Ganha ainda uma gargalhada final deliciosa e vibrante e de mãos dadas ganha carinhos e a certeza que nenhum mal te alcançará (mais) e fico encantada.

Foto by Bruna ou Michele
Foto by Bruna ou Michele


E você paga, por que, você sabe faz tempo, que aqui é um lugar material, terreno, onde nossa alma presa a um corpo tem necessidades e assim você materializa a gratidão. Nessa linguagem doida de almas, onde palavras, entendimentos, culpas, medos não fazem parte.

O segurança perto traduz: Ele(a) te desejou boa sorte!!!

Mas eu senti que tem mais coisas ali, tem sim, eu creio, mereço, aceito e agradeço!

Foto by Dione.


Seguimos agora abençoadas até o fim do templo e encontramos árvores que também se entregam:

Foto by Déa.


E a abraçamos cheias de amor:

Foto by Marta ou Van


Foto by Marta


Lá também tem banda que começa a tocar assim que nos avista. 

E somos seguidas por crianças, que nos tentam vender algo o tempo todo e somos obrigadas a dizer o tempo todo que não temos mais dinheiro:

Foto by Déa.

Foto by Déa.

Mas uma delas não acredita e mesmo com nossas palavras doces e sorrisos nos amaldiçoa! 

Sob o olhar atento de seres cabeludos:

Foto by Déa.

 E de estruturas tão enraizadas, ligadas, apegadas, presas, que não se largam mais:




E partimos deixando pra trás um pedaço nosso, levando conosco um pedaço deles:

Foto by Déa.


Depois visitamos West Mebon que é uma homenagem aos elefantes que ajudaram nas construções dos templos.

Subimos seus degraus e tem dois elefantes de pedra, cada um virado para um lado.


Foto by Déa.


Foto by Marta

Foto by Marta

E nossas fotografas maravilhosas, Marta e Vanusa, se divertem lá em baixo ainda.

Foto by Déa.


Subimos mais um pouco e curtimos a vista, assim como os visitantes que invadem, sem saber, e com todo o charme (dá uma olhada na cor do chapéu) nossa foto.

Foto by Marta ou Van

E por último, seguimos para Pre Rup, onde vimos o sol se pôr e nos despedimos um pouco mais iluminadas, abençoadas, amaldiçoadas, contraditórias:

Foto by Marta ou Van.


Foto da Marta

Foto by Déa.

Chegamos lá e antes Titi nos presenteia com a fruta do dia. Titi nos traz num saquinho plástico, e que ao morder, eu atrapalhada me molho toda, dentro tem um líquido semelhante ao nosso coco verde.

Foto by Marta

A menina chega de moto com sua mãe e um tabuleiro de (creio eu) doces, para vender, ou para a família, não sei, a Marta consegue tirar a foto que para mim não deu tempo:

Foto by Marta

Eu tiro a foto do seu olhar pra mim e esse olhar representa o Camboja.

Foto by Déa.



Para se ter direito ao maravilhoso pôr do sol, é necessário um pouco de esforço. 


Foto by Van

Foto by Titi


Foto by Bruna.

Até que você chega ao quase céu (exagerada...rs) e ele está cheio de gente do mundo todo, numa confraternização maluca, dividindo espaço, comungando juntos da vista, do tempo, da história, da contemplação.

Nesse momento não há guerras, território, meu ou seu, de quem é essa terra? Quem é o dono? Quem é estrangeiro nesse planeta? 
Foto by Dio

Foto by Dio

Foto by Déa

Foto by Déa.

Um árabe senta ao lado de um oriental, uma americana me ensina a fazer foto panorâmica...nosso guia Cambojano exausto do dia se deita nas pedras e todos dividem o mesmo sol.


Foto by Déa.



Foto by Déa.
Foto by Van



Foto by Van


Foto by Van

Foto by Van


Fotos lindas acima tiradas pela nossa fotografa linda e iluminada lá em baixo a Vanusa:

Foto tirada pela Marta




Foto by Déa.

Foto by Déa.

Foto by Déa.

Foto by Déa.

A lua vem chegando de mansinho e o dia vai se despedindo no meio da floresta junto aos deuses.
Assim seja, graças a Deus, Amém, Jeová, Alá, Buda, Jesus, nosso Deus!!!


Foto by Déa.

Descemos outra escadaria, agora de madeira:

Foto by Déa.

E dou meu último olhar para a Lua e para o templo que vai ficando para trás:

Foto by Déa.

No trânsito, a noite, mais uma vez a simplicidade, e fragilidade do povo cambojano, e noto feliz, que aos domingos, pelo menos por lá, são dias mais felizes, são dias de festa.


Foto by Déa.
Ganho um quase sorriso:
Foto by Déa 

Foto by Déa.

Titi nos deixa no hotel, mas combina de vir nos pegar para levar a uma casa de massagem que ele indica. Tiramos uma foto no hotel


foto by Van


E vamos para a massagem, dessa vez de corpo inteiro, chega de esmagarem meus pés feinhos, sem dedinhos, esmalte vermelho e resistentes como eu.

Bom a casa de massagem é do lado do hotel, tipo do lado mesmo...rs.


Foto by Marta ou Van

Entramos, eu cheia de medo, será que vai ter que tirar a roupa? E se eu não entender o que é pra fazer?... A Michele me acalma dizendo, a moça vai te virar e te colocar na posição que ela quiser...rimos!

Ao entrar, elas estão mais assustadas conosco do que nós com elas...rs, graças aos Deus, e a benção da criatura sem sexo que nos abençoou no templo, entramos todas juntas numa sala só.


foto by Marta


E olha vou te contar, foi bem mais do que uma massagem, foi umas das coisas mais engraçadas da viagem.

Em cada colchonete tinha um pijama marrom, para a gente colocar...rs, eu sempre cheia de dúvidas, tiro o sutiã gente? Rs...

Coitada das minhas companheiras de viagem, eu sou um poço de dúvidas, de medos e de questionamentos...rs.

Elas fecharam a porta para que nos trocássemos e quando elas foram entrar, fizemos um sinal de ... espera ... por que estávamos tirando foto e elas interpretaram que não estávamos prontas ainda e trancaram a porta por fora...rs

A Dione bateu do lado de dentro para elas abrirem...kakaka...e assim elas entraram... E nos fotografaram:



Foto by massagista...rs
E nós com nosso pijama de presidio (Brown is the new black) deitamos cada uma em seu colchonete, a massagista minha e da Marta chegaram um pouco mais tarde.




Então, eu no meio da Bruna e da Michele, comecei minha massagem atrasada e já me preparava para o próximo golpe quando eu ouvia elas levando uns tapas, já me preparava para levar também...rs

Eu quase morri de rir, mas me controlei, pois, lembrei de um episódio do programa da Didi Fagner, no programa Lugar Incomum, que ela em Bangkok vai para uma sessão de massagem na cara e leva uns tapas da massagista...rs...vejam é impagável.

Acabamos a massagem, nos trocamos, encontramos com Titi e seu irmão que nos esperavam, e nos deixaram gentilmente na cidade.

Despedimos-nos dos dois, com muita gratidão, por todas as dicas, por todo trabalho que teve conosco, por sua gentileza, explicações, e até mesmo por ter nos deixado sozinha em alguns templos, pois, foi dessa liberdade que eu mais gostei.

Nunca vou me esquecer do adorável e de olhar triste e meticuloso Titi. Do seu irmão tímido e prestativo, do seu amor pelo seu país e do seu orgulho pelos templos, apesar da história manchada de terror, que ele com certeza vivenciou de perto, por meio dos seus pais, tios ou avós, mas com lugares incríveis e gente mais incrível ainda.

Contratem o Titi, eu super recomendo, aqui a página dele no Face, onde você pode entrar em contato com ele.

O que dizer da famosa e movimentar Pub Street que é a rua onde tem balada, comidas, restaurantes, padarias, e doideras? Que ela é tudo isso e muito mais, é super barulhenta e animada, mas se você procurar direito você consegue um pouco de paz.







Foi o que achamos no restaurante Khmer Family Restaurant, lugar super decorado, cheio de charme, com comida tradicional e gostosa. (U$7). 
Recebi minha primeira nota cambojana (Riel) como troco.





Voltamos para o hotel depois do jantar e o Tuk-tuk é sempre o mesmo valor (U$1 cada). 
E o que eu temia aconteceu.. comecei a passar mal, não via a hora que o tuk-tuk chegasse ao hotel.

Tive meu primeiro e único "piriri"...rs....(só por que, maldita boca, tinha dito justo hoje o quanto eu estava feliz de não ter tido piriri....rs) 

Felizmente não acordei minha amiga Dione, que dividiu os quartos comigo.

E assim com uma limpeza básica física e espiritual essa noite acabou...rs

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